Em meio ao período chamado de defeso eleitoral, ao menos 11 ministros do governo Lula apagaram dos perfis pessoais nas redes referências ao cargo de ministro.
A medida foi tomada após uma orientação dada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, que teme questionamentos junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A Secom pediu que os ministros tomassem todos os cuidados nas redes, inclusive evitando usar o cargo na descrição dos perfis para não haver confusão com a política institucional do governo.
Entre os ministros que retiraram o cargo estão o das Relações Institucionais, José Guimarães, o da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, o do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Outros ministros, apesar de manterem os cargos, incluíram na descrição que o perfil é pessoal. São os casos, por exemplo, do chefe de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Como mostrou o Painel, a Secom deu uma série de orientações e impôs restrições aos ministros, o que irritou grande parte dos ocupantes da Esplanada.
Diante das reclamações, a Casa Civil passou a incentivar que os ministros concedam entrevistas, viajem aos estados e não deixem de fazer entregas, mesmo em meio à campanha eleitoral.
O único cuidado que precisam ter é com menções ao presidente Lula (PT) e exaltações aos feitos do governo.
