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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera nesta quinta-feira (19) em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,2808, por volta das 10h10. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 1,1%, a 177.664 pontos. Os investidores estão mais cautelosos no mundo todo por conta do aumento dos ataques a instalações de energia no Oriente Médio, o que voltou a fazer o preço do petróleo disparar.
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▶️ O Irã anunciou uma nova fase da guerra, passando a mirar estruturas de energia no Golfo ligadas aos Estados Unidos, em retaliação ao ataque de Israel ao maior campo de gás do mundo em território iraniano. Ação provocou uma disparada nos preços do petróleo e do gás natural.
🔎 O Brent — referência do mercado — alcançou o maior nível em mais de uma semana e superando os US$ 115 por barril. Por volta das 8h20 desta quinta, o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 16%. Mais cedo, o gás chegou a subir 35% na região.
▶️No Brasil, o governo tenta conter uma alta do diesel em ano eleitoral, em meio à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A proposta é zerar o ICMS sobre a importação do combustível até o fim de maio, com metade das perdas dos estados compensada pela União.
▶️ Com poucos indicadores previstos no cenário local, os investidores voltam a atenção para as decisões de juros de outras grandes economias ao redor do mundo, como os anúncios do Banco do Japão (BoJ), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).
▶️Ainda no radar estão as as decisões de juros: no Brasil, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, enquanto, nos EUA, o Federal Reserve manteve as taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,29%;
Acumulado do mês: +2,18%;
Acumulado do ano: -4,43%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,12%;
Acumulado do mês: -4,85%;
Acumulado do ano: +11,49%.
Novos ataques no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase, segundo o Irã, que anunciou ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos como resposta aos bombardeios contra sua própria infraestrutura, atribuídos a Israel com apoio americano.
A escalada teve início após o ataque ao campo de gás South Pars, no Irã — o maior do mundo —, e ganhou força com a retaliação iraniana, que atingiu estruturas energéticas em países como Catar e Arábia Saudita, incluindo uma importante unidade de processamento de gás no território catariano.
Diante desse cenário, os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, com o barril superando US$ 115, enquanto o gás natural também subiu forte na Europa. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia.
Nos EUA, o governo de Donald Trump teria apoiado a ofensiva inicial, mas tenta conter novos ataques a esse tipo de infraestrutura, enquanto avalia os próximos passos conforme a reação do Irã.
Mercados globais
Em Wall Street, os índices futuros apontavam para abertura em queda, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio após novos ataques a ativos estratégicos do setor de petróleo.
Por volta das 9h27 (de Brasília), o Dow Jones futuro caía 0,38%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,61%.
Na Europa, os mercados também operam em queda, refletindo as tensões geopolíticas e a cautela com a inflação.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra votou por unanimidade pela manutenção dos juros, diante dos riscos inflacionários ligados à guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes, inclusive, sinalizou a possibilidade de novas altas, o que provocou uma forte venda de títulos públicos de curto prazo.
Entre as bolsas, o índice britânico FTSE 100 recuava 2,40%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 2,41% e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores mais cautelosos diante da escalada do conflito e das incertezas sobre a economia global.
Em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Também houve perdas na Coreia do Sul (-2,7%), Taiwan (-1,9%), Austrália (-1,6%) e Cingapura (-0,8%).
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar e real
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas