O Itamaraty deu os primeiros passos para tentar encontrar uma solução para uma dívida bilionária deixada pela Posco, siderúrgica sul-coreana que veio ao Brasil para atuar na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará.
Pela primeira vez, a Embaixada do Brasil na Coreia do Sul acionou a empresa para voltar à mesa de negociação e solucionar a dívida que já ultrapassa R$1 bilhão. Mais de R$ 40 milhões são devidos aos cofres públicos.
Após a obra no Ceará, a subsidiária brasileira da companhia decretou falência e os credores não conseguiram mais contato com a matriz. Por isso, pediram interlocução direta via diplomacia.
Em outra frente, o assunto também pode ser discutido em uma visita do presidente da Coreia do Sul ao Brasil no final de julho. Lee Jae-myung vem ao país no dia 27 e terá um encontro bilateral com o presidente Lula (PT).
A aposta dos credores é que o assunto entrando na pauta facilite a negociação com a empresa sul-coreana.
Como mostrou o Painel, o Itamaraty já tinha dado sinais de que atuaria em busca de um acordo através do diálogo. Seguindo a recomendação do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, a embaixada passou a pressionar os sul-coreanos.
Já há uma decisão judicial no Brasil cobrando a matriz por entender que ela também deve ser responsabilizada pelo rombo após a falência da subsidiária brasileira.
A embaixada brasileira passa por transição. A embaixadora Márcia Donner de Abreu iniciou os contatos com a empresa na Coreia e a expectativa dos credores é que o novo chefe da embaixada, Fernando de Azevedo Pimentel, abra diálogo com os coreanos.
