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15 minutos agoon
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em queda nesta terça-feira (6) e recuava 0,24% por volta das 10h55, cotado a R$ 5,3927. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 1,29%, aos 163.964 pontos.
Os mercados continuam reagindo às tensões políticas na Venezuela e aos sinais da economia global. Além disso, investidores aguardam a divulgação de dados e discursos no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar as projeções econômicas para 2026.
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▶️ Em meio às incertezas sobre o futuro da Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país sul-americano não deve realizar eleições nos próximos 30 dias. Ele também sugeriu que o governo americano pode subsidiar esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana.
▶️ No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga à tarde os dados da balança comercial de dezembro, com um panorama das exportações e importações no fechamento do ano. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participa de coletiva para comentar os números.
▶️ No cenário externo, além da divulgação do PMI de dezembro dos EUA — indicador que ajuda a medir o ritmo da atividade econômica —, investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, que pode dar pistas sobre o futuro dos juros americanos.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,34%;
Acumulado do mês: -1,52%;
Acumulado do ano: -1,52%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +0,83%;
Acumulado do mês: +0,46%;
Acumulado do ano: +0,46%.
EUA x Maduro
A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe bastante volatilidade aos mercados ontem (5), e deve continuar influenciando o humor dos investidores.
Além das incertezas geopolíticas com os ataques e ameaças dos americanos ao país latino-americano, há uma série de suposições sobre os possíveis impactos no petróleo.
Uma das primeiras afirmações feitas por Trump após a prisão de Maduro foi que os EUA controlariam o petróleo venezuelano e mandariam as petrolíferas americanas de volta ao país para “consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado”.
🔎 A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000. Com a ação dos EUA, a expectativa de alguns agentes do mercado é a de que o petróleo venezuelano seja liberado e disponibilizado, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional.
Apesar disso, Trump declarou ontem que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela. À emissora americana NBC News, ele também descartou a realização de eleições no país dentro de 30 dias.
O republicano afirmou que os EUA estão em conflito com traficantes, e não necessariamente com a Venezuela. Ele voltou a dizer que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para território norte-americano.
Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento.
“Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou.
Enquanto isso, Trump disse que um grupo de autoridades irá supervisionar o governo da Venezuela. Segundo ele, entre os integrantes da equipe estarão: o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta segunda-feira, com a recuperação das ações de tecnologia e os ganhos dos papéis de empresas petrolíferas após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em um ataque militar.
As ações de companhias como Exxon Mobil e Chevron subiam com força, assim como empresas de serviços petrolíferos, mesmo com os preços do petróleo recuando diante de temores de excesso de oferta.
O Dow Jones subia 0,19% na abertura, para 48.475,81 pontos. O S&P 500 tinha alta de 0,49%, para 6.892,19 pontos, enquanto a Nasdaq Composite avançava 0,92%, para 23.449.669 pontos.
Os mercados da Europa encerraram o pregão em alta, impulsionados pelo desempenho do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento, que atingiram o maior nível em quase três meses.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, aos 601,76 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos.
Entre as principais bolsas, Londres teve alta de 0,54%, com o FTSE 100 aos 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, para 24.868,69 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 avançou 0,20%, aos 8.211,50 pontos.
Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa.
Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia.
No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters