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2 horas agoon
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O cartaz promovendo o show da Turning Point: “The All American Halftime Show”
Turning Point USA / Divulgação
A Turning Point USA, organização estudantil criada por Charlie Kirk, ativista conservador e aliado do governo Trump assassinado no ano passado, promoveu um boicote à apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl e criou um show alternativo online neste domingo (8).
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Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump
Intitulada “The All American Halftime Show” – em português, “O Show do Intervalo Todo Americano”, a apresentação foi transmitida ao vivo pelo YouTube e chegou a atingir os 5 milhões de espectadores simultâneos. Nesta segunda-feira (9), já tinha sido vista por 19 milhões de pessoas.
O show teve Kid Rock como atração principal, mas também contou com a participação de Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett, três artistas americanos de country music. Também houve homenagens a Kirk.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, respostou a transmissão na rede social X e afirmou: “A família Hegseth está assistindo”.
A iniciativa dividiu opiniões nas redes sociais. Aliados do governo de Donald Trump chamaram o evento organizado pela Turning Point de “alternativa patriótica”. Já críticos do presidente citaram, por exemplo, a frase usada pelo artista porto-riquenho em sua apresentação: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.
Kid Rock se apresentando com a bandeira americana no telão ao fundo
Turning Point USA / Divulgação
Trump criticou Bad Bunny em rede social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl em suas redes sociais, na noite deste domingo (8). Sem citar o nome do artista, o republicano chamou o show de “bagunça”.
“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante. Esse ‘show’ é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, disse na postagem.
Trump detona show de Bad Bunny
Montagem/g1
O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.
Bad Bunny se apresentou no evento que simboliza a grande final da liga de futebol americano dos EUA. Um dos programas com a maior audiência da TV norte-americana. Neste ano, o jogo e o show foram realizados no Levi’s Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
Por que a escolha de Bad Bunny para o intervalo do Super Bowl irritou alguns trumpistas?
Não é segredo que Bad Bunny tem um lado político atrelado ao seu trabalho. Há anos, as músicas e o posicionamento público do cantor falam por ele.
Isso ficou claro em 2019, quando o músico abandonou uma turnê para se juntar a uma onda de protestos contra o governador Rosselló, em Porto Rico. Na época, ele se juntou aos conterrâneos Residente, iLe e Ricky Martin, se tornando uma das celebridades porto-riquenhas mais ativas politicamente.
Além disso, Bad Bunny nunca abriu mão de sua identidade latina para emplacar nos Estados Unidos, um privilégio que Shakira ou Ricky Martin não puderam ter.
As músicas do cantor são inerentemente latino-americanas: seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol, além de citações musicais que vão de “Garota de Ipanema” a clássicos porto-riquenhos.