Published
1 minuto agoon
By
Ainda que a voz cristalina de Gal tenha sido única pelo timbre irreproduzível, Gondim se sai incrivelmente bem nos números musicais, sobretudo nos temas de maior vivacidade rítmica, casos da marcha “Balancê” (João de Barro e Alberto Ribeiro, 1937) e da marcha-frevo “Festa do interior” (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981), e um pouco menos em composições mais complexas, como “O quereres” (Caetano Veloso, 1984), música ouvida ao fim do espetáculo como síntese da dualidade e da imprevisibilidade que moveram a vida de Gal Costa.