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Tecnologia

Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

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Celular da Samsung se diferencia da Apple por conta dos recursos de inteligência artificial – mas será que muda algo no uso cotidiano? Veja os resultados do teste. Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15
O Apple iPhone 15 e o Samsung Galaxy S24 são aparelhos indicados para quem procura boas câmeras e desempenho veloz em um celular novo.
Também são alternativas para quem não pensa em gastar tanto nos recursos mais avançados dos modelos mais caros dessas marcas – o iPhone 15 Pro Max e o Galaxy S24 Ultra, com câmeras mais sofisticadas e acabamento em titânio.
O Guia de Compras testou os dois aparelhos que oferecem grande parte das funcionalidades dos irmãos mais caros, por um preço um pouquinho mais razoável. Ambos são o objeto de desejo de muita gente, que quer saber como eles se funcionam e se comparam.
Foram avaliados desempenho, bateria, design e câmeras, além dos recursos de inteligência artificial do recém-lançado Galaxy S24.
O iPhone 15 também tem recursos de IA. Mas a Apple ainda não fala muito sobre o tema.
Veja o resultado da avaliação a seguir e, ao final, a conclusão e como foram feitos os testes.
Apple iPhone 15
O iPhone 15 é um celular da Apple que tira excelentes fotos, conta com uma tela muito boa e uma bateria que dura bastante. O produto foi lançado no Brasil no final de setembro de 2023.
O aparelho roda o sistema operacional iOS 17. Sua principal diferença em relação aos iPhones mais antigos é a adoção do conector USB-C, que substitui o antigo padrão Lightning.
Qualquer cabo usado para recarregar a maioria dos aparelhos Android também serve para o iPhone.
O iPhone 15 com 128 GB de armazenamento era vendido nas lojas on-line em fevereiro por R$ 7.300. A Apple ainda oferece versões com 256 GB (R$ 8.100) e 512 GB (R$ 9.600).
Samsung Galaxy S24
O Samsung Galaxy S24 faz parte da nova geração dos celulares da marca, lançada no final de janeiro.
Tira ótimas fotos e tem uma excelente duração de bateria.
O smartphone roda sistema Android 14. A grande novidade que a Samsung oferece nessa linha são os recursos de inteligência artificial integrados, alguns feitos pela própria marca e outros desenvolvidos em parceria com o Google.
São truques interessantes de usar, mas não servem como principal fator para escolha de um telefone.
No começo de fevereiro, o Galaxy S24 com 128 GB de armazenamento era vendido por R$ 5.400. A Samsung também vende o aparelho com 256 GB (R$ 6.500).
Desempenho
O iPhone 15 foi mais rápido que o Galaxy S24 nos testes de performance (leia ao final como eles são feitos).
Esses testes avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia. De qualquer forma, nenhum dos dois ficou lento ou travou durante o uso.
Vale ressaltar que o uso de alguns recursos de IA no Galaxy S24 leva um tempo maior para mostrar seu resultado – como modificar fotos, por exemplo, ou criar vídeos simulando a passagem de tempo baseado em uma foto. Mas não trava.
Para games e vídeos, o Galaxy S24 foi mais rápido que o iPhone 15 nos testes de desempenho gráfico – chegando ao dobro de desempenho em uma das avaliações.
No teste que comparou o iPhone 14 ao Galaxy S23, os resultados de desempenho e vídeo foram similares, com a Apple sendo mais rápida em um e a Samsung, em outro.
Bateria
Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada. Durante os testes, o Galaxy S24 bateu 14h04 de uso e o iPhone 15, 11h40.
É sempre bom ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso e que, na prática, o celular não vai ficar sem bateria após esse período. Também dá para ativar o modo de economia de energia nos dois aparelhos, caso seja necessário.
Design
Vistos de frente e de lado, Galaxy S24 e iPhone 15 são bastante parecidos, com uma estrutura de alumínio nas laterais.
A tela do Samsung é 0,1 polegada maior – 6,2” no Galaxy, contra 6,1” na Apple. As dimensões são quase as mesmas – 147 x 70,6 x 7,6 mm (altura x largura x espessura) no Galaxy contra 147,6 x 71,6 x 7,8 mm no iPhone.
O Galaxy é um pouco mais leve (167 gramas) que o concorrente (171 gramas).
O acabamento traseiro de ambos é feito em vidro, com o diferencial de o Samsung contar com três câmeras e o iPhone, apenas duas.
O iPhone 15 tem versões nas cores azul, verde, roxo, amarelo, branco, preto e vermelho.
Já o Galaxy S24 conta com opções em preto, creme, violeta e cinza.
Câmeras
Com 48 megapixels de resolução na câmera principal do iPhone 15 e 50 mp na do Galaxy S24, é quase impossível tirar fotos ruins com os celulares.

c
O iPhone 15 tem duas câmeras na traseira – a principal e uma ultragrande angular, de 12 megapixels.
Com o sensor maior, o modelo da Apple consegue tirar fotos com zoom de 2x, mesmo sem ser um zoom óptico como no Galaxy S24. É um truque: o iPhone recorta e aproxima a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 mp.
Já o Galaxy S24 traz três lentes na traseira: a principal, uma teleobjetiva de 10 mp e uma grande angular de 12 mp.
No zoom, o modelo da Samsung chega a 3x de zoom óptico, sem precisar “recortar” a imagem como no concorrente.
O zoom digital máximo do iPhone chega a aproximar 10x com um resultado razoável se a iluminação estiver muito boa. No Galaxy, chega a 30x, mas a perda de qualidade é perceptível.
Veja no exemplo abaixo:

e
Em ambos os aparelhos é possível tirar as fotos na resolução máxima, mas vale lembrar que os arquivos costumam ocupar mais espaço. Na configuração automática, as fotos da Apple ficam com 24 mp e as da Samsung, com 12 mp.
Comparando as fotos lado a lado, uma diferença é visível. As fotos do Galaxy S24 ficam com a coloração amarelada e “quentes”. E as do iPhone 15 tendem a ficar mais neutras.
Nas selfies (ambos com 12 mp de resolução), ocorre o contrário: as do iPhone 15 parecem mais realistas que as do Galaxy S24.

Nos retratos, uma diferença interessante: o desfoque das câmeras dos dois celulares é excelente, separando a pessoa/objeto fotografado do fundo.

Mas o iPhone permite uma edição póstuma com o efeito, sem precisar tirar a foto com modo Retrato ativado – basta estar com a câmera ativada.
À noite, com menos luz, o resultado das duas câmeras também é muito bom. Na foto abaixo, a versão feita com o Galaxy S24 passou por edição com o recurso de inteligência artificial para tentar remover a almofada:

a
Mas, na galeria abaixo, o Galaxy S24 parece deixar a imagem mais clara e o céu mais iluminado – no iPhone, a sensação é de noite mesmo.

a
Recursos de inteligência artificial
A Samsung diz que o principal diferencial da linha Galaxy S24 é o uso integrado de recursos de inteligência artificial.
Durante os testes com o celular da marca, foi possível utilizar todos e entender que eles são uma funcionalidade útil para o dono do aparelho. Mas é preciso lembrar que esses “truques” são complementares ao smartphone e não serão utilizados o tempo todo.
Os mais úteis são o recurso de “circular para buscar” e o editor avançado de fotos.
O primeiro, ativado com um toque na base da tela, permite fazer buscas no Google circulando palavras ou imagens, com resultados bastante rápidos. Nada que um app do buscador não faria, com a facilidade de apenas rabiscar na tela e ter uma resposta quase imediata.
O segundo é integrado ao editor de fotos e complementa alguns recursos que a Samsung já oferecia, como um “apagador de objetos” nas imagens.
Esse editor utiliza a IA para gerar “pedaços” de imagens. Basta selecionar o recurso, desenhar em torno do item que será modificado e mover, aumentar ou reduzir ou até excluir o item.
Em sentido horário: imagem original, seleção, apagamento e substituição das árvores no editor de IA do Galaxy S24
Henrique Martin/g1
A IA preenche, de forma automática, as partes que foram removidas ou aumentadas na imagem. Os resultados são bastante aceitáveis – mas a imagem nova ganha um selinho para dizer que foi modificada. É o processo que mais leva tempo para mostrar um resultado.
Veja na galeria abaixo. As duas imagens feitas com a câmera principal, mas a do Galaxy tem uma pequena diferença na edição:

s
Os demais recursos de IA são para uso bastante pontual.
O “assistente de mensagens” auxilia a acertar o tom de um texto a ser enviado por SMS, WhatsApp ou e-mail, sugerindo correções ou modificações de acordo com o interlocutor.
O tradutor de chamadas, com o nome de “live translate”, vira um intermediário em ligações telefônicas entre diversos idiomas. É útil, porém nada que vá ser utilizado todos os dias pela maioria das pessoas.
Também tem recursos de resumir informações: o navegador de internet permite transformar uma notícia longa em tópicos rápidos para ler. O gravador de voz pode criar um resumo de uma entrevista, por exemplo.
Resumo e tradução de notícia gerado pelo Galaxyss24
Henrique Martin/g1
A câmera do Galaxy S24 também utiliza recursos de IA – como ajuste automático de contraste nas fotos. Mas isso já estava presente em versões antigas da linha Galaxy S e A.
A Apple não fala abertamente sobre o tema inteligência artificial, mas cita em seu site que: “O chip A16 Bionic possibilita inúmeros recursos avançados, como a fotografia computacional usada para as fotos de 24 MP e os retratos de última geração, o Isolamento de Voz para ligações e o desempenho fluido para jogos com gráficos pesados”.
Outros recursos de fotografia, como o foco automático para imagens estilo Retrato e grandes panoramas – que colam várias fotos em uma só – utilizam recursos de IA. Ou as “live photos”, que permitem edição de imagem e movimento após a captura.
Nas fotos abaixo, a foto feita com o iPhone 15 passou por um ajuste que transformou a imagem “live photo” (que é um pequeno vídeo gravado) em uma com maior tempo de exposição, deixando o rastro d’água com sensação de movimento.

Rumores de internet indicam que a próxima versão do sistema operacional iOS, que deve ser anunciada no meio do ano, poderá vir com mais recursos de IA integrados.
Conclusão
Apesar de não serem os top de linha das suas marcas, o Galaxy S24 e o iPhone 15 são celulares bastante completos.
Eles são confortáveis de segurar, têm telas grandes, câmeras excelentes e não travam. A IA do Samsung pode parecer lenta em algumas funções, mas é assim mesmo.
E as baterias duram bastante.
A escolha entre um ou outro depende do que você já tem em mãos, seja um iPhone ou um Android mais antigos.
Se for um modelo de 2020 ou antes, pode valer a pena atualizar para um iPhone 15 ou Galaxy S24. Se optar por um iPhone mais antigo, saiba qual escolher.
Se for um celular mais novo, talvez não valha tanto a pena trocar, já que os recursos e câmeras do S24 e do iPhone 15 não são muito diferentes dos modelos anteriores.
A atualização do sistema operacional é um ponto interessante entre as marcas. A Samsung diz que a linha Galaxy S24 terá sete anos garantidos de atualizações do Android.
A Apple não fala de maneira aberta sobre upgrades do iOS, mas costuma atualizar os celulares com uma nova versão do sistema iOS por cinco ou seis anos após seu lançamento, dependendo do modelo.
Seguindo essa lógica, o iPhone 15 deve ter novas versões do iOS até 2028 ou 2029.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização máxima de cada aparelho (144 Hz no Motorola, 120 Hz no Realme e Samsung e 60Hz no da Apple).
A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.
Os produtos foram cedidos para o teste e serão devolvidos.
Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
Celular da Samsung se diferencia da Apple por conta dos recursos de inteligência artificial – mas será que muda algo no uso cotidiano? Veja os resultados do teste. Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15
O Apple iPhone 15 e o Samsung Galaxy S24 são aparelhos indicados para quem procura boas câmeras e desempenho veloz em um celular novo.
Também são alternativas para quem não pensa em gastar tanto nos recursos mais avançados dos modelos mais caros dessas marcas – o iPhone 15 Pro Max e o Galaxy S24 Ultra, com câmeras mais sofisticadas e acabamento em titânio.
O Guia de Compras testou os dois aparelhos que oferecem grande parte das funcionalidades dos irmãos mais caros, por um preço um pouquinho mais razoável. Ambos são o objeto de desejo de muita gente, que quer saber como eles se funcionam e se comparam.
Foram avaliados desempenho, bateria, design e câmeras, além dos recursos de inteligência artificial do recém-lançado Galaxy S24.
O iPhone 15 também tem recursos de IA. Mas a Apple ainda não fala muito sobre o tema.
Veja o resultado da avaliação a seguir e, ao final, a conclusão e como foram feitos os testes.
Apple iPhone 15
O iPhone 15 é um celular da Apple que tira excelentes fotos, conta com uma tela muito boa e uma bateria que dura bastante. O produto foi lançado no Brasil no final de setembro de 2023.
O aparelho roda o sistema operacional iOS 17. Sua principal diferença em relação aos iPhones mais antigos é a adoção do conector USB-C, que substitui o antigo padrão Lightning.
Qualquer cabo usado para recarregar a maioria dos aparelhos Android também serve para o iPhone.
O iPhone 15 com 128 GB de armazenamento era vendido nas lojas on-line em fevereiro por R$ 7.300. A Apple ainda oferece versões com 256 GB (R$ 8.100) e 512 GB (R$ 9.600).
Samsung Galaxy S24
O Samsung Galaxy S24 faz parte da nova geração dos celulares da marca, lançada no final de janeiro.
Tira ótimas fotos e tem uma excelente duração de bateria.
O smartphone roda sistema Android 14. A grande novidade que a Samsung oferece nessa linha são os recursos de inteligência artificial integrados, alguns feitos pela própria marca e outros desenvolvidos em parceria com o Google.
São truques interessantes de usar, mas não servem como principal fator para escolha de um telefone.
No começo de fevereiro, o Galaxy S24 com 128 GB de armazenamento era vendido por R$ 5.400. A Samsung também vende o aparelho com 256 GB (R$ 6.500).
Desempenho
O iPhone 15 foi mais rápido que o Galaxy S24 nos testes de performance (leia ao final como eles são feitos).
Esses testes avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia. De qualquer forma, nenhum dos dois ficou lento ou travou durante o uso.
Vale ressaltar que o uso de alguns recursos de IA no Galaxy S24 leva um tempo maior para mostrar seu resultado – como modificar fotos, por exemplo, ou criar vídeos simulando a passagem de tempo baseado em uma foto. Mas não trava.
Para games e vídeos, o Galaxy S24 foi mais rápido que o iPhone 15 nos testes de desempenho gráfico – chegando ao dobro de desempenho em uma das avaliações.
No teste que comparou o iPhone 14 ao Galaxy S23, os resultados de desempenho e vídeo foram similares, com a Apple sendo mais rápida em um e a Samsung, em outro.
Bateria
Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada. Durante os testes, o Galaxy S24 bateu 14h04 de uso e o iPhone 15, 11h40.
É sempre bom ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso e que, na prática, o celular não vai ficar sem bateria após esse período. Também dá para ativar o modo de economia de energia nos dois aparelhos, caso seja necessário.
Design
Vistos de frente e de lado, Galaxy S24 e iPhone 15 são bastante parecidos, com uma estrutura de alumínio nas laterais.
A tela do Samsung é 0,1 polegada maior – 6,2” no Galaxy, contra 6,1” na Apple. As dimensões são quase as mesmas – 147 x 70,6 x 7,6 mm (altura x largura x espessura) no Galaxy contra 147,6 x 71,6 x 7,8 mm no iPhone.
O Galaxy é um pouco mais leve (167 gramas) que o concorrente (171 gramas).
O acabamento traseiro de ambos é feito em vidro, com o diferencial de o Samsung contar com três câmeras e o iPhone, apenas duas.
O iPhone 15 tem versões nas cores azul, verde, roxo, amarelo, branco, preto e vermelho.
Já o Galaxy S24 conta com opções em preto, creme, violeta e cinza.
Câmeras
Com 48 megapixels de resolução na câmera principal do iPhone 15 e 50 mp na do Galaxy S24, é quase impossível tirar fotos ruins com os celulares.

c
O iPhone 15 tem duas câmeras na traseira – a principal e uma ultragrande angular, de 12 megapixels.
Com o sensor maior, o modelo da Apple consegue tirar fotos com zoom de 2x, mesmo sem ser um zoom óptico como no Galaxy S24. É um truque: o iPhone recorta e aproxima a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 mp.
Já o Galaxy S24 traz três lentes na traseira: a principal, uma teleobjetiva de 10 mp e uma grande angular de 12 mp.
No zoom, o modelo da Samsung chega a 3x de zoom óptico, sem precisar “recortar” a imagem como no concorrente.
O zoom digital máximo do iPhone chega a aproximar 10x com um resultado razoável se a iluminação estiver muito boa. No Galaxy, chega a 30x, mas a perda de qualidade é perceptível.
Veja no exemplo abaixo:

e
Em ambos os aparelhos é possível tirar as fotos na resolução máxima, mas vale lembrar que os arquivos costumam ocupar mais espaço. Na configuração automática, as fotos da Apple ficam com 24 mp e as da Samsung, com 12 mp.
Comparando as fotos lado a lado, uma diferença é visível. As fotos do Galaxy S24 ficam com a coloração amarelada e “quentes”. E as do iPhone 15 tendem a ficar mais neutras.
Nas selfies (ambos com 12 mp de resolução), ocorre o contrário: as do iPhone 15 parecem mais realistas que as do Galaxy S24.

Nos retratos, uma diferença interessante: o desfoque das câmeras dos dois celulares é excelente, separando a pessoa/objeto fotografado do fundo.

Mas o iPhone permite uma edição póstuma com o efeito, sem precisar tirar a foto com modo Retrato ativado – basta estar com a câmera ativada.
À noite, com menos luz, o resultado das duas câmeras também é muito bom. Na foto abaixo, a versão feita com o Galaxy S24 passou por edição com o recurso de inteligência artificial para tentar remover a almofada:

a
Mas, na galeria abaixo, o Galaxy S24 parece deixar a imagem mais clara e o céu mais iluminado – no iPhone, a sensação é de noite mesmo.

a
Recursos de inteligência artificial
A Samsung diz que o principal diferencial da linha Galaxy S24 é o uso integrado de recursos de inteligência artificial.
Durante os testes com o celular da marca, foi possível utilizar todos e entender que eles são uma funcionalidade útil para o dono do aparelho. Mas é preciso lembrar que esses “truques” são complementares ao smartphone e não serão utilizados o tempo todo.
Os mais úteis são o recurso de “circular para buscar” e o editor avançado de fotos.
O primeiro, ativado com um toque na base da tela, permite fazer buscas no Google circulando palavras ou imagens, com resultados bastante rápidos. Nada que um app do buscador não faria, com a facilidade de apenas rabiscar na tela e ter uma resposta quase imediata.
O segundo é integrado ao editor de fotos e complementa alguns recursos que a Samsung já oferecia, como um “apagador de objetos” nas imagens.
Esse editor utiliza a IA para gerar “pedaços” de imagens. Basta selecionar o recurso, desenhar em torno do item que será modificado e mover, aumentar ou reduzir ou até excluir o item.
Em sentido horário: imagem original, seleção, apagamento e substituição das árvores no editor de IA do Galaxy S24
Henrique Martin/g1
A IA preenche, de forma automática, as partes que foram removidas ou aumentadas na imagem. Os resultados são bastante aceitáveis – mas a imagem nova ganha um selinho para dizer que foi modificada. É o processo que mais leva tempo para mostrar um resultado.
Veja na galeria abaixo. As duas imagens feitas com a câmera principal, mas a do Galaxy tem uma pequena diferença na edição:

s
Os demais recursos de IA são para uso bastante pontual.
O “assistente de mensagens” auxilia a acertar o tom de um texto a ser enviado por SMS, WhatsApp ou e-mail, sugerindo correções ou modificações de acordo com o interlocutor.
O tradutor de chamadas, com o nome de “live translate”, vira um intermediário em ligações telefônicas entre diversos idiomas. É útil, porém nada que vá ser utilizado todos os dias pela maioria das pessoas.
Também tem recursos de resumir informações: o navegador de internet permite transformar uma notícia longa em tópicos rápidos para ler. O gravador de voz pode criar um resumo de uma entrevista, por exemplo.
Resumo e tradução de notícia gerado pelo Galaxyss24
Henrique Martin/g1
A câmera do Galaxy S24 também utiliza recursos de IA – como ajuste automático de contraste nas fotos. Mas isso já estava presente em versões antigas da linha Galaxy S e A.
A Apple não fala abertamente sobre o tema inteligência artificial, mas cita em seu site que: “O chip A16 Bionic possibilita inúmeros recursos avançados, como a fotografia computacional usada para as fotos de 24 MP e os retratos de última geração, o Isolamento de Voz para ligações e o desempenho fluido para jogos com gráficos pesados”.
Outros recursos de fotografia, como o foco automático para imagens estilo Retrato e grandes panoramas – que colam várias fotos em uma só – utilizam recursos de IA. Ou as “live photos”, que permitem edição de imagem e movimento após a captura.
Nas fotos abaixo, a foto feita com o iPhone 15 passou por um ajuste que transformou a imagem “live photo” (que é um pequeno vídeo gravado) em uma com maior tempo de exposição, deixando o rastro d’água com sensação de movimento.

Rumores de internet indicam que a próxima versão do sistema operacional iOS, que deve ser anunciada no meio do ano, poderá vir com mais recursos de IA integrados.
Conclusão
Apesar de não serem os top de linha das suas marcas, o Galaxy S24 e o iPhone 15 são celulares bastante completos.
Eles são confortáveis de segurar, têm telas grandes, câmeras excelentes e não travam. A IA do Samsung pode parecer lenta em algumas funções, mas é assim mesmo.
E as baterias duram bastante.
A escolha entre um ou outro depende do que você já tem em mãos, seja um iPhone ou um Android mais antigos.
Se for um modelo de 2020 ou antes, pode valer a pena atualizar para um iPhone 15 ou Galaxy S24. Se optar por um iPhone mais antigo, saiba qual escolher.
Se for um celular mais novo, talvez não valha tanto a pena trocar, já que os recursos e câmeras do S24 e do iPhone 15 não são muito diferentes dos modelos anteriores.
A atualização do sistema operacional é um ponto interessante entre as marcas. A Samsung diz que a linha Galaxy S24 terá sete anos garantidos de atualizações do Android.
A Apple não fala de maneira aberta sobre upgrades do iOS, mas costuma atualizar os celulares com uma nova versão do sistema iOS por cinco ou seis anos após seu lançamento, dependendo do modelo.
Seguindo essa lógica, o iPhone 15 deve ter novas versões do iOS até 2028 ou 2029.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização máxima de cada aparelho (144 Hz no Motorola, 120 Hz no Realme e Samsung e 60Hz no da Apple).
A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.
Os produtos foram cedidos para o teste e serão devolvidos.
Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 

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Tecnologia

Vestido que muda de cor: roupa digital altera o visual com um toque

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Modelo foi usado em desfile na semana da moda em Nova York. Animação também é ativada usando sensores de movimento. Vestido que muda de cor: roupa digital desenvolvida pela Adobe altera o visual com toque
Se arrepender do visual e poder mudar a cor ou estampa da sua roupa apenas com um toque: é isso que faz o vestido digital que participou das passarelas da semana da moda de Nova York, que aconteceu de 9 a 14 de fevereiro. Confira no vídeo acima.
O vestido foi lançado em outubro do ano passado pela Adobe, dona do Photoshop.
Na primeira apresentação do vestido, Christine Dierk, uma das desenvolvedoras da tecnologia, mostrou como as animações são acionadas. Além de um botão que ativa as mudanças no vestido, ele também possui um modo que conta com sensores embutidos, permitindo que a projeção se adapte ao movimento do usuário sem nenhum comando.
Para as passarelas, houve ainda uma novidade: a imagem projetada pode ficar repetindo em looping, poupando o usuário de gerenciar a animação enquanto caminha.
E não para por aí: as telas, que foram costuradas primeiramente apenas na frente do vestido, agora já podem ser usadas em uma versão 360°, ou seja, também atrás.
Roupa digital desenvolvida pela Adobe muda o visual com um toque
Divulgação / Adobe
Para conseguir mudar de cor, o vestido possui mais de mil pétalas em forma de lantejoulas, costuradas à mão e conectadas como telas em miniaturas, para a projeção em conjunto.
Leia também:
Azul e preto ou branco e dourado? Quase 10 anos depois, vestido que viralizou continua gerando polêmica e é motivo de estudos
Usar emoji de berinjela para paquerar não pega bem, diz pesquisa
Como o vestido foi desenvolvido?
O modelo que desfilou, desenhado por Christian Cowan, é uma evolução do vestido do projeto Primrose, desenvolvido pelos cientistas da empresa, o engenheiro pesquisador TJ Rhodes, a pesquisadora Christine Dierk e o vice-presidente, membro e chefe de pesquisa da Adobe Gavin Miller.
O maior desafio para Miller e Rhodes foi a criação de eletrônicos adequados para roupas, que tivesse como característica ser leve, flexível, durável e seguro para a pele.
Miller, que já tinha experiência em robótica, explica que o vestido é como uma versão gigante dos circuitos que ela usa em robôs. “Tivemos que usar materiais especiais para janelas inteligentes e projetar a lógica dos interruptores em um chip que fosse fino, flexível e robusto o suficiente para funcionar”, disse Miller em divulgação da Adobe.
A equipe teve ainda que criar uma tela 2D para testar o circuito considerando dobras e flexões, uma vez que a pessoa que usa o vestido irá se mexer.
Depois, foi criada ainda uma bolsa, antes de retomarem os testes em vestido.
Saiba também:
Quase 10 anos depois, vestido que viralizou continua gerando polêmica
Musk mostra robô da Tesla dobrando camiseta
Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião
Modelo foi usado em desfile na semana da moda em Nova York. Animação também é ativada usando sensores de movimento. Vestido que muda de cor: roupa digital desenvolvida pela Adobe altera o visual com toque
Se arrepender do visual e poder mudar a cor ou estampa da sua roupa apenas com um toque: é isso que faz o vestido digital que participou das passarelas da semana da moda de Nova York, que aconteceu de 9 a 14 de fevereiro. Confira no vídeo acima.
O vestido foi lançado em outubro do ano passado pela Adobe, dona do Photoshop.
Na primeira apresentação do vestido, Christine Dierk, uma das desenvolvedoras da tecnologia, mostrou como as animações são acionadas. Além de um botão que ativa as mudanças no vestido, ele também possui um modo que conta com sensores embutidos, permitindo que a projeção se adapte ao movimento do usuário sem nenhum comando.
Para as passarelas, houve ainda uma novidade: a imagem projetada pode ficar repetindo em looping, poupando o usuário de gerenciar a animação enquanto caminha.
E não para por aí: as telas, que foram costuradas primeiramente apenas na frente do vestido, agora já podem ser usadas em uma versão 360°, ou seja, também atrás.
Roupa digital desenvolvida pela Adobe muda o visual com um toque
Divulgação / Adobe
Para conseguir mudar de cor, o vestido possui mais de mil pétalas em forma de lantejoulas, costuradas à mão e conectadas como telas em miniaturas, para a projeção em conjunto.
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Como o vestido foi desenvolvido?
O modelo que desfilou, desenhado por Christian Cowan, é uma evolução do vestido do projeto Primrose, desenvolvido pelos cientistas da empresa, o engenheiro pesquisador TJ Rhodes, a pesquisadora Christine Dierk e o vice-presidente, membro e chefe de pesquisa da Adobe Gavin Miller.
O maior desafio para Miller e Rhodes foi a criação de eletrônicos adequados para roupas, que tivesse como característica ser leve, flexível, durável e seguro para a pele.
Miller, que já tinha experiência em robótica, explica que o vestido é como uma versão gigante dos circuitos que ela usa em robôs. “Tivemos que usar materiais especiais para janelas inteligentes e projetar a lógica dos interruptores em um chip que fosse fino, flexível e robusto o suficiente para funcionar”, disse Miller em divulgação da Adobe.
A equipe teve ainda que criar uma tela 2D para testar o circuito considerando dobras e flexões, uma vez que a pessoa que usa o vestido irá se mexer.
Depois, foi criada ainda uma bolsa, antes de retomarem os testes em vestido.
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Educação

Aplicativo promete revolucionar a saúde bucal

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Foto: Miguel Carvalho

Dispositivo tem a capacidade de identificar precocemente a existência de cáries

Estudantes do curso de Ciência da Computação da UNINASSAU Rio de Janeiro estão alcançando progressos notáveis na área da saúde bucal por meio do desenvolvimento de um protótipo inovador de escova de dentes inteligente. Esse dispositivo tem a capacidade de identificar precocemente a existência de possíveis cáries dentárias, representando um avanço significativo no campo da Odontologia. O projeto, atualmente em fase de testes, promete transformar a forma como as pessoas cuidam de seu bem-estar bucal, oferecendo alertas instantâneos e a opção de marcar consultas com cirurgiões-dentistas quando necessário.

O grupo de pesquisa, especializado em Internet das Coisas, se dedicou à criação de uma escova dental equipada com uma tecnologia avançada. Esta inovação está na capacidade do objeto de identificar manchas nos dentes, indicando potenciais cáries incipientes, graças à incorporação de uma câmera no cabo do instrumento. “Iniciativas como essa são de muita importância para impulsionar a pesquisa interdisciplinar, pois conseguem estreitar a ligação entre ciência e saúde.

De acordo com Miguel Carvalho, coordenador do curso de Ciência da Computação na unidade, a operação do dispositivo é simples e eficaz. Quando a escova detecta manchas suspeitas nos dentes, ela envia um alerta para um aplicativo no smartphone do usuário. Ele oferece a possibilidade de agendar uma consulta com um dentista próximo, priorizando a atenção odontológica preventiva para evitar complicações futuras. Miguel destaca que essa abordagem reflete o propósito da educação tecnológica: formar profissionais capacitados para transformar vidas e a sociedade.

Cássio Luiz ressaltou a importância dessa ideia. “Estamos entusiasmados com os resultados iniciais do nosso protótipo e acreditamos que no potencial dele de revolucionar os cuidados bucais, melhorando a saúde dos pacientes. A integração com a Inteligência Artificial pode transformar a prevenção odontológica, o que é emocionante para uma melhora na qualidade de vida”. Matheus Parreira, também aluno, já participou de outras idealizações e enxerga a potencialidade dessa iniciativa. “Já tive experiência com um projeto para ajudar animais e estou bastante empolgado com esse novo avanço.

Michele Melo, coordenadora acadêmica da unidade, afirma que o plano da escova de dentes inteligente é um exemplo notável de como a UNINASSAU está comprometida em promover inovações que impactam positivamente a sociedade, unindo o conhecimento acadêmico com avanços tecnológicos. “A equipe de cientistas está firmemente empenhada em aperfeiçoar continuamente o projeto, trazer uma solução eficaz para o mercado e tornar a detecção precoce de cáries dentárias mais acessível e conveniente para todos”.

Via: Leticia Porat

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Tecnologia

Por que pouso de nave de empresa americana na Lua é considerado ‘histórico’

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A Intuitive Machines conseguiu fazer o primeiro pouso lunar de uma espaçonave construída por uma empresa privada. Ilustração representa módulo da Intuitive Machines na Lua
DIVULGAÇÃO/INTUITIVE MACHINES
Uma companhia americana fez história nesta quinta-feira (22) ao se tornar a primeira empresa comercial a colocar uma nave na superfície da Lua.
A Intuitive Machines, com sede em Houston, pousou seu módulo Odysseus perto do polo sul lunar.
Demorou alguns minutos para os controladores confirmarem que o módulo tinha pousado, mas eventualmente um sinal foi recebido.
“O que podemos confirmar, sem dúvida, é que o nosso equipamento está na superfície da Lua e que estamos com transmissão”, anunciou o diretor de voo, Tim Crain.
Os funcionários da empresa aplaudiram e se emocionaram com a notícia.
Foi um momento importante não apenas para a exploração comercial do espaço mas para o programa espacial dos EUA em geral.
A Intuitive Machines quebrou a ausência de meio século dos Estados Unidos na superfície da Lua.
É preciso voltar à última missão Apollo, em 1972, para lembrar da ocasião mais recente em que um equipamento americano se aproximou suavemente do solo lunar.
Funcionários ligados à missão ficaram apreensivos durante o trajeto até a Lua
GETTY IMAGES
A agência espacial norte-americana Nasa comprou espaço no Odysseus para seis instrumentos científicos, e o seu administrador, Bill Nelson, rapidamente parabenizou o que descreveu como um “triunfo”.
“Os EUA voltaram à Lua”, disse ele. “Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, uma empresa comercial, uma empresa americana, lançou e liderou uma missão até lá. Hoje é o dia que mostra o poder e a o potencial das parcerias comerciais da Nasa.”
O Odysseus pousou às 23h23 GMT (20h23 em Brasília). A princípio, não houve nenhum sinal de confirmação do robô, e os controladores tiveram que esperar vários minutos até captar um — e ele estava fraco.
Os engenheiros analisarão nas próximas horas precisamente o que aconteceu — e vão verificar também se o Odysseus está de pé coletando energia adequadamente através de suas células solares.
Funcionários explodiram de alegria quando o sinal de confirmação chegou
GETTY IMAGES
O local de pouso planejado era um terreno cheio de crateras próximo a um complexo montanhoso de 5 km de altura conhecido como Malapert. É o ponto mais ao sul da Lua já visitado por uma nave.
Uma investigação importante por parte da Nasa será a análise do comportamento da poeira lunar, que os astronautas da Apollo consideraram um sério incômodo, por arranhar e obstruir os equipamentos.
Entre os seis equipamentos apoiados pela Nasa está um sistema de câmeras da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle que teoricamente deveria ter se soltado do Odysseus quando este ainda estava a 30 metros da superfície lunar.
O sistema foi projetado para tirar fotos enquanto o módulo pousava.
O artista americano Jeff Koons também anexou uma caixa na lateral do módulo de pouso contendo 125 pequenas bolas de aço inoxidável para representar as diferentes fases da Lua ao longo de um mês.
EUA voltam à Lua após pouso de sonda de empresa privada
EUA voltam à Lua após pouso de sonda de empresa privada
Veja momento da decolagem
SpaceX lança sonda lunar de empresa privada
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A Intuitive Machines, com sede em Houston, pousou seu módulo Odysseus perto do polo sul lunar.
Demorou alguns minutos para os controladores confirmarem que o módulo tinha pousado, mas eventualmente um sinal foi recebido.
“O que podemos confirmar, sem dúvida, é que o nosso equipamento está na superfície da Lua e que estamos com transmissão”, anunciou o diretor de voo, Tim Crain.
Os funcionários da empresa aplaudiram e se emocionaram com a notícia.
Foi um momento importante não apenas para a exploração comercial do espaço mas para o programa espacial dos EUA em geral.
A Intuitive Machines quebrou a ausência de meio século dos Estados Unidos na superfície da Lua.
É preciso voltar à última missão Apollo, em 1972, para lembrar da ocasião mais recente em que um equipamento americano se aproximou suavemente do solo lunar.
Funcionários ligados à missão ficaram apreensivos durante o trajeto até a Lua
GETTY IMAGES
A agência espacial norte-americana Nasa comprou espaço no Odysseus para seis instrumentos científicos, e o seu administrador, Bill Nelson, rapidamente parabenizou o que descreveu como um “triunfo”.
“Os EUA voltaram à Lua”, disse ele. “Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, uma empresa comercial, uma empresa americana, lançou e liderou uma missão até lá. Hoje é o dia que mostra o poder e a o potencial das parcerias comerciais da Nasa.”
O Odysseus pousou às 23h23 GMT (20h23 em Brasília). A princípio, não houve nenhum sinal de confirmação do robô, e os controladores tiveram que esperar vários minutos até captar um — e ele estava fraco.
Os engenheiros analisarão nas próximas horas precisamente o que aconteceu — e vão verificar também se o Odysseus está de pé coletando energia adequadamente através de suas células solares.
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GETTY IMAGES
O local de pouso planejado era um terreno cheio de crateras próximo a um complexo montanhoso de 5 km de altura conhecido como Malapert. É o ponto mais ao sul da Lua já visitado por uma nave.
Uma investigação importante por parte da Nasa será a análise do comportamento da poeira lunar, que os astronautas da Apollo consideraram um sério incômodo, por arranhar e obstruir os equipamentos.
Entre os seis equipamentos apoiados pela Nasa está um sistema de câmeras da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle que teoricamente deveria ter se soltado do Odysseus quando este ainda estava a 30 metros da superfície lunar.
O sistema foi projetado para tirar fotos enquanto o módulo pousava.
O artista americano Jeff Koons também anexou uma caixa na lateral do módulo de pouso contendo 125 pequenas bolas de aço inoxidável para representar as diferentes fases da Lua ao longo de um mês.
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Tecnologia

Como recuperar conta do Instagram após esquecer a senha

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Usuários precisam pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Como recuperar conta no Instagram
Mourizal Zativa/Unsplash
Esquecer a senha do Instagram é algo bem comum, mas nem todo mundo sabe como recuperar o perfil com uma nova chave de acesso.
Para ter de volta a conta da rede social em caso perda de senha ou provável exclusão, é necessário pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Para isso, basta seguir o passo a passo abaixo.
Na tela inicial de login, clique em “Esqueceu a senha?” ou “Obter ajuda para entrar”;
Digite o seu nome de usuário, e-mail ou número de telefone;
Clique em “Enviar link para login”;
Aperte “Avançar” para confirmar o envio.
Um link de acesso será enviado para o e-mail ou por SMS no celular para redefinir a senha e reconectar a conta.
Além disso, existe a possibilidade de recuperar a conta no Instagram clicando na opção “Entrar com o Facebook”, que também aparece na tela de login. Esta opção serve para quem vinculou as contas nas redes sociais da Meta.
LEIA TAMBÉM:
Como recuperar contas excluídas e hackeadas no Instagram
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Mourizal Zativa/Unsplash
Esquecer a senha do Instagram é algo bem comum, mas nem todo mundo sabe como recuperar o perfil com uma nova chave de acesso.
Para ter de volta a conta da rede social em caso perda de senha ou provável exclusão, é necessário pedir um código de acesso para ser enviado ao e-mail cadastrado no perfil ou pelo número de celular. Para isso, basta seguir o passo a passo abaixo.
Na tela inicial de login, clique em “Esqueceu a senha?” ou “Obter ajuda para entrar”;
Digite o seu nome de usuário, e-mail ou número de telefone;
Clique em “Enviar link para login”;
Aperte “Avançar” para confirmar o envio.
Um link de acesso será enviado para o e-mail ou por SMS no celular para redefinir a senha e reconectar a conta.
Além disso, existe a possibilidade de recuperar a conta no Instagram clicando na opção “Entrar com o Facebook”, que também aparece na tela de login. Esta opção serve para quem vinculou as contas nas redes sociais da Meta.
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Tecnologia

Reddit registra pedido de IPO nos Estados Unidos

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Empresa protocolou documento na comissão de valores mobiliários norte-americana para começar a negociar suas ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Logo do Reddit.
Dado Ruvic/ Reuters

A plataforma de fóruns de discussões Reddit entrou, nesta quinta-feira (22), com um pedido para a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana.
A empresa deve estrear na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês).
De acordo com o prospecto (documento que reúne uma série de informações sobre a companhia e sobre o motivo de sua abertura de capital) da empresa, a oferta será de ações classe A (ordinárias, com direito a voto). O número de papéis a serem ofertados ainda não foi divulgado.
Segundo o documento, os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, J.P. Morgan, Bank of America (BofA) Securities, Deutsche Bank, MUFG e Citigroup estão entre os subscritores do IPO.
O pedido ocorre quase duas décadas após o lançamento do Reddit e será um grande teste para a plataforma — que ainda fica atrás de outras redes sociais como o X (antigo Twitter) e o Facebook.
Em 2021, a empresa já havia sido avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (R$ 49,42 bilhões) em uma rodada de investimentos. O documento, no entanto, não deixa claro qual o montante que a empresa deve buscar com a sua oferta de ações.
Segundo a Reuters, o Reddit fechou um acordo com o Google para disponibilizar seu conteúdo para treinar seus modelos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. O contrato valeria cerca de US$ 60 milhões (R$ 296,5 milhões) por ano.
Prejuízos em 2022 e 2023
No documento divulgado nesta quinta-feira (22), o Reddit ainda informou que registrou um prejuízo de US$ 158,6 milhões (R$ 783,8 milhões) em 2022 e de US$ 90,8 milhões (R$ 448,7 milhões) em 2023.
Apesar do resultado negativo, a empresa também reportou um crescimento de 21% das receitas no ano passado, para US$ 804 milhões (R$ 3,97 bilhões) — em 2022, as receitas da plataforma somavam US$ 666,7 milhões (R$ 3,3 bilhões).
Segundo a empresa, a área comercial é uma vertente de crescimento que surgiu de “forma orgânica” na plataforma e que “novos mercados comunitários já surgiram especificamente para fins comerciais” dentro do Reddit.
“Queremos desenvolver esta economia impulsionada pelo usuário no Reddit, fornecendo aos nossos usuários e criadores as ferramentas e incentivos necessários para impulsionar a criação, melhoras e comércio contínuos”, disse a empresa no documento.
O resultado operacional, também conhecido como EBITDA (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), do Reddit foi negativo em US$ 69,3 milhões (R$ 342,5 milhões) no final de 2023. Em 2022, esse prejuízo havia sido de US$ 108,4 milhões (R$ 535,7 milhões).
* Com informações da Reuters
Empresa protocolou documento na comissão de valores mobiliários norte-americana para começar a negociar suas ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE). Logo do Reddit.
Dado Ruvic/ Reuters

A plataforma de fóruns de discussões Reddit entrou, nesta quinta-feira (22), com um pedido para a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana.
A empresa deve estrear na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês).
De acordo com o prospecto (documento que reúne uma série de informações sobre a companhia e sobre o motivo de sua abertura de capital) da empresa, a oferta será de ações classe A (ordinárias, com direito a voto). O número de papéis a serem ofertados ainda não foi divulgado.
Segundo o documento, os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, J.P. Morgan, Bank of America (BofA) Securities, Deutsche Bank, MUFG e Citigroup estão entre os subscritores do IPO.
O pedido ocorre quase duas décadas após o lançamento do Reddit e será um grande teste para a plataforma — que ainda fica atrás de outras redes sociais como o X (antigo Twitter) e o Facebook.
Em 2021, a empresa já havia sido avaliada em cerca de US$ 10 bilhões (R$ 49,42 bilhões) em uma rodada de investimentos. O documento, no entanto, não deixa claro qual o montante que a empresa deve buscar com a sua oferta de ações.
Segundo a Reuters, o Reddit fechou um acordo com o Google para disponibilizar seu conteúdo para treinar seus modelos de inteligência artificial nos mecanismos de busca. O contrato valeria cerca de US$ 60 milhões (R$ 296,5 milhões) por ano.
Prejuízos em 2022 e 2023
No documento divulgado nesta quinta-feira (22), o Reddit ainda informou que registrou um prejuízo de US$ 158,6 milhões (R$ 783,8 milhões) em 2022 e de US$ 90,8 milhões (R$ 448,7 milhões) em 2023.
Apesar do resultado negativo, a empresa também reportou um crescimento de 21% das receitas no ano passado, para US$ 804 milhões (R$ 3,97 bilhões) — em 2022, as receitas da plataforma somavam US$ 666,7 milhões (R$ 3,3 bilhões).
Segundo a empresa, a área comercial é uma vertente de crescimento que surgiu de “forma orgânica” na plataforma e que “novos mercados comunitários já surgiram especificamente para fins comerciais” dentro do Reddit.
“Queremos desenvolver esta economia impulsionada pelo usuário no Reddit, fornecendo aos nossos usuários e criadores as ferramentas e incentivos necessários para impulsionar a criação, melhoras e comércio contínuos”, disse a empresa no documento.
O resultado operacional, também conhecido como EBITDA (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), do Reddit foi negativo em US$ 69,3 milhões (R$ 342,5 milhões) no final de 2023. Em 2022, esse prejuízo havia sido de US$ 108,4 milhões (R$ 535,7 milhões).
* Com informações da Reuters 

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Tecnologia

Apple é condenada pela Justiça do RJ a pagar R$ 3,2 mil a cliente por venda de iPhone sem carregador

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A 18ª Câmara de Direito Privado entendeu que houve ‘venda casada’ e determinou o pagamento de R$ 3 mil de danos morais, além dos R$ 219 do carregador comprado. Carregador: item não é vendido junto com o telefone da Apple
Thiago Lavado/g1
Um consumidor do Rio que comprou um iPhone ganhou na Justiça um processo contra a Apple por venda casada – prática proibida por lei.
Por unanimidade, desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado decidiram que a companhia pague R$ 3.219 a Matheus dos Santos Pagorim Abreu, por danos morais e materiais.
Matheus pagou quase R$ 5 mil pelo iPhone e mais R$ 219 pelo carregador – que não vem com o telefone. Ele alegou que o telefone não funciona sem carregador e, portanto, foi obrigado a comprar – o que configura a venda casada.
“O acessório afigura-se essencial ao uso do bem principal, acarretando ofensa patrimonial e desvio produtivo passíveis de indenização”, escreveu, em seu voto, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, relator do caso.
O que diz a Apple
A empresa ainda pode recorrer. Procurada pelo g1, a Apple afirmou que não vai comentar.
No processo, a defesa da empresa alegou que a informação de que o carregador não está incluído no produto é exibida de maneira “clara e adequada” e que o carregador da própria Apple não é essencial.
Segundo a empresa, “os consumidores podem utilizar diversas formas para carregar os seus celulares, como carregadores portáteis, adaptadores veiculares, tomadas de parede com entrada USB, carregadores por indução ou, ainda adaptadores de tomada que os consumidores já possuam, dos mais diversos fabricantes”.
A Apple argumentou ainda que a medida de não incluir os carregadores desestimula “a proliferação de fontes energéticas” e, portanto, está de acordo com a “legislação ambiental”.
A 18ª Câmara de Direito Privado entendeu que houve ‘venda casada’ e determinou o pagamento de R$ 3 mil de danos morais, além dos R$ 219 do carregador comprado. Carregador: item não é vendido junto com o telefone da Apple
Thiago Lavado/g1
Um consumidor do Rio que comprou um iPhone ganhou na Justiça um processo contra a Apple por venda casada – prática proibida por lei.
Por unanimidade, desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado decidiram que a companhia pague R$ 3.219 a Matheus dos Santos Pagorim Abreu, por danos morais e materiais.
Matheus pagou quase R$ 5 mil pelo iPhone e mais R$ 219 pelo carregador – que não vem com o telefone. Ele alegou que o telefone não funciona sem carregador e, portanto, foi obrigado a comprar – o que configura a venda casada.
“O acessório afigura-se essencial ao uso do bem principal, acarretando ofensa patrimonial e desvio produtivo passíveis de indenização”, escreveu, em seu voto, o desembargador Cláudio de Mello Tavares, relator do caso.
O que diz a Apple
A empresa ainda pode recorrer. Procurada pelo g1, a Apple afirmou que não vai comentar.
No processo, a defesa da empresa alegou que a informação de que o carregador não está incluído no produto é exibida de maneira “clara e adequada” e que o carregador da própria Apple não é essencial.
Segundo a empresa, “os consumidores podem utilizar diversas formas para carregar os seus celulares, como carregadores portáteis, adaptadores veiculares, tomadas de parede com entrada USB, carregadores por indução ou, ainda adaptadores de tomada que os consumidores já possuam, dos mais diversos fabricantes”.
A Apple argumentou ainda que a medida de não incluir os carregadores desestimula “a proliferação de fontes energéticas” e, portanto, está de acordo com a “legislação ambiental”. 

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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