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Os protestos deixaram centenas de mortos no Irã
REUTERS
O bilionário Elon Musk, ex-integrante do governo Trump, passou a oferecer gratuitamente o serviço de internet da Starlink no Irã, segundo a Bloomberg. A medida ocorre em meio à crise de conectividade e protestos — que deixaram 2 mil mortos — e já duram vários dias no país (entenda mais abaixo).
O anúncio foi feito por Ahmad Ahmadian, diretor-executivo do grupo americano Holistic Resilience, que trabalha com iranianos para garantir o acesso à internet. Uma pessoa familiarizada com as operações da Starlink confirmou o serviço gratuito para a Bloomberg, mas pediu para não ser identificada.
🌐 A Starlink é um braço da SpaceX, a companhia de exploração espacial de Elon Musk. Com a Starlink, o grupo trabalha para lançar e formar uma “constelação” de satélites para levar conexão de internet a áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura. Saiba mais detalhes aqui.
Equipamento da Starlink, empresa de Elon MusK
Érico Andrade/g1
Bloqueio de conectividade no Irã
Há cerca de um mês, manifestações começaram na capital do Irã, Teerã, contra os graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial. A crise financeira se agravou após anos de sanções internacionais, enquanto o país ainda se recupera da guerra contra Israel em junho.
E para intensificar a repressão contra os manifestantes, o Irã derrubou o acesso da população à internet, na quinta-feira (8). Dados da empresa Cloudflare indicaram uma queda de cerca de 90% no tráfego da internet naquela noite.
Regime iraniano derruba acesso à internet em mais um dia de protestos contra o governo
Porém, alguns iranianos estavam usando o serviço da Starlink para contornar as interrupções, informou a agência de notícias Reuters, na segunda-feira (12).
Esse movimento da empresa vai em linha com a política de enfrentamento de Musk com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O bilionário já se envolveu em outros conflitos geopolíticos oferecendo o serviço da Starlink.
Ele, por exemplo, anunciou há cerca de três anos que cidadãos ucranianos poderiam ter acesso à rede desde que o país começou o conflito com a Rússia. Anunciou também no começo deste ano que ofereceria banda larga gratuita para cidadãos venezuelanos, desde que os Estados Unidos sequestraram o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
A SpaceX não respondeu ao pedido de comentário feito pela Bloomberg sobre a distribuição de internet gratuita no Irã.