Empresários ligados ao setor do agronegócio defenderam nesta terça-feira (28), em um grupo de WhatsApp ligado à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à Presidência da República.
O grupo, com 105 membros, tem o nome Amigos do Cosag, sigla que designa o Conselho do Agronegócio da Fiesp, presidido pela própria Tereza.
O tema foi introduzido no começo da tarde por Jacyr Costa, diretor-financeiro da Fiesp e antecessor da senadora na presidência do Cosag, que funciona como um órgão consultivo da federação para o setor.
“Tereza Cristina aceita ser candidata a presidente se tiver o aval do Progressistas. Avante, senadora”, escreveu Costa.
Seguiram-se curtidas na mensagem e manifestações favoráveis de outros membros do grupo. A própria senadora está no grupo, mas não se manifestou.
Ao Painel o diretor disse que fez uma brincadeira em um grupo de amigos. “Ela [Tereza] é muito querida e admirada pelo trabalho que faz pelo Mato Grosso do Sul e Brasil”, afirmou.
Mais cedo, em outro grupo de WhatsApp, de ruralistas de Mato Grosso, também houve apelo para que ela se candidate, como antecipou o jornal Zero Hora.
“Ministra, vamos para presidente”, escreveu um empresário. “Estou pronta”, respondeu a senadora. Em seguida, no entanto, ela disse que a decisão é do partido “Mas não depende só de mim. Meu partido precisa me dar legenda”.
O PP, no entanto, tende a ficar neutro na eleição presidencial. Procurado pelo Painel, o presidente do partido, Ciro Nogueira, não respondeu sobre as manifestações.
Tereza, ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, chegou a ser cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro (PL).
Como mostrou o Painel, no início do mês um grupo de produtores rurais e empresários encomendou uma pesquisa qualitativa para testar o nome dela como candidata à Presidência.
