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Política

Veja 10 trechos do vídeo da reunião entre Bolsonaro e ministros antes das eleições de 2022

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Gravação é uma das peças que embasaram a operação da Polícia Federal contra militares e ex-ministros suspeitos de participarem de uma tentativa de golpe de Estado. A gravação de uma reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus ministros em julho de 2022 se tornou um dos principais materiais de investigação da Polícia Federal sobre a tentativa de um golpe de Estado.
O sigilo do vídeo foi retirado nesta sexta-feira (9) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF encontrou o vídeo no computador de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, já homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em vários trechos da gravação, Bolsonaro faz ataques infundados à lisura das eleições e pede ações dos ministros, que respondem em tom de cooperação.
Ele também afirma que ações devem ser tomadas para reverter a tendência de derrota nas eleições. Bolsonaro mencionar acionar o “plano b” e agir antes do resultado do pleito.
Um de seus principais auxiliares, o general Augusto Heleno, fala em “virar a mesa”.
Veja lista com 10 trechos da reunião ministerial:
Bolsonaro fala que liberdade está em jogo e que é preciso reagir
Bolsonaro convoca a ministros a agirem nas eleições
Bolsonaro diz que TSE cometeu um erro e se beneficiou disso
Bolsonaro propõe nota conjunta dos presentes para dar credibilidade a tentativa de golpe
Bolsonaro diz que é preciso colocar em prática o ‘plano B’
‘Esta cadeira estar comigo é uma cagada’, diz Bolsonaro
Bolsonaro diz que ‘é difícil ganhar o jogo’
Ministro da Defesa de Bolsonaro fala de reunião com as Forças
General Heleno fala em ‘virar a mesa’ da eleição e infiltrar Abin
Anderson Torres pede empenho e disse que cenário era ‘ameaçador’
Acompanhe abaixo ponto a ponto:
1- Bolsonaro fala que liberdade está em jogo e que é preciso reagir
Bolsonaro fala que liberdade está em jogo e que é preciso reagir
Em um trecho do vídeo, Bolsonaro apresenta argumentos aos ministros para convencê-los a tomar medidas “mais contundentes”.
“A gente vê o que está acontecendo, está na nossa cara. A guerra de papel e caneta, a gente não vai ganhar essa guerra. A gente tem que ser mais contundente, como eu vou começar a ser com os embaixadores”, disse.
Bolsonaro afirmou que a liberdade estava em jogo. “O que tá em jogo é o bem maior que nós temos enquanto estamos aqui na Terra, que é a p… da liberdade. Mais claro impossível. Nós [ínaudível]… vamos ter que reagir.”
2 – Bolsonaro convoca a ministros a agirem nas eleições
Bolsonaro convoca a ministros a agirem nas eleições
Bolsonaro cita as eleições e diz aos ministros que eles não podem deixar “acontecer o que está pintado”.
“Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições e acontecer o que está pintado, está pintado. Eu parei de falar em voto imp… e eleições há umas três semanas. Vocês estão vendo agora que… eu acho que chegaram à conclusão. A gente vai ter que fazer alguma coisa antes.”
Segundo a PF, na reunião, o então presidente ordenou a disseminação de informações fraudulentas para tentar reverter a situação na disputa eleitoral.
“Nós sabemos que, se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira no Brasil. Agora, alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições? Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições”, disse.
3- Bolsonaro diz que TSE cometeu um erro e se beneficiou disso
Bolsonaro diz que TSE cometeu um erro e se beneficiou disso
Em outro momento, o então presidente afirma que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria cometido um “erro” ao deixar as Forças Armadas participarem da Comissão de Transparência Eleitoral, criada para aprimorar o processo de eleições.
Para Bolsonaro, a medida teria sido “excelente” para o governo dele, pois à época, ele tinha o comando sobre as Forças Armadas.
“O TSE cometeu um erro quando convidou as Forças Armadas a participar da Comissão de Transparência Eleitoral. Cometeu um erro. Eles erraram. Para nós, foi excelente. Esqueceram que eu sou o chefe supremo das Forças Armadas?”, afirmou na reunião.
4- Bolsonaro propõe nota conjunta dos presentes para dar credibilidade a tentativa de golpe
Bolsonaro propõe nota conjunta de todos os presentes na mesa para dar credibilidade a tentativa de golpe
Em outro ponto da reunião, Bolsonaro propõe que os presentes participassem da redação de um documento que afirmasse ser impossível “definir a lisura das eleições” e incluísse elementos externos, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“Quem responde pela CGU vai, quem responde pelas Forças Armadas aqui… É botar algo escrito, tá? Pedir à OAB. A OAB vai dar credibilidade pra gente, tá? Polícia Federal, uma nota conjunta com vocês, com vocês todos [dizendo] que até o presente momento dadas as condições de se definir a lisura das eleições, são simplesmente impossíveis de ser atingidas. E o pessoal assina embaixo”, disse.
5- Bolsonaro diz que é preciso colocar em prática o ‘plano B’
Em reunião sobre eleições, Bolsonaro diz que é preciso colocar em ‘prática’ um ‘plano B’
O ex-presidente diz, também que o governo teria que botar um “plano B em prática” naquele momento em relação às eleições presidenciais que ocorreriam em outubro.
“Só pra gente prestar atenção. […] A fotografia que pintar no dia 2 de outubro acabou, porra! Quer mais claro do que isso? Nós estamos fazendo a coisa certa, mas o plano B tem que botar em prática agora”, afirmou Bolsonaro.
No momento da fala, o presidente reagia a uma fala do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, no encerramento do semestre na Corte.
O ministro, naquele momento, tinha dito que as auditorias em curso sobre o sistema eleitoral não eram instrumentos para rejeitar o resultado das urnas. Disse, também, que as regras do jogo eleitoral eram conhecidas por todos e, por isso, deviam ser respeitadas.
6- ‘Esta cadeira estar comigo é uma cagada’, diz Bolsonaro
Bolsonaro dispara ataques aos ministros do STF durante reunião ministerial de julho de 2022
O ex-presidente disse também que ocupar a Presidência da República era uma “cagada”.
“Essa cadeira aqui é uma cagada, estar comigo é uma cagada. Vou explicar a cagada. Não vai ter uma cagada dessa no Brasil. Cagada do bem, deixar bem claro”, afirmou.
7- Bolsonaro diz que ‘é difícil ganhar o jogo’
Bolsonaro critica STF em reunião investigada pela PF e diz que ‘é difícil ganhar o jogo’
Em outro momento, Bolsonaro afirma:
“O nosso Supremo é um poder à parte, um super Supremo, ele decide o mundo. Muitas vezes, fora das quatro linhas. Não dá pra gente ganhar o jogo com o pessoal atirando tijolo da arquibancada em cima dos jogadores nossos. Um juiz que toda hora dá impedimento quando a gente ataca, mesmo que o cara saia driblando da rede até fazer o gol, o juiz dá impedimento. É difícil a gente ganhar o jogo assim. Agora, as consequências do jogo, todo mundo vai pagar”.
8- Ministro da Defesa de Bolsonaro fala de reunião com as Forças
Ministro da Defesa de Bolsonaro diz reunir comandantes das Forças para discutir eleições
Durante a reunião, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, narrou, ao longo de sete minutos, a participação das Forças Armadas nas etapas de fiscalização do processo eleitoral.
Ele falou, por exemplo, da participação de técnicos escolhidos pela pasta em uma comissão de transparência, organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para contribuir com a auditoria das eleições.
“Senhor presidente, eu estou realizando reuniões com os comandantes de Forças quase que semanalmente. Esse cenário nós estudamos, nós trabalhamos, nós temos reuniões pela frente decisivas pra gente ver o que pode ser feito, que ações poderão ser tomadas para que a gente possa ter transparência, segurança, condições de auditoria e que as eleições se transcorram da forma como a gente sonha, e o senhor, com o que a gente vê, no dia a dia, tenhamos o êxito de reelegê-lo. Esse é o desejo de todos nós.”
9- General Heleno fala em ‘virar a mesa’ da eleição e infiltrar Abin
Heleno é interrompido por Bolsonaro ao falar sobre Abin
Já o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que pretendia infiltrar agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas campanhas de Jair Bolsonaro à reeleição e de seu principal adversário, o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Dois pontos para tocar aqui, presidente. Primeiro, o problema da inteligência. Eu já conversei ontem com o Victor [Felismino Carneiro], novo diretor da Abin, nós vamos montar um esquema para acompanhar o que os dois lados vão fazer”, declara Heleno.
“O problema todo disso é se vazar qualquer coisa. Muita gente se conhece nesse meio. Se houver qualquer acusação de infiltração desse elemento da Abin em qualquer um dos lados…”, prossegue Heleno, antes de ser interrompido por Bolsonaro.
O então presidente da República pede que Heleno interrompa a fala naquele momento – e diz que, se há medo de vazamentos, o assunto deve ser tratado em reunião privada, longe dos demais ministros.
“General, eu peço que o senhor não fale por favor. Peço que o senhor não prossiga mais na sua observação, não prossiga na sua observação. Se a gente começar a falar ‘não vazar’, esquece. Pode vazar. Então a gente conversa particular na nossa sala sobre esse assunto”, diz Bolsonaro.
10- Anderson Torres pede empenho e disse que cenário era ‘ameaçador’
Torres pediu empenho em ações antes das eleições e disse que cenário era ‘ameaçador’
Na reunião entre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros, para discutir ações a serem tomadas antes das eleições de 2022, o então ministro da Justiça, Anderson Torres, pediu empenho em questionamentos à lisura da votação e disse que o cenário era “ameaçador”:
“Então assim, não tenho dúvidas disso, existe o medo, presidente, velado, hoje, e tem medo, todos aqui tem esse medo, porque realmente é ameaçador o que está acontecendo, do lado de lá, ameaça, é ameaça”, afirmou.
“A gente não pode questionar? (…) senhores, qualquer um aqui tem direito, na hora que digita a senha, qualquer um aqui tem direito, quando digita a senha para transferir R$ 300 de uma conta para outra, não fica preocupado se essa senha está sendo hackeada? Quem dirá num sistema desse tamanho, com esse tanto de indício, a gente precisa, a gente precisa atuar agora, é isso que eu tenho buscado fazer.”

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Política

Oposição protocola pedido de impeachment de Lula na Câmara

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Deputados federais da oposição protocolaram nesta quinta-feira (22) pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a assessoria da deputada Carla Zambelli (PL-SP), autora da proposta, o pedido tem 139 assinaturas e mais quatro nomes serão acrescentados na próxima segunda-feira (26).

O pedido foi apresentado após declaração em  que Lula comparou as ações militares de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto contra judeus na 2ª Guerra Mundial.

Os parlamentares argumentam que o presidente infringiu artigo da Constituição Federal que prevê como crime de responsabilidade “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”, conforme o Artigo 5° da Constituição Federal.

Nesta semana, ministros, deputados e senadores da base governista defenderam a declaração de Lula. Segundo eles, o presidente buscou chamar a atenção para as mortes de civis palestinos na Faixa de Gaza, e não ofender ou criticar o povo judeu.

A abertura do processo depende de decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

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Lula chama guerra em Gaza de genocídio e critica “hipocrisia”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar publicamente sobre a guerra de Israel na Faixa de Gaza, dias após a repercussão de uma entrevista em que ele comparou as ações militares israelenses no território palestino ao Holocausto contra judeus da 2ª Guerra Mundial. Ao discursar no lançamento do programa Petrobras Cultural, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (23), o presidente classificou o conflito militar como genocídio e responsabilizou o governo de Israel pela matança que já vitimou cerca de 30 mil civis, principalmente mulheres e crianças palestinas.    

“Quero dizer para vocês, agora, eu não troco a minha dignidade pela falsidade. Quero dizer a vocês que sou favorável à criação do Estado Palestino livre e soberano. Que possa, esse Estado Palestino, viver em harmonia com o Estado de Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”, afirmou o presidente.

“Não tentem interpretar a entrevista que eu dei na Etiópia, leia a entrevista ao invés de ficar me julgando pelo que disse o primeiro-ministro de Israel. São milhares de crianças mortas e desaparecidas. E não está morrendo soldado, estão morrendo mulheres e crianças dentro de hospital. Se isso não é genocídio, eu não sei o que é genocídio”, prosseguiu Lula, fazendo referência à declaração concedida no último domingo (18), em Adis Abeba, na Etiópia, quando comparou a ação de Israel em Gaza ao que Adolf Hitler tinha promovido contra os judeus na 2ª Guerra Mundial.

Na ocasião, o comentário fez o governo de Israel declarar Lula persona non grata no país. Em resposta, o governo brasileiro convocou de volta ao país o embaixador em Tel Aviv “para consultas”. Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou o chanceler do governo israelense, Israel Katz, por declarações dadas nos últimos dias sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Hipocrisia

O presidente ainda afirmou que o governo brasileiro trabalha para uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua representações permanentes de países da América Latina, da África, da Índia e outras nações. Ele ainda criticou os vetos do governo dos Estados Unidos às resoluções da ONU para um cessar-fogo em Gaza e, sem citar nomes, chamou de “hipócrita” a classe política pela inação diante dos conflitos em curso.  

“Somente quando a gente tiver um conselho [de segurança] da ONU democrático, com mais representação política, e somente quando a classe política deixar de ser hipócrita, somente quando ela encarar as verdades. Não é possível que as pessoas não compreendam o que está acontecendo em Gaza. Não é possível que as pessoas não tenham sensibilidade com milhões de crianças que vão dormir todo santo dia com fome, porque não têm um copo de leite, apesar do mundo produzir alimento em excesso”, afirmou.

O presidente apelou por mais política para a solução de guerras. “É importante que as pessoas saibam enquanto é tempo de saber. Nós precisamos ter consciência que o que existe no mundo hoje é muita hipocrisia e pouca política. A gente não pode aceitar guerra na Ucrânia, como não pode aceitar a guerra em Gaza, como não pode aceitar nenhuma guerra”, concluiu.

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Fux autoriza inquérito para investigar deputado que chamou Lula de “ladrão” e “corrupto” | Política

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“Todo mundo sabe que numa comunidade dominada por uma facção criminosa como Comando Vermelho só sobe de duas formas: ou trocando tiro ou com autorização do Comando Vermelho. E eu digo, como o Sargento Fahur: “Flávio Dino, vem tomar minha arma se você é homem! Vem tomar minha arma!”, discursou o deputado.

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Após polêmica, Lula volta a dizer que Israel pratica genocídio em Gaza | Política

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“Eu quero dizer para vocês que eu não troco a minha dignidade pela falsidade. E quero dizer para vocês que eu sou favorável à criação do Estado palestino livre e soberano. Que possa, esse Estado palestino, viver em harmonia com Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”, disse o presidente.

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Terminal Intermodal do Rio começa a operar neste sábado

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Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito carioca, Eduardo Paes, inaugurou nesta sexta-feira (23) o Terminal Intermodal Gentileza (TIG), erguido nas imediações da Rodoviária do Rio, na zona portuária, e que será o maior terminal integrador de transporte público do Rio de Janeiro.

Quando estiver em plena operação, o TIG permitirá que os passageiros cariocas possam acessar, dentro do terminal, o novo BRT Transbrasil, duas linhas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligarão o terminal ao Aeroporto Santos Dumont e às barcas, na Praça 15, e 14 linhas de ônibus municipais regulares para diversos bairros da cidade. A estimativa é que mais de 150 mil pessoas passem pelo terminal todos os dias. Amanhã (24), a prefeitura iniciará a operação gradual da Transbrasil, abrindo o TIG para o público.

O TIG recebeu o nome Gentileza em homenagem a José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza. Datrino foi um pregador urbano que se tornou conhecido no Rio de Janeiro por fazer inscrições nas pilastras do Viaduto do Gasômetro. Ele andava pela zona central da cidade com uma túnica branca e longa barba. Sua frase mais conhecida era “Gentileza gera gentileza”.

O prefeito Eduardo Paes informou que a estimativa é reduzir em mais de 50% o tempo de deslocamento das pessoas. A obra, que ficou quatro anos parada, foi feita para integrar a região metropolitana do Rio. Com recursos da prefeitura e do governo federal, os investimentos no projeto alcançaram R$ 2 bilhões. 

Referindo-se à gentileza pregada pelo profeta urbano, Paes salientou a necessidade de que o povo cuide agora dessa obra e da cidade.

Rio de Janeiro (RJ), DD/MM/2023 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da Inauguração do Terminal Intermodal Gentileza e do início da 1ª fase de Implantação do BRT Transbrasil, região central do Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), DD/MM/2023 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da Inauguração do Terminal Intermodal Gentileza e do início da 1ª fase de Implantação do BRT Transbrasil, região central do Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Terminal Intermodal Gentileza começa a operar neste sábado – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Atenção especial

Embora ame todas as cidades brasileiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Rio de Janeiro merece atenção especial, não só por ter sido capital do Brasil desde a chegada de Dom João VI de Portugal ao Brasil, em 1808, até a República, em 1889, e daí até a transferência da sede do país para a Região Centro-Oeste, em 1961. Em muitos momentos, o Rio sofreu pela irresponsabilidade de governantes, pelo aumento da pobreza e da ocupação desordenada, mas é a porta de entrada do país, assegurou o presidente. “O Brasil tem uma dívida com o Rio”, afirmou.

Lula lembrou que o contrato com a Caixa para a obra do BRT Transbrasil foi assinado em 2013 e somente agora, após 11 anos, a construção teve impulso.

Fases

O corredor expresso Transbrasil ligará Deodoro, na zona oeste, ao centro do Rio, passando por 18 bairros e prevendo transportar 250 mil pessoas por dia até 2030. Esse é o quarto corredor de BRT a ser inaugurado na cidade, ampliando o sistema de transporte de alta capacidade, que já opera com Transoeste, Transcarioca e Transolímpica.

Em uma primeira fase, que se estenderá até 30 de março, o Transbrasil vai operar entre Penha, na zona norte, e o Terminal Gentileza, no horário das 12h às 14h, com intervalos de 10 minutos entre as viagens e tempo de percurso de 20 minutos. O corredor terá linha executiva para o Aeroporto do Galeão. A partir de 30 de março, o BRT Transbrasil começará a operar de Deodoro ao Terminal Gentileza, com horário mais ampliado, das 10h às 15h.

Profeta Gentielza

José Datrino, ou Profeta Gentileza, nasceu em Cafelândia (SP) em 11 de abril de 1917 e morreu em Mirandópolis (SP), no dia 29 de maio de 1996. Desde sua infância José Datrino apresentava um comportamento atípico. Por volta dos treze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que, um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão.

No dia 17 de dezembro de 1961, ocorreu um incêndio no Gran Circus Norte-Americano, na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio, em que morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Seis dias depois, Datrino acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. Ele se dirigiu para o local do incêndio, onde plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo. Ali morou por quatro anos. No local, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Confortou de forma voluntária os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Dali em diante, passou a se chamar “José Agradecido”, ou “Profeta Gentileza”.

A partir de 1970, tornou-se andarilho. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. O Profeta Gentileza também oferecia flores para as pessoas que cruzavam seu caminho nas ruas do Rio de Janeiro.

Murais

A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro, que vai do Cemitério do Caju até o Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro, numa extensão de aproximadamente 1,5 quilômetro, e encheu as pilastras com inscrições em verde-amarelo, propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Nos anos de 2000, os murais foram tombados pelos órgãos de proteção da prefeitura do Rio de Janeiro mas, em 2016, foram objeto de atos de vandalismo. Faleceu em Mirandópolis, cidade de seus familiares, onde foi sepultado.

No final do ano 2000 foi publicado pela Editora da Universidade Federal Fluminense (EdUFF) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, de autoria do professor Leonardo Guelman, que introduz o leitor no “universo” do Profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, sua caligrafia singular e de todos os painéis criados por ele. Em 2001, Gentileza foi enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio. Em 2022, a prefeitura do Rio anunciou que o novo terminal de VLT, BRT e ônibus, localizado nas proximidades das suas pinturas, teria o nome de Terminal Intermodal Gentileza.

O profeta foi homenageado na música pelo compositor Gonzaguinha, nos anos 1980; e também pela cantora Marisa Monte, nos anos 1990, com canções que levam o nome Gentileza. Em 2000, na cidade de Mirandópolis (SP), onde está enterrado, Gentileza batizou a primeira organização não governamental (ONG) da cidade Gentileza Gera Gentileza, fundada por parentes e amigos que admiravam sua filosofia de vida. Além de lembrar a pessoa de José Datrino, a ONG tinha a missão de difundir educação e cultura em toda a região. (Alana Gandra)

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PF já tem provas necessárias contra Câmara e vê tentativa de tumultuar investigação | Blog da Andréia Sadi

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Kuntz, que defende os dois, afirmou que, quando acabou o depoimento de Arnaud, pediu que fosse levado até o Câmara e foi informado que ele já tinha deixado a PF. “Não é possível que ele foi embora. Ele está preso, quer responder às perguntas para que tenha mais argumento para o ministro [do STF] Alexandre de Moraes verificar a desnecessidade de sua prisão”, disse em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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