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Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026
AP Photo/Markus Schreiber
O bilionário Elon Musk foi considerado culpado por fraudar acionistas do antigo Twitter em 2022, antes de comprar a rede social, informou nesta sexta-feira (20) a Bloomberg.
A decisão foi tomada por um júri federal dos Estados Unidos, que responsabilizou Musk por tentar derrubar o preço das ações da empresa em uma tentativa de renegociar ou desistir da compra.
O processo foi aberto por investidores que alegaram ter vendido as suas ações do Twitter a preços artificialmente mais baixos entre 13 de maio e 4 de outubro de 2022, depois de declarações do empresário sobre uma suposta subnotificação no número de contas falsas da rede social.
“Ele destruiu a empresa. Destruiu os executivos. E fez as ações despencarem”, disse Mark Molumphy, um dos advogados dos acionistas, em suas alegações finais na última terça-feira (17).
O nível dos danos ainda será determinado pela Justiça americana, informou a Bloomberg. Segundo Francis Bottini, outro advogado dos investidores, o prejuízo é estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões.
“O fato de Musk ser o homem mais rico do mundo não lhe dá carta branca”, disse Bottini. “Se você consegue influenciar os mercados com seus tuítes, você é responsável pelos danos que causa aos investidores”.
O interesse de Musk em comprar o Twitter foi revelado em abril de 2022, quando a empresa disse ter aceitado uma proposta de US$ 44 bilhões.
No mês seguinte, o empresário acusou a empresa de subnotificar a quantidade de contas falsas ou voltadas para spam, conhecidas como bots.
O Twitter informava que menos de 5% de sua base de usuários era de contas falsas ou de spam. Mas Musk disse que o índice chegava a pelo menos 20% de todas as contas da rede social, o que, segundo ele, diminuiria o valor do negócio.
“Você não pode pagar o mesmo preço por algo que é muito pior do que eles alegaram”, disse Musk em 2022, em meio ao embate com a antiga administração da empresa.
Depois de Musk questionar os números oficiais, as ações do Twitter passaram a se desvalorizar. Em apenas um dia, elas caíram quase 11% na bolsa de Nova York.
À época, o empresário retomou a negociação e concluiu a compra do Twitter em outubro de 2022. Sob seu comando, a plataforma abandonou o antigo símbolo do pássaro azul e passou a se chamar X.