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Pai e filho vão parar no hospital após picada de coral-verdadeira em SP
Um pai e um filho foram levados a hospitais após serem picados por uma coral-verdadeira (Micrurus corallinus) em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, o homem recebeu alta enquanto o menino, de 8 anos, ficou em observação. O animal foi resgatado por um biólogo e reintroduzido à natureza em uma área de preservação na região.
O caso aconteceu enquanto os familiares capinavam um terreno na casa onde moram em Ilha Comprida. A criança foi picada ao segurar a serpente enquanto retirava um tufo de grama do solo. O pai tentou intervir e também foi mordido.
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Conforme apurado pelo g1, o homem apresentou sintomas mais graves, como espasmos musculares, falta de ar e estado de choque. Devido à necessidade de atendimento, ele deu entrada no Hospital Regional de Pariquera-Açu (SP). O menino, em um quadro mais simples, foi encaminhado ao Hospital Regional de Registro (HRR).
Ao g1, o biólogo Jader Costa contou que foi acionado por colaboradores do Hospital Regional de Registro após o animal chegar à unidade em um pote de vidro. Não há informações oficiais sobre quem levou a cobra ao local.
Coral-verdadeira
O biólogo acrescentou que o menino foi mordido apenas na parte superficial da pele. A picada no pai da criança, por sua vez, atingiu a corrente sanguínea, “por isso a reação foi muito grave”, explicou.
Costa destacou que o índice de ocorrências com serpentes dessa espécie é baixo e muitas vezes ocorrem por conta de acidentes, como no caso em questão, no qual a cobra foi surpreendida pelos moradores. “Não é um animal agressivo, que irá botear [atacar]”, comentou.
A cobra levada ao hospital ficou sob os cuidados de Jader e passou por análise. O biólogo explicou que o animal era jovem, estava saudável e foi solto em uma área de preservação.
Coral-verdadeira foi colocada em um pote e levada ao Hospital Regional de Registro (SP)
Jader Rocha
O que fazer em caso de picada em humanos:
Em caso de acidente, procure atendimento médico imediatamente;
Se possível, e caso isso não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada, mordida ou contato com água e sabão;
Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, pulseiras, fitas amarradas e calçados apertados;
Não amarrar (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte, queime, esprema ou aplique qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, terra, folhas, fezes, entre outros) no local da picada, mordida ou contato;
Não tentar “chupar o veneno”. Essa ação apenas aumenta as chances de infecção no local;
Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois além de não terem efeito contra a peçonha, podem causar problemas gastrointestinais na vítima.
Coral-verdadeira foi resgatada após picar pai e filho em Ilha Comprida (SP)
Jader Rocha
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