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Tecnologia

Jack Sweeney: o ‘vigia de jatinhos’ que irritou Taylor Swift e Elon Musk

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Um estudante universitário da Flórida adquiriu o hábito de irritar algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo. Como? Dizendo ao mundo onde estão os aviões privados deles — e quanto carbono emitem. Jack Sweeney diz que não tem intenção de prejudicar aqueles cujos aviões ele monitora
Jack Sweeney via BBC
Um estudante universitário da Flórida, nos Estados Unidos, adquiriu o hábito de irritar algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo. Como? Ele compartilha onde estão os aviões privados delas — e quanto carbono os jatinhos emitem.
Jack Sweeney gostaria de esclarecer alguns detalhes do trabalho que realiza.
Por um lado, ele acredita que a cantora Taylor Swift tem algumas músicas boas. Por outro, ele acredita — apesar das constantes ameaças de processos na Justiça — que qualquer pessoa deveria ser capaz de ver para onde o jatinho da artista voa e a frequência das viagens dela.
“Gosto de ser justo”, disse ele à BBC por e-mail. “Tento compartilhar as informações de todos, não importa quem sejam.”
Mas são especificamente as informações sobre a localização dos aviões privados dos ricos e poderosos — publicadas nas redes sociais — que têm repetidamente tornado o jovem de 21 anos alvo de notícias e ameaças legais.
Sweeney é filho de um controlador de operações de uma companhia aérea e de uma professora, e cresceu nos subúrbios de Orlando. Ele diz que sempre teve interesse em aviação e tecnologia, e particularmente nas empresas SpaceX e Tesla, que pertencem a Elon Musk.
Esses interesses gradualmente o levaram a desenvolver um site de rastreamento de aviões — o TheAirTraffic.com — e perfis de redes sociais que rastreiam aeronaves de celebridades, políticos, magnatas e oligarcas.
O sistema baseia-se em dados disponíveis publicamente, recolhidos por entusiastas amadores. Durante as viagens, os aviões enviam regularmente informações sobre a localização, e esses sinais podem ser captados por pessoas que usam receptores simples e baratos que estão no solo.
Esse grupo de rastreadores de aviões faz parte de uma comunidade maior conhecida como Osint (inteligência de código aberto). Ela é povoada por pessoas que se aprofundam em grandes volumes de dados online disponíveis gratuitamente em busca de informações incriminatórias, perspicazes ou simplesmente interessantes.
Trata-se de um grupo heterogêneo, que inclui uma variedade de indivíduos —desde os ligeiramente curiosos até investigadores dedicados e jornalistas empenhados.
Celular pode ser aliado para descobrir câmeras escondidas em quartos; veja como se proteger
“Originalmente, eu estava fazendo isso apenas como um hobby, pois achei interessante”, disse Sweeney, que está atualmente no terceiro ano do curso de Tecnologia da Informação na Universidade da Flórida Central, nos EUA.
Com o passar do tempo, ele encontrou um propósito mais específico. Ele diz acreditar “na importância da transparência e da informação pública”.
E há um ângulo ambiental na abordagem de Sweeney: “Os usuários de jatinhos e aviões particulares estão tentando esconder o impacto negativo das emissões [de carbono].”
Os dados coletados pela plataforma criada pelo estudante foram usados em estudos que mostram a enorme pegada de carbono de Swift e comitiva.
A cantora defende que comprou compensações de carbono suficientes para neutralizar em duas vezes as emissões de sua última turnê.
Mas também há questões de privacidade em jogo. Swift, por meio de seus advogados, afirma que revelar a localização do avião particular da cantora a coloca em risco.
Numa carta revelada pela primeira vez pelo jornal americano The Washington Post, os advogados da cantora argumentaram que o rastreamento do avião era uma “questão de vida ou morte” e que não havia “nenhum interesse legítimo ou necessidade pública desta informação, a não ser para perseguir, assediar, e exercer domínio e controle”.
Sweeney rejeita essas afirmações e diz que há um interesse público fundamental em localizar o avião da estrela pop. A evidência que ele apresenta? Os próprios Swifties, como são descritos os fãs da cantora.
“Seus fãs estão realmente interessados”, diz ele. “Essas contas de rastreamento têm consistentemente mais apoiadores e fãs [do que detratores].”
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Taylor Swift durante apresentação no Tokyo Dome, Japão
Getty Images via BBC
E dadas as turnês mundiais e as inúmeras aparições públicas — incluindo durante jogos importantes da NFL, a liga de futebol americano dos EUA — é relativamente fácil descobrir onde Swift estará em algum momento no futuro, defende o estudante.
Nas últimas duas semanas, por exemplo, inúmeras reportagens foram publicadas sobre como ela poderia viajar entre dois compromissos importantes — um show sábado à noite (10/2) em Tóquio, no Japão, e o Super Bowl de domingo (11/2), em Las Vegas, nos Estados Unidos.
O Super Bowl é a final da liga de futebol americano e está entre os eventos esportivos mais assistidos em todo o mundo.
Muitas dessas informações públicas são mais granulares do que a localização de um avião. Os dados de voo podem mostrar quem é o proprietário de uma aeronave e onde ela está no céu, mas não quem está nela, ou para onde essas pessoas viajam depois que o avião pousou.
Mas os representantes jurídicos de Swift dizem que as informações do avião fornecem horários e locais exatos dos movimentos da cantora, e observam que um suposto perseguidor foi recentemente preso do lado de fora da casa dela em Nova York.
O assessor da estrela, Tree Paine, disse em comunicado: “As postagens dele [Sweeney] dizem exatamente quando e onde ela estaria.”
Entenda o que são os ‘celulares burros’ e por que o modelo tem adeptos pelo mundo
Sweeney também deu alguns conselhos à estrela — sugerindo gentilmente que, se a privacidade for a principal preocupação, ela poderia registrar o jato particular por meio de uma entidade corporativa anônima e talvez escolher um código de identificação que não inclua a data de nascimento e as iniciais dela.
James Slater, advogado de Sweeney, diz que não espera que Swift tome qualquer outra ação legal.
“A carta foi uma tentativa de intimidar Sweeney para que fizesse algo que legalmente ele não era obrigado a fazer”, disse ele. “Infelizmente, pessoas com poder e dinheiro costumam fazer isso.”
“Ele não está fazendo nada ilegal.”
Os advogados de Swift não responderam a um pedido feito pela BBC News para comentar o assunto.
Uma questão é se a base de fãs de Swift ainda seguirá os relatos de Sweeney após as últimas notícias.
Depois que a história sobre a carta dos advogados foi publicada no jornal, houve uma enxurrada de publicações nas mídias sociais sobre o caso. Algumas apoiavam Sweeney, mas outras expressavam sentimentos como: “Jack Sweeney quer que Taylor Swift morra como a princesa Diana. Não vou deixar isso acontecer. Estou com muita raiva.”
Mas essa não é a primeira vez que Sweeney sofre pressão de ricos e famosos.
Quando comprou o Twitter (agora X) em 2022, Elon Musk prometeu, em nome da liberdade de expressão, não tomar medidas contra a conta @elonjet, mantida por Sweeney.
Algumas semanas depois, no entanto, Musk reverteu o curso de ação, baniu a conta e ameaçou Sweeney com um processo, alegando que as informações divulgadas na @elonjet resultaram em um perseguidor que o rastreou e subiu em sua aeronave enquanto seu filho pequeno estava lá dentro.
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Jato particular de Elon Musk na pista do aeroporto de Pequim no ano passado
Getty Images via BBC
Posteriormente, a polícia identificou um membro da equipe de segurança de Musk como suspeito pelo ato e disse que o relato de Sweeney não tinha nada a ver com o incidente.
Sweeney agora administra uma conta que rastreia o jato de Musk e divulga informações com um atraso de 24 horas, para de cumprir uma regra do site que proíbe o rastreamento de localização em tempo real.
Ele também mantém contas em várias redes sociais que monitoram aviões de propriedade de Kim Kardashian, Jeff Bezos, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Donald Trump, entre outros.
Mas ele expressou frustração com os caprichos das regras das mídias sociais, observando que a Meta suspendeu as contas do Facebook e do Instagram que acompanham o avião de Swift, mas deixou várias outras contas de rastreamento de aviões — incluindo as que rastreiam a aeronave de Zuckerberg.
A BBC entrou em contato com Meta para comentar o caso, mas não recebeu respostas até a publicação dessa reportagem.
Enquanto isso, os “vigias de jatinhos” que interagem no servidor de Sweeney no Discord defenderam a posição do estudante — junto com o entusiasmo dele pelo hobby. Alguns também admitiram que são fãs de Swift.
“Não tenho dúvidas de que pessoas malucas enviaram ameaças selvagens para ela”, disse um comentarista, “mas o aeroporto não é um lugar onde ela está vulnerável”.
* Com reportagem de Gareth Evans
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“Originalmente, eu estava fazendo isso apenas como um hobby, pois achei interessante”, disse Sweeney, que está atualmente no terceiro ano do curso de Tecnologia da Informação na Universidade da Flórida Central, nos EUA.
Com o passar do tempo, ele encontrou um propósito mais específico. Ele diz acreditar “na importância da transparência e da informação pública”.
E há um ângulo ambiental na abordagem de Sweeney: “Os usuários de jatinhos e aviões particulares estão tentando esconder o impacto negativo das emissões [de carbono].”
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A cantora defende que comprou compensações de carbono suficientes para neutralizar em duas vezes as emissões de sua última turnê.
Mas também há questões de privacidade em jogo. Swift, por meio de seus advogados, afirma que revelar a localização do avião particular da cantora a coloca em risco.
Numa carta revelada pela primeira vez pelo jornal americano The Washington Post, os advogados da cantora argumentaram que o rastreamento do avião era uma “questão de vida ou morte” e que não havia “nenhum interesse legítimo ou necessidade pública desta informação, a não ser para perseguir, assediar, e exercer domínio e controle”.
Sweeney rejeita essas afirmações e diz que há um interesse público fundamental em localizar o avião da estrela pop. A evidência que ele apresenta? Os próprios Swifties, como são descritos os fãs da cantora.
“Seus fãs estão realmente interessados”, diz ele. “Essas contas de rastreamento têm consistentemente mais apoiadores e fãs [do que detratores].”
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Mas os representantes jurídicos de Swift dizem que as informações do avião fornecem horários e locais exatos dos movimentos da cantora, e observam que um suposto perseguidor foi recentemente preso do lado de fora da casa dela em Nova York.
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Depois que a história sobre a carta dos advogados foi publicada no jornal, houve uma enxurrada de publicações nas mídias sociais sobre o caso. Algumas apoiavam Sweeney, mas outras expressavam sentimentos como: “Jack Sweeney quer que Taylor Swift morra como a princesa Diana. Não vou deixar isso acontecer. Estou com muita raiva.”
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Algumas semanas depois, no entanto, Musk reverteu o curso de ação, baniu a conta e ameaçou Sweeney com um processo, alegando que as informações divulgadas na @elonjet resultaram em um perseguidor que o rastreou e subiu em sua aeronave enquanto seu filho pequeno estava lá dentro.
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Jato particular de Elon Musk na pista do aeroporto de Pequim no ano passado
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“Não tenho dúvidas de que pessoas malucas enviaram ameaças selvagens para ela”, disse um comentarista, “mas o aeroporto não é um lugar onde ela está vulnerável”.
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Tecnologia

Vestido que muda de cor: roupa digital altera o visual com um toque

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Modelo foi usado em desfile na semana da moda em Nova York. Animação também é ativada usando sensores de movimento. Vestido que muda de cor: roupa digital desenvolvida pela Adobe altera o visual com toque
Se arrepender do visual e poder mudar a cor ou estampa da sua roupa apenas com um toque: é isso que faz o vestido digital que participou das passarelas da semana da moda de Nova York, que aconteceu de 9 a 14 de fevereiro. Confira no vídeo acima.
O vestido foi lançado em outubro do ano passado pela Adobe, dona do Photoshop.
Na primeira apresentação do vestido, Christine Dierk, uma das desenvolvedoras da tecnologia, mostrou como as animações são acionadas. Além de um botão que ativa as mudanças no vestido, ele também possui um modo que conta com sensores embutidos, permitindo que a projeção se adapte ao movimento do usuário sem nenhum comando.
Para as passarelas, houve ainda uma novidade: a imagem projetada pode ficar repetindo em looping, poupando o usuário de gerenciar a animação enquanto caminha.
E não para por aí: as telas, que foram costuradas primeiramente apenas na frente do vestido, agora já podem ser usadas em uma versão 360°, ou seja, também atrás.
Roupa digital desenvolvida pela Adobe muda o visual com um toque
Divulgação / Adobe
Para conseguir mudar de cor, o vestido possui mais de mil pétalas em forma de lantejoulas, costuradas à mão e conectadas como telas em miniaturas, para a projeção em conjunto.
Leia também:
Azul e preto ou branco e dourado? Quase 10 anos depois, vestido que viralizou continua gerando polêmica e é motivo de estudos
Usar emoji de berinjela para paquerar não pega bem, diz pesquisa
Como o vestido foi desenvolvido?
O modelo que desfilou, desenhado por Christian Cowan, é uma evolução do vestido do projeto Primrose, desenvolvido pelos cientistas da empresa, o engenheiro pesquisador TJ Rhodes, a pesquisadora Christine Dierk e o vice-presidente, membro e chefe de pesquisa da Adobe Gavin Miller.
O maior desafio para Miller e Rhodes foi a criação de eletrônicos adequados para roupas, que tivesse como característica ser leve, flexível, durável e seguro para a pele.
Miller, que já tinha experiência em robótica, explica que o vestido é como uma versão gigante dos circuitos que ela usa em robôs. “Tivemos que usar materiais especiais para janelas inteligentes e projetar a lógica dos interruptores em um chip que fosse fino, flexível e robusto o suficiente para funcionar”, disse Miller em divulgação da Adobe.
A equipe teve ainda que criar uma tela 2D para testar o circuito considerando dobras e flexões, uma vez que a pessoa que usa o vestido irá se mexer.
Depois, foi criada ainda uma bolsa, antes de retomarem os testes em vestido.
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O vestido foi lançado em outubro do ano passado pela Adobe, dona do Photoshop.
Na primeira apresentação do vestido, Christine Dierk, uma das desenvolvedoras da tecnologia, mostrou como as animações são acionadas. Além de um botão que ativa as mudanças no vestido, ele também possui um modo que conta com sensores embutidos, permitindo que a projeção se adapte ao movimento do usuário sem nenhum comando.
Para as passarelas, houve ainda uma novidade: a imagem projetada pode ficar repetindo em looping, poupando o usuário de gerenciar a animação enquanto caminha.
E não para por aí: as telas, que foram costuradas primeiramente apenas na frente do vestido, agora já podem ser usadas em uma versão 360°, ou seja, também atrás.
Roupa digital desenvolvida pela Adobe muda o visual com um toque
Divulgação / Adobe
Para conseguir mudar de cor, o vestido possui mais de mil pétalas em forma de lantejoulas, costuradas à mão e conectadas como telas em miniaturas, para a projeção em conjunto.
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Como o vestido foi desenvolvido?
O modelo que desfilou, desenhado por Christian Cowan, é uma evolução do vestido do projeto Primrose, desenvolvido pelos cientistas da empresa, o engenheiro pesquisador TJ Rhodes, a pesquisadora Christine Dierk e o vice-presidente, membro e chefe de pesquisa da Adobe Gavin Miller.
O maior desafio para Miller e Rhodes foi a criação de eletrônicos adequados para roupas, que tivesse como característica ser leve, flexível, durável e seguro para a pele.
Miller, que já tinha experiência em robótica, explica que o vestido é como uma versão gigante dos circuitos que ela usa em robôs. “Tivemos que usar materiais especiais para janelas inteligentes e projetar a lógica dos interruptores em um chip que fosse fino, flexível e robusto o suficiente para funcionar”, disse Miller em divulgação da Adobe.
A equipe teve ainda que criar uma tela 2D para testar o circuito considerando dobras e flexões, uma vez que a pessoa que usa o vestido irá se mexer.
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Educação

Aplicativo promete revolucionar a saúde bucal

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Foto: Miguel Carvalho

Dispositivo tem a capacidade de identificar precocemente a existência de cáries

Estudantes do curso de Ciência da Computação da UNINASSAU Rio de Janeiro estão alcançando progressos notáveis na área da saúde bucal por meio do desenvolvimento de um protótipo inovador de escova de dentes inteligente. Esse dispositivo tem a capacidade de identificar precocemente a existência de possíveis cáries dentárias, representando um avanço significativo no campo da Odontologia. O projeto, atualmente em fase de testes, promete transformar a forma como as pessoas cuidam de seu bem-estar bucal, oferecendo alertas instantâneos e a opção de marcar consultas com cirurgiões-dentistas quando necessário.

O grupo de pesquisa, especializado em Internet das Coisas, se dedicou à criação de uma escova dental equipada com uma tecnologia avançada. Esta inovação está na capacidade do objeto de identificar manchas nos dentes, indicando potenciais cáries incipientes, graças à incorporação de uma câmera no cabo do instrumento. “Iniciativas como essa são de muita importância para impulsionar a pesquisa interdisciplinar, pois conseguem estreitar a ligação entre ciência e saúde.

De acordo com Miguel Carvalho, coordenador do curso de Ciência da Computação na unidade, a operação do dispositivo é simples e eficaz. Quando a escova detecta manchas suspeitas nos dentes, ela envia um alerta para um aplicativo no smartphone do usuário. Ele oferece a possibilidade de agendar uma consulta com um dentista próximo, priorizando a atenção odontológica preventiva para evitar complicações futuras. Miguel destaca que essa abordagem reflete o propósito da educação tecnológica: formar profissionais capacitados para transformar vidas e a sociedade.

Cássio Luiz ressaltou a importância dessa ideia. “Estamos entusiasmados com os resultados iniciais do nosso protótipo e acreditamos que no potencial dele de revolucionar os cuidados bucais, melhorando a saúde dos pacientes. A integração com a Inteligência Artificial pode transformar a prevenção odontológica, o que é emocionante para uma melhora na qualidade de vida”. Matheus Parreira, também aluno, já participou de outras idealizações e enxerga a potencialidade dessa iniciativa. “Já tive experiência com um projeto para ajudar animais e estou bastante empolgado com esse novo avanço.

Michele Melo, coordenadora acadêmica da unidade, afirma que o plano da escova de dentes inteligente é um exemplo notável de como a UNINASSAU está comprometida em promover inovações que impactam positivamente a sociedade, unindo o conhecimento acadêmico com avanços tecnológicos. “A equipe de cientistas está firmemente empenhada em aperfeiçoar continuamente o projeto, trazer uma solução eficaz para o mercado e tornar a detecção precoce de cáries dentárias mais acessível e conveniente para todos”.

Via: Leticia Porat

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Tecnologia

Por que pouso de nave de empresa americana na Lua é considerado ‘histórico’

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A Intuitive Machines conseguiu fazer o primeiro pouso lunar de uma espaçonave construída por uma empresa privada. Ilustração representa módulo da Intuitive Machines na Lua
DIVULGAÇÃO/INTUITIVE MACHINES
Uma companhia americana fez história nesta quinta-feira (22) ao se tornar a primeira empresa comercial a colocar uma nave na superfície da Lua.
A Intuitive Machines, com sede em Houston, pousou seu módulo Odysseus perto do polo sul lunar.
Demorou alguns minutos para os controladores confirmarem que o módulo tinha pousado, mas eventualmente um sinal foi recebido.
“O que podemos confirmar, sem dúvida, é que o nosso equipamento está na superfície da Lua e que estamos com transmissão”, anunciou o diretor de voo, Tim Crain.
Os funcionários da empresa aplaudiram e se emocionaram com a notícia.
Foi um momento importante não apenas para a exploração comercial do espaço mas para o programa espacial dos EUA em geral.
A Intuitive Machines quebrou a ausência de meio século dos Estados Unidos na superfície da Lua.
É preciso voltar à última missão Apollo, em 1972, para lembrar da ocasião mais recente em que um equipamento americano se aproximou suavemente do solo lunar.
Funcionários ligados à missão ficaram apreensivos durante o trajeto até a Lua
GETTY IMAGES
A agência espacial norte-americana Nasa comprou espaço no Odysseus para seis instrumentos científicos, e o seu administrador, Bill Nelson, rapidamente parabenizou o que descreveu como um “triunfo”.
“Os EUA voltaram à Lua”, disse ele. “Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, uma empresa comercial, uma empresa americana, lançou e liderou uma missão até lá. Hoje é o dia que mostra o poder e a o potencial das parcerias comerciais da Nasa.”
O Odysseus pousou às 23h23 GMT (20h23 em Brasília). A princípio, não houve nenhum sinal de confirmação do robô, e os controladores tiveram que esperar vários minutos até captar um — e ele estava fraco.
Os engenheiros analisarão nas próximas horas precisamente o que aconteceu — e vão verificar também se o Odysseus está de pé coletando energia adequadamente através de suas células solares.
Funcionários explodiram de alegria quando o sinal de confirmação chegou
GETTY IMAGES
O local de pouso planejado era um terreno cheio de crateras próximo a um complexo montanhoso de 5 km de altura conhecido como Malapert. É o ponto mais ao sul da Lua já visitado por uma nave.
Uma investigação importante por parte da Nasa será a análise do comportamento da poeira lunar, que os astronautas da Apollo consideraram um sério incômodo, por arranhar e obstruir os equipamentos.
Entre os seis equipamentos apoiados pela Nasa está um sistema de câmeras da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle que teoricamente deveria ter se soltado do Odysseus quando este ainda estava a 30 metros da superfície lunar.
O sistema foi projetado para tirar fotos enquanto o módulo pousava.
O artista americano Jeff Koons também anexou uma caixa na lateral do módulo de pouso contendo 125 pequenas bolas de aço inoxidável para representar as diferentes fases da Lua ao longo de um mês.
EUA voltam à Lua após pouso de sonda de empresa privada
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Veja momento da decolagem
SpaceX lança sonda lunar de empresa privada
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Demorou alguns minutos para os controladores confirmarem que o módulo tinha pousado, mas eventualmente um sinal foi recebido.
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Tecnologia

Como recuperar conta do Instagram após esquecer a senha

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Usuários precisam pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Como recuperar conta no Instagram
Mourizal Zativa/Unsplash
Esquecer a senha do Instagram é algo bem comum, mas nem todo mundo sabe como recuperar o perfil com uma nova chave de acesso.
Para ter de volta a conta da rede social em caso perda de senha ou provável exclusão, é necessário pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Para isso, basta seguir o passo a passo abaixo.
Na tela inicial de login, clique em “Esqueceu a senha?” ou “Obter ajuda para entrar”;
Digite o seu nome de usuário, e-mail ou número de telefone;
Clique em “Enviar link para login”;
Aperte “Avançar” para confirmar o envio.
Um link de acesso será enviado para o e-mail ou por SMS no celular para redefinir a senha e reconectar a conta.
Além disso, existe a possibilidade de recuperar a conta no Instagram clicando na opção “Entrar com o Facebook”, que também aparece na tela de login. Esta opção serve para quem vinculou as contas nas redes sociais da Meta.
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Usuários precisam pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Como recuperar conta no Instagram
Mourizal Zativa/Unsplash
Esquecer a senha do Instagram é algo bem comum, mas nem todo mundo sabe como recuperar o perfil com uma nova chave de acesso.
Para ter de volta a conta da rede social em caso perda de senha ou provável exclusão, é necessário pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Para isso, basta seguir o passo a passo abaixo.
Na tela inicial de login, clique em “Esqueceu a senha?” ou “Obter ajuda para entrar”;
Digite o seu nome de usuário, e-mail ou número de telefone;
Clique em “Enviar link para login”;
Aperte “Avançar” para confirmar o envio.
Um link de acesso será enviado para o e-mail ou por SMS no celular para redefinir a senha e reconectar a conta.
Além disso, existe a possibilidade de recuperar a conta no Instagram clicando na opção “Entrar com o Facebook”, que também aparece na tela de login. Esta opção serve para quem vinculou as contas nas redes sociais da Meta.
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Tecnologia

Reddit registra pedido de IPO nos Estados Unidos

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Empresa protocolou documento na comissão de valores mobiliários norte-americana para começar a negociar suas ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Logo do Reddit.
Dado Ruvic/ Reuters

A plataforma de fóruns de discussões Reddit entrou, nesta quinta-feira (22), com um pedido para a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana.
A empresa deve estrear na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês).
De acordo com o prospecto (documento que reúne uma série de informações sobre a companhia e sobre o motivo de sua abertura de capital) da empresa, a oferta será de ações classe A (ordinárias, com direito a voto). O número de papéis a serem ofertados ainda não foi divulgado.
Segundo o documento, os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, J.P. Morgan, Bank of America (BofA) Securities, Deutsche Bank, MUFG e Citigroup estão entre os subscritores do IPO.
O pedido ocorre quase duas décadas após o lançamento do Reddit e será um grande teste para a plataforma — que ainda fica atrás de outras redes sociais como o X (antigo Twitter) e o Facebook.
Em 2021, a empresa já havia sido avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (R$ 49,42 bilhões) em uma rodada de investimentos. O documento, no entanto, não deixa claro qual o montante que a empresa deve buscar com a sua oferta de ações.
Segundo a Reuters, o Reddit fechou um acordo com o Google para disponibilizar seu conteúdo para treinar seus modelos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. O contrato valeria cerca de US$ 60 milhões (R$ 296,5 milhões) por ano.
Prejuízos em 2022 e 2023
No documento divulgado nesta quinta-feira (22), o Reddit ainda informou que registrou um prejuízo de US$ 158,6 milhões (R$ 783,8 milhões) em 2022 e de US$ 90,8 milhões (R$ 448,7 milhões) em 2023.
Apesar do resultado negativo, a empresa também reportou um crescimento de 21% das receitas no ano passado, para US$ 804 milhões (R$ 3,97 bilhões) — em 2022, as receitas da plataforma somavam US$ 666,7 milhões (R$ 3,3 bilhões).
Segundo a empresa, a área comercial é uma vertente de crescimento que surgiu de “forma orgânica” na plataforma e que “novos mercados comunitários já surgiram especificamente para fins comerciais” dentro do Reddit.
“Queremos desenvolver esta economia impulsionada pelo usuário no Reddit, fornecendo aos nossos usuários e criadores as ferramentas e incentivos necessários para impulsionar a criação, melhoras e comércio contínuos”, disse a empresa no documento.
O resultado operacional, também conhecido como EBITDA (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), do Reddit foi negativo em US$ 69,3 milhões (R$ 342,5 milhões) no final de 2023. Em 2022, esse prejuízo havia sido de US$ 108,4 milhões (R$ 535,7 milhões).
* Com informações da Reuters
Empresa protocolou documento na comissão de valores mobiliários norte-americana para começar a negociar suas ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Logo do Reddit.
Dado Ruvic/ Reuters

A plataforma de fóruns de discussões Reddit entrou, nesta quinta-feira (22), com um pedido para a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana.
A empresa deve estrear na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês).
De acordo com o prospecto (documento que reúne uma série de informações sobre a companhia e sobre o motivo de sua abertura de capital) da empresa, a oferta será de ações classe A (ordinárias, com direito a voto). O número de papéis a serem ofertados ainda não foi divulgado.
Segundo o documento, os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, J.P. Morgan, Bank of America (BofA) Securities, Deutsche Bank, MUFG e Citigroup estão entre os subscritores do IPO.
O pedido ocorre quase duas décadas após o lançamento do Reddit e será um grande teste para a plataforma — que ainda fica atrás de outras redes sociais como o X (antigo Twitter) e o Facebook.
Em 2021, a empresa já havia sido avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (R$ 49,42 bilhões) em uma rodada de investimentos. O documento, no entanto, não deixa claro qual o montante que a empresa deve buscar com a sua oferta de ações.
Segundo a Reuters, o Reddit fechou um acordo com o Google para disponibilizar seu conteúdo para treinar seus modelos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. O contrato valeria cerca de US$ 60 milhões (R$ 296,5 milhões) por ano.
Prejuízos em 2022 e 2023
No documento divulgado nesta quinta-feira (22), o Reddit ainda informou que registrou um prejuízo de US$ 158,6 milhões (R$ 783,8 milhões) em 2022 e de US$ 90,8 milhões (R$ 448,7 milhões) em 2023.
Apesar do resultado negativo, a empresa também reportou um crescimento de 21% das receitas no ano passado, para US$ 804 milhões (R$ 3,97 bilhões) — em 2022, as receitas da plataforma somavam US$ 666,7 milhões (R$ 3,3 bilhões).
Segundo a empresa, a área comercial é uma vertente de crescimento que surgiu de “forma orgânica” na plataforma e que “novos mercados comunitários já surgiram especificamente para fins comerciais” dentro do Reddit.
“Queremos desenvolver esta economia impulsionada pelo usuário no Reddit, fornecendo aos nossos usuários e criadores as ferramentas e incentivos necessários para impulsionar a criação, melhoras e comércio contínuos”, disse a empresa no documento.
O resultado operacional, também conhecido como EBITDA (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), do Reddit foi negativo em US$ 69,3 milhões (R$ 342,5 milhões) no final de 2023. Em 2022, esse prejuízo havia sido de US$ 108,4 milhões (R$ 535,7 milhões).
* Com informações da Reuters 

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Tecnologia

Apple é condenada pela Justiça do RJ a pagar R$ 3,2 mil a cliente por venda de iPhone sem carregador

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A 18ª Câmara de Direito Privado entendeu que houve ‘venda casada’ e determinou o pagamento de R$ 3 mil de danos morais, além dos R$ 219 do carregador comprado. Carregador: item não é vendido junto com o telefone da Apple
Thiago Lavado/g1
Um consumidor do Rio que comprou um iPhone ganhou na Justiça um processo contra a Apple por venda casada – prática proibida por lei.
Por unanimidade, desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado decidiram que a companhia pague R$ 3.219 a Matheus dos Santos Pagorim Abreu, por danos morais e materiais.
Matheus pagou quase R$ 5 mil pelo iPhone e mais R$ 219 pelo carregador – que não vem com o telefone. Ele alegou que o telefone não funciona sem carregador e, portanto, foi obrigado a comprar – o que configura a venda casada.
“O acessório afigura-se essencial ao uso do bem principal, acarretando ofensa patrimonial e desvio produtivo passíveis de indenização”, escreveu, em seu voto, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, relator do caso.
O que diz a Apple
A empresa ainda pode recorrer. Procurada pelo g1, a Apple afirmou que não vai comentar.
No processo, a defesa da empresa alegou que a informação de que o carregador não está incluído no produto é exibida de maneira “clara e adequada” e que o carregador da própria Apple não é essencial.
Segundo a empresa, “os consumidores podem utilizar diversas formas para carregar os seus celulares, como carregadores portáteis, adaptadores veiculares, tomadas de parede com entrada USB, carregadores por indução ou, ainda adaptadores de tomada que os consumidores já possuam, dos mais diversos fabricantes”.
A Apple argumentou ainda que a medida de não incluir os carregadores desestimula “a proliferação de fontes energéticas” e, portanto, está de acordo com a “legislação ambiental”.
A 18ª Câmara de Direito Privado entendeu que houve ‘venda casada’ e determinou o pagamento de R$ 3 mil de danos morais, além dos R$ 219 do carregador comprado. Carregador: item não é vendido junto com o telefone da Apple
Thiago Lavado/g1
Um consumidor do Rio que comprou um iPhone ganhou na Justiça um processo contra a Apple por venda casada – prática proibida por lei.
Por unanimidade, desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado decidiram que a companhia pague R$ 3.219 a Matheus dos Santos Pagorim Abreu, por danos morais e materiais.
Matheus pagou quase R$ 5 mil pelo iPhone e mais R$ 219 pelo carregador – que não vem com o telefone. Ele alegou que o telefone não funciona sem carregador e, portanto, foi obrigado a comprar – o que configura a venda casada.
“O acessório afigura-se essencial ao uso do bem principal, acarretando ofensa patrimonial e desvio produtivo passíveis de indenização”, escreveu, em seu voto, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, relator do caso.
O que diz a Apple
A empresa ainda pode recorrer. Procurada pelo g1, a Apple afirmou que não vai comentar.
No processo, a defesa da empresa alegou que a informação de que o carregador não está incluído no produto é exibida de maneira “clara e adequada” e que o carregador da própria Apple não é essencial.
Segundo a empresa, “os consumidores podem utilizar diversas formas para carregar os seus celulares, como carregadores portáteis, adaptadores veiculares, tomadas de parede com entrada USB, carregadores por indução ou, ainda adaptadores de tomada que os consumidores já possuam, dos mais diversos fabricantes”.
A Apple argumentou ainda que a medida de não incluir os carregadores desestimula “a proliferação de fontes energéticas” e, portanto, está de acordo com a “legislação ambiental”. 

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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