O Podemos ainda discute eventuais apoios nas eleições deste ano, mas a legenda tende a adotar a neutralidade no pleito.
O partido tem sido cobiçado por pré-candidatos mais à direita, principalmente por Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
As conversas ainda estão acontecendo e a legenda só deve tomar uma decisão perto da sua convenção, a ser realizada no dia 2 de agosto.
A cúpula do Podemos já descartou, no entanto, compor a chapa de Zema indicando o vice do pré-candidato.
O nome do empresário Geraldo Rufino chegou a ser aventado por Zema, mas as conversas não avançaram. Rufino lançou pré-candidatura ao Senado pelo Podemos.
Tanto o Novo quanto o PL querem alianças com outros partidos para dar mais envergadura às pré-candidaturas, principalmente para garantir mais tempo de propaganda no rádio e na TV.
Sem alianças fechadas Zema não terá tempo de propaganda nos meios de comunicação. Flávio, também sem apoio de outros partidos, terá menos tempo que o presidente Lula (PT).
O Palácio do Planalto, assim como fez com os partidos do centrão, prefere que o Podemos fique neutro na disputa porque sabe que dificilmente teria o partido no palanque de Lula.
