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Irmã de prefeito de SP é presa com ajuda do Smart Sampa
A família da advogada Janaina Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que ela sofre de alcoolismo e tem um transplante marcado para a próxima terça-feira (20). A informação foi confirmada por familiares e por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que acompanharam a prisão.
Janaina foi presa na tarde de quinta-feira (15) após ser identificada pelo sistema de reconhecimento facial Smart Sampa próximo de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na Zona Sul da capital. Ela tinha mandados de prisão em aberto por crimes de embriaguez ao volante, desacato e lesão corporal.
O Smart Sampa é um programa da prefeitura que usa reconhecimento facial por meio de câmeras para identificar foragidos da Justiça e também ajudar a localizar pessoas desaparecidas (leia mais abaixo).
Como a irmã do prefeito não tem advogado constituído, um representante da OAB irá acompanhá-la na audiência de custódia no Fórum da Barra Funda, que deve ocorrer nesta sexta (16) (leia mais abaixo).
Janaina Reis Miron, irmã do prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB)
Reprodução/Instagram
Segundo advogados da OAB, ela estava na unidade de saúde para retirar medicamentos para o tratamento do alcoolismo e para a preparação da cirurgia de transplante por causa de cirrose.
A família da advogada afirmou ainda que não tem contato com ela há mais de 15 anos e que não irá se manifestar sobre a prisão. Segundo apuração da TV Globo, a mãe dela e de Nunes cria um dos três filhos de Janaina, enquanto os outros dois vivem com o pai.
Prisão e audiência de custódia
Após ser detida por policiais militares, a advogada foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Em seguida, seguiu para o 20º Distrito Policial, onde deve passar a noite.
Ela havia sido condenada por embriaguez ao volante e desacato em 2022 e deveria comparecer mensalmente ao fórum por oito meses como parte da pena.
De acordo com os representantes da OAB, Janaina relatou que deixou de comparecer ao fórum nos últimos meses porque não foi informada pelo advogado sobre as datas em que deveria se apresentar à Justiça.
Ainda segundo os representantes da entidade, o delegado responsável pelo caso informou que Janaina é dependente química e está em tratamento.
Mandados em aberto
Os mandados de prisão contra Janaina Reis Miron são referentes a dois processos:
Embriaguez ao volante e desacato, após uma abordagem da Polícia Militar em uma rodovia em Botucatu, no interior de São Paulo, em outubro de 2022. Ela foi condenada em julho de 2025.
Lesão corporal, por um caso ocorrido em novembro de 2014 contra o próprio filho. Ela foi condenada em abril de 2024.
No caso de Botucatu, policiais relataram que o carro dirigido por Janaina estava “ziguezagueando” na pista. Ela apresentava sinais de embriaguez, não portava documentos, estava com o licenciamento vencido e a habilitação fora do prazo de validade.
Segundo os PMs, ao ser informada de que seria levada ao distrito policial, ela desacatou os agentes, fez ameaças e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Já no processo de lesão corporal, a denúncia afirma que Janaina agrediu o filho com mordidas, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos. As lesões foram comprovadas por exame de corpo de delito.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a prisão está amparada em mandados judiciais, obedeceu ao rigor da lei e foi executada seguindo os critérios de identificação do Smart Sampa.
Smart Sampa
Janaina foi localizada por meio do sistema Smart Sampa, programa da Prefeitura de São Paulo que utiliza reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça e localizar pessoas desaparecidas.
Lançado em 2024, a tecnologia é uma das principais bandeiras do prefeito Ricardo Nunes. O Smart Sampa conta com mais de 30 mil câmeras espalhadas pela cidade.
O sistema de videomonitoramento da prefeitura utiliza reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça e ajudar a localizar pessoas desaparecidas.
O sistema opera por meio de uma Central de Monitoramento que integra diversos órgãos públicos, como Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans, Guarda Civil Metropolitana e as polícias Civil e Militar.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que diz que vai recorrer de decisão do STF.
JFDiorio/Secom/PMSP
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