Evitar contágios nas Olimpíadas não é tarefa fácil, diz o imperador do Japão

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Naruhito, o imperador do Japão, encontrou-se com os dirigentes do COI na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos. Thomas Bach, presidente do COI e outros dirigentes do comitê durante encontro com o imperador do Japão, Naruhito, em 22 de julho de 2021
Imperial Household Agency of Japan/Via Reuters
Nahurito, o imperador do Japão, afirmou nesta quinta-feira (22) que evitar o contágio do coronavírus durante as Olimpíadas de Tóquio é difícil.
Ele disse isso durante um encontro com autoridades do comitê olímpico.
“Gerenciar os Jogos e ao mesmo tempo tomar todas as medidas possíveis contra a Covid-19 não é nem de longe uma tarefa fácil”, afirmou Naruhito ao presidente do Comitê Olímpico Internacioal (COI) Thomas Bach.
É o imperador que vai declarar a abertura dos Jogos na sexta-feira, na cerimônia de abertura.
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O líder do COI garantiu ao imperador que os organizadores fazem tudo que é possível para não aumentar a quantidade de casos no país sede.
Esta edição das Olimpíadas também está sendo impactada pelos casos de Covid-19 registrados em atletas.
Na quarta-feira, a lutadora chilena de taewkond Fernanda Aguirre, a skatista holandesa Candy Jacobs e o tenista tcheco Pavel Sirucek testaram positivo para o coronavírus.
Nesta quinta-feira, a Guiné confirmou que sua delegação de cinco atletas desistiu de viajar por causa do vírus.
Os números de novos casos em Tóquio atingiram, na quarta-feira, os maiores índices desde janeiro.
De acordo com as pesquisas, a maioria dos japoneses preferia o cancelamento as Olimpíadas para evitar riscos relacionados à propagação da Covid-19.
O cenário da pandemia fez com que grandes patrocinadores não enviar representantes para a cerimônia de abertura.
Cerimônia de abertura
A cerimônia de abertura acontecerá diante de lugares vazios, após a proibição da presença de torcedores como medida de combate à Covid-19.
O Estádio Olímpico, com capacidade para 68 mil espectadores, receberá apenas mil convidados VIPs, entre eles o Imperador Naruhito.
Adiado por um ano devido à pandemia que já deixou mais de quatro milhões de mortos em todo o mundo, o maior evento do esporte promete uma abertura sóbria, alinhada com os acontecimentos atuais, a partir das 20h locais da sexta-feira (8h de Brasília).
A cerimônia será um show tecnológico que incluirá imagens do globo terrestre e a letra da música ‘Imagine’ projetada no céu, de acordo com um vídeo dos ensaios feito por moradores de Tóquio.
Demissão do diretor artístico da festa
O diretor artístico da festa, Kentaro Kobayashi, foi demitido por causa de uma piada feita há duas décadas sobre o Holocausto, que foi resgatada em um vídeo divulgado na manhã de quinta-feira.
“Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado (o Holocausto, o genocídio de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial)”, declarou a presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto, acrescentando que foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.
Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras “extremamente inadequadas”.
“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”, justificou.
Na segunda-feira, Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por uma entrevista antiga na qual admitiu que praticou bullying contra pessoas com deficiência quando era estudante.
Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia deixado o cargo por comentários inapropriados sobre o físico da atriz japonesa Naomi Watanabe.
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