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Coletiva de imprensa dos Correios.
Clerton Cruz/ TV Globo
Após pouco mais de cinco meses da aprovação do plano de reestruturação dos Correios pelo Conselho de Administração da empresa, a estatal apresentou nesta quinta-feira (23) um balanço das ações tomadas no período.
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Além do balanço do plano, a empresa também informou que fechou o ano de 2025 com um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões.
O plano reúne três eixos principais:
recuperação financeira;
consolidação do modelo; e
crescimento estratégico.
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Além disso, para atingir as metas definidas, os Correios esperam, até o final do ano, ter retornos positivos por meio de ações diretas como:
Programa de Demissão Voluntária e redução de custos com planos de saúde.
Reestruturação da rede de atendimento: a estatal poderá eliminar até mil pontos deficitários.
Modernização da operação e da infraestrutura tecnológica.
Monetização de ativos e venda de imóveis: há potencial identificado de R$ 1,5 bilhão nessa frente.
Expansão de portfólio para comércio eletrônico e avaliação de fusões e aquisições para reconstruir a empresa a médio prazo.
PDV
Entretanto, o início da execução do plano não foi como o esperado. O plano de demissão voluntária (PDV) anunciado pela empresa no começo do ano, foi aderido por 3,2 mil funcionários.
A projeção inicial era que 10 mil funcionários entrassem no PDV neste ano e mais 5 mil em 2027.
Mesmo assim, o presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, afirmou que o resultado acabou sendo positivo frente ao PDV anterior, que ficou aberto para cadastro entre 2024 e 2025 e teve uma adesão de 3,8 mil pessoas.
“Como vocês podem ver, o PDV que abrimos este ano teve uma duração menor que o outro, que durou o ano todo e atingiu a mesma quantidade de funcionários”, afirmou Rondón.
Em um comunicado interno, que o g1 teve acesso com exclusividade, os Correios informaram que o impacto total das adesões aos PDVs que foram abertos deve gerar uma economia de R$ 923 milhões.
Venda de imóveis
Outra frente de ação é a venda de imóveis. No entanto, a estatal tem enfrentado dificuldades.
Nos dois primeiros leilões, realizados em fevereiro, por exemplo, os Correios colocaram 21 unidades à venda, mas apenas 4 foram arrematadas.
Nesta terça, a estatal informou que, até agora, garantiu uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões pela venda de 11 imóveis.
E que prepara novos leilões nos dias 9 e 16 de abril, quando 42 propriedades estarão disponíveis para lances em todo o país.
Fechamento de unidades
A empresa também prevê o fechamento, até o fim deste ano, de mil unidades, incluindo agências, sem impactar a universalização –prestação do serviço em todo o país.
Segundo os Correios, desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.
Apenas em 2026, foram 68 unidades encerradas e há uma expectativa que outras 700 podem ter sua funcionalidade modificada por parcerias com outros órgãos públicos.
Outras medidas
Como parte do plano de reestruturação, a estatal informou que o volume de encomendas em atraso caiu 43% após uma reformulação das rotas de entregas, que otimizou os trabalho em 40% e a renegociação de dívidas em atraso, que geraram uma economia de R$ 321 milhões.
“A falta de liquidez estava afetando os nosso problemas de funcionamento. Após a chegada do empréstimo, tivemos um alcance de pontualidade de 99% dos contratos”, afirmou o presidente dos Correios, Rondón.
A empresa ainda informou que, a partir de agora, pretende “diversificar” as receitas e na modernização tecnológica da malha logística para aumentar ainda mais a eficiência operacional.
O presidente dos Correios não descartou a possibilidade de uma nova captação de empréstimo de R$ 8 bilhões, mas ponderou que o valor pode ser menor.