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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (9) em alta, avançando 0,52% por volta das 9h10, sendo negociado a R$ 5,2721. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No mercado internacional, o petróleo dispara após produtores do Oriente Médio — como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos — reduzirem a produção diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O barril chegou a superar US$ 110, com contratos futuros mais líquidos acima de US$ 100.
Há duas semanas, o barril era negociado perto de US$ 70. Apenas nesta sessão, a valorização ultrapassa 13%, refletindo a continuidade dos conflitos na região e a ausência de sinais de trégua no curto prazo.
▶️ Ainda no cenário geopolítico, autoridades dos Estados Unidos e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais dentro do Irã para garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país.
▶️ No Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo, sinalizando a continuidade da ala mais dura no comando do país.
▶️ No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do relatório Focus, do Banco Central, que reúne as projeções do mercado para indicadores da economia.
▶️ Outro tema que continua sendo acompanhado é o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após novas notícias apontarem possíveis relações dele com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +2,97%;
Acumulado do mês: +2,97%;
Acumulado do ano: -3,68%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -4,41%;
Acumulado do mês: -4,41%;
Acumulado do ano: +12%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
A escalada das tensões no Oriente Médio volta a guiar os mercados financeiros nesta sexta-feira (6), em meio às preocupações dos investidores com o bloqueio do Estreito de Ormuz e seus efeitos no mercado de petróleo.
O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, afirmou que os EUA entraram em uma nova fase da guerra com o Irã, que envolve um “aumento drástico” do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à “infraestrutura do regime” dos aiatolás.
“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, afirmou. Isso deve levar algum tempo, segundo ele.
Pela manhã, tanto Israel quanto os EUA anunciaram novos ataques na região.
Nesta semana, analistas do banco J.P. Morgan alertaram que o fechamento do Estreito de Ormuz pode começar a afetar o fornecimento global de petróleo em poucos dias. Caso o bloqueio continue, cerca de 3,3 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado.
O Iraque, segundo maior produtor da Opep, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia, por falta de espaço para armazenar o petróleo e dificuldades para exportá-lo.
Já o Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações — uma medida usada quando eventos fora do controle impedem o cumprimento de contratos. Fontes do setor dizem que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.
Diante das preocupações, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta sexta-feira. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 8%, cotado a US$ 92. Já o WTI, dos EUA, teve alta de 12,34%, a US$ 91,23.
Petrobras divulga lucro de R$ 110 bilhões em 2025
Os investidores também avaliam os resultados da Petrobras, divulgados na véspera. A companhia informou um lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado que representa alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.
Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.
De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.
“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.
Agenda econômica
Payroll dos EUA
O destaque na agenda de indicadores fica com o payroll, relatório de emprego oficial dos EUA. Segundo informações do Escritório de Estatística do Trabalho, a economia americana fechou 92 mil postos de trabalho em fevereiro, após a criação revisada para baixo de 126 mil em janeiro.
O resultado surpreendeu economistas, que previam a abertura de 59 mil vagas no período. Segundo especialistas disseram à Reuters, os ganhos de empregos em janeiro foram impulsionados por uma atualização do modelo que o escritório de estatísticas usa para estimar quantos empregos foram criados ou perdidos devido à abertura ou fechamento de empresas em um determinado mês.
O mercado de trabalho está se estabilizando depois de ter tropeçado em 2025, em meio às incertezas decorrentes do tarifaço de Trump. Além disso, especialistas também indicaram à Reuters que a repressão à imigração do governo Trump reduziu a oferta de mão de obra, o que também contribuiu para a desaceleração do mercado de trabalho.
Segundo o analista de inteligência de mercado da Stonex Lucca Bezzon, o resultado mais fraco do que o esperado reforça a perspectiva de que a economia americana pode estar desacelerando rapidamente e aumenta a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa ser pressionado a antecipar os cortes de juros no país.
“O cenário, no entanto, permanece bastante incerto. Os dados mais recentes têm mostrado sinais contraditórios sobre o ritmo da economia dos Estados Unidos, embora uma das principais fontes de preocupação dos investidores seja justamente o mercado de trabalho”, diz, reforçando que os indicadores sinalizam “alguma deterioração no emprego”.
Mercados globais
As preocupaçõe com o conflito no Irã continuam a afetar os mercados globais nesta sexta-feira.
Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos registraram queda. O Dow Jones caiu 0,93%, enquanto o S&P 500 registrou um recuo de 1,33% e o Nasdaq Composite teve desvalorização de 1,59%.
Na Europa, os principais índices acionários também registraram perdas nesta sexta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 registrou sua maior baixa semanal em quase um ano. Nesta sexta, caiu 1,02%, aos 598,69 pontos.
Entre os principais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,94%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,65%. O FTSE Mib, da Itália, desvalorizou 1,02%.
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong encerraram uma semana em baixa, apesar da alta desta sexta-feira. O resultado refletiu o peso dos riscos geopolíticos no otimismo do mercado e as poucas surpresas nos sinais políticos da reunião parlamentar anual.
No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 0,38%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias específicas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,27%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,72%.
Entre os demais índices da região, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,6%, enquanto o Kospi, de Seul, teve valorização de 0,02%.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
*Com informações da agência de notícias Reuters.