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Grafiteiro transforma muros de Rio Preto com artes que provocam experiência sensorial
Um grafiteiro de São José do Rio Preto (SP) usou uma técnica envolvendo traços, linhas e variadas cores para transformar os muros da cidade e permitir uma experiência sensorial aos moradores.
Danilo de Souza é o idealizador do projeto “Afagos para Rio Preto”, que foge da arte tradicional com personagens ou letras estilizadas e aposta no protagonismo das cores. Nesta sexta-feira (27), Dia Internacional do Grafite, o artista tem vários motivos para comemorar. Assista acima.
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O projeto contou, inclusive, com a participação do artista Juny kp!, e reúne quatro obras espalhadas por diferentes bairros, cada uma delas com uma experiência sensorial diferente. Em entrevista ao g1, Souza, também conhecido como Lino.96, explicou que o objetivo é provocar reflexões na população.
“Existem estudos que mostram como as cores podem despertar sentimentos positivos nas pessoas. Então, optei por trabalhar com o abstrato. A intenção era tirar essa imagem de cidade suja e trazer algo mais simples, suave e alegre para o cotidiano das pessoas”, afirma.
A iniciativa busca revitalizar espaços públicos e promover o pertencimento em bairros com menor acesso à produção cultural. Lino conta que seu propósito é incentivar o consumo de arte e, por meio da psicologia das cores, transformar a rotina das pessoas.
“Quero oferecer arte para quem está passando na rua de forma gratuita, que deixe a cidade mais bonita e alegre. A psicologia das cores tem esse poder: quem está parado no trânsito ou voltando do trabalho pode ser surpreendido por uma obra e receber isso como um presente”, afirma.
Danilo de Souza, conhecido como Lino.96, é um artista visual de São José do Rio Preto (SP)
Anna Clara Ferreira/Divulgação
Processo de produção
Durante a produção das obras, diversas pessoas pararam para saber mais sobre o projeto e elogiaram o trabalho de Lino. A intervenção mais marcante, segundo ele, foi durante a pintura de “Código de Barras” no Complexo Esportivo Eldorado, quando uma criança se aproximou dele e ficou impressionada.
“Enquanto eu pintava ‘Código de Barras’, uma criança passou e ficou impressionada com o trabalho. Dava para ver nos olhos dela o interesse. Ela parou, leu, realmente chamou a atenção. Naquele momento, eu senti que já tinha valido a pena”, conta.
Juny kp! é um artista visual de São José do Rio Preto (SP) convidado para o projeto
Ricardo Boni/Divulgação
Quatro intervenções
As obras estão espalhadas por diversos bairros da cidade. A definição dos locais reflete o incentivo ao acesso a conteúdos artísticos e ao consumo cultural. Em cada intervenção, Lino e Juny kp! buscaram proporcionar uma experiência sensorial, explorando a psicodinâmica das cores, suas tensões, harmonia e impactos emocionais no cotidiano urbano.
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“Código de Barras” (LGBTQIAPN+)
Em “Código de Barras”, a pintura transforma o sistema visual de identificação comercial em uma metáfora sobre identidade e diversidade. As linhas do código de barras são reinterpretadas com as cores da bandeira LGBTQIAPN+, propondo uma reflexão sobre singularidade, representatividade e afeto.
‘Código de Barras’ (LGBTQIAPN+)
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“Lápis de Cor”
Em “Lápis de Cor”, o artista buscou resgatar memórias afetivas da infância. A pintura, realizada em um terreno vazio da Rua Nelson Freitas, sobrepõe uma arte antiga e desgastada, associando-se à nostalgia das caixas de lápis de cor e dialogando com a técnica de pintura usada por artistas brasileiros como Mauricio de Sousa.
‘Lápis de Cor’
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“Quadrados Ouro e Prata”
Nesta intervenção, Lino criou uma experiência reflexiva usando quadrados dourados e prateados. A pintura, feita no CRAS do bairro Vila Toninho, foi pensada para que quem busca apoio no local possa se olhar, se cuidar e refletir, explorando a interação entre luz, movimento e percepção.
‘Quadrados Ouro e Prata’
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“Perspectiva CMYK”
A obra utiliza as cores ciano, magenta, amarelo e preto — base dos sistemas gráficos de impressão — para criar faixas em perspectiva que produzem ilusão de profundidade. A intervenção, na Casa de Criar, estabelece uma ponte entre arte urbana, design gráfico e produção editorial.
‘Perspectiva CMYK’
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Novo projeto
Lino finaliza contando sua perspectiva de levar esse conceito para as ruas e como ele pode contribuir para a sociedade. Ele revela que está desenvolvendo um novo projeto de intervenção social, que terá como foco o retrato de mulheres cientistas e suas contribuições para a sociedade.
“Eu mesmo tive meu primeiro contato com a arte na rua, vim de uma infância simples e gostaria de ter tido essa influência. Por isso quero mostrar para jovens e crianças que grafite também é arte, incentivar essas pessoas a se tornarem artistas”, finaliza o grafiteiro.
Grafiteiro transforma muros de Rio Preto com artes que promovem experiência sensorial por meio das cores
Ricardo Boni/Divulgação
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*Colaborou sob supervisão de Henrique Souza
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