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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar encerrou em alta de 0,05% nesta quinta-feira (2), cotado a R$ 5,1594. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,05%, aos 188.052 pontos.
O desempenho próximo à estabilidade reflete, em parte, a frustração dos investidores com a ausência de um cessar-fogo no Oriente Médio. Na noite de quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques ao Irã continuarão.
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▶️ O republicano também declarou que os EUA estão perto de atingir seus objetivos em Teerã. Apesar disso, sinalizou que os bombardeios podem se intensificar nas próximas duas a três semanas. As declarações ampliaram a cautela dos investidores.
🔎 Depois de fechar perto de US$ 100 por barril na quarta-feira, o petróleo voltou a subir nesta quinta. Por volta das 17h, o tipo Brent avançava 7,43%, cotado a US$ 108,74. Os contratos futuros do WTI (West Texas Intermediate) tinham alta de 11,55%, a US$ 111,69 por barril.
▶️ Em meio às preocupações com o fluxo de petróleo, o Reino Unido reuniu diplomatas de mais de 40 países para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity.
▶️ Os EUA não participaram da reunião, após Trump afirmar que a segurança da via marítima não é responsabilidade americana.
▶️ No Brasil, investidores acompanharam a divulgação dos dados de produção industrial referentes a fevereiro. O indicador avançou 0,9% na comparação com janeiro, mas registrou queda de 0,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,56%;
Acumulado do mês: -0,37%;
Acumulado do ano: -6,00%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +3,58%;
Acumulado do mês: +0,31%;
Acumulado do ano: +16,71%.
Petróleo sobe após EUA indicarem continuidade da guerra
Os preços do petróleo subiam mais de 7% nesta quinta-feira, em meio à nova escalada das tensões no Oriente Médio e à falta de sinais claros sobre o fim do conflito entre EUA e Irã.
O movimento ocorre após uma breve queda nas cotações pouco antes de um pronunciamento do presidente americano, Donald Trump. Investidores aguardavam sinais sobre uma possível trégua no conflito.
Em discurso na noite de quarta-feira, Trump afirmou que os EUA continuarão os ataques contra o Irã, mas não apresentou um cronograma para o fim da guerra. Segundo ele, as forças americanas estariam próximas de alcançar seus objetivos e o conflito poderia terminar em duas ou três semanas.
“Vamos terminar o trabalho, e vamos fazê-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”, disse o presidente.
Trump também não voltou a mencionar o prazo que havia estabelecido para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, uma rota considerada essencial para o transporte global de petróleo e gás.
Sem sinais claros sobre a normalização do fluxo na região, investidores passaram a temer que eventuais interrupções no fornecimento possam se prolongar.
Países discutem reabertura do Estreito de Ormuz
Enquanto o mercado reage à incerteza sobre o fornecimento de petróleo, governos de diferentes países tentam buscar uma saída diplomática para o impasse no Estreito de Ormuz.
O Reino Unido reuniu diplomatas de mais de 40 países nesta quinta-feira (2) para discutir formas de reabrir a rota marítima, que tem sido afetada pela guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã.
A reunião ocorreu de forma virtual e não contou com a participação dos EUA. A ausência ocorre após Trump afirmar que garantir a segurança da via marítima não é responsabilidade americana.
O presidente também criticou aliados europeus por não apoiarem a guerra e voltou a ameaçar retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, disse que o encontro demonstra “a força da determinação internacional” para reabrir o estreito por meios políticos e diplomáticos, e não militares.
Segundo ela, o Irã “sequestrou uma rota internacional de navegação”, o que já começa a afetar a economia global. Cooper afirmou que a alta “insustentável” nos preços do petróleo e dos alimentos já impacta famílias e empresas em diferentes países.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, foram registrados 23 ataques diretos contra embarcações comerciais na região, com 11 tripulantes mortos, segundo a empresa de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence.
Com os riscos na região, o número de navios que atravessam o estreito diminuiu. Os poucos petroleiros que ainda passam pela área são, em sua maioria, embarcações que tentam contornar sanções para transportar petróleo iraniano.
Segundo a empresa, o Irã mantém controle rígido sobre quais navios podem cruzar a rota.
Mercados globais
Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quinta-feira, última sessão de uma semana encurtada pelo feriado de Páscoa.
O Dow Jones recuou 0,13%, aos 46.504,60 pontos. O S&P 500 avançou 0,11%, aos 6.582,69 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,18%, aos 21.879,18 pontos.
Na Europa, as bolsas também terminaram o dia em direções diferentes, mas com predominância de perdas. O índice STOXX Europe 600 recuou 0,2%, aos 596,63 pontos.
Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, caiu 0,24%, enquanto o DAX, da Alemanha, perdeu 0,79%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,69%.
Na Ásia, os mercados também encerraram o dia em baixa. O Hang Seng Index, de Hong Kong, caiu 0,7%, aos 25.116,53 pontos. Na China continental, o Shanghai Composite Index recuou na mesma proporção, para 3.919,29 pontos.
Entre os principais mercados da região, o Nikkei 225, de Tóquio, teve queda de 2,4%, encerrando aos 52.463,27 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou recuo mais forte, de 4,5%, fechando aos 5.234,05 pontos.
Os preços dos metais preciosos também caíam. O Gold recuava 3,9%, para US$ 4.627 por onça, enquanto a Silver caía 6,9%, para US$ 70,85.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Cédulas de dólar
John Guccione/Pexels