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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (7) em queda, recuando 0,07% às 9h, aos R$ 5,3720. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados abriram atentos a uma agenda concentrada no exterior, em um dia mais esvaziado de indicadores no Brasil. Enquanto os investidores aguardam números importantes nos Estados Unidos, o cenário externo segue marcado por desdobramentos envolvendo a Venezuela.
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▶️ Nos EUA, os investidores esperam os números de emprego, com destaque para o relatório da ADP sobre folhas de pagamento do setor privado, com expectativa de criação de 47 mil vagas em dezembro, após a perda de 32 mil no mês anterior.
▶️ Mais tarde, será divulgada a pesquisa JOLTS de novembro, que mede vagas abertas, com previsão de 7,6 milhões. Os dados devem preparar o terreno para o relatório de empregos (payroll) na sexta-feira (9), que pode influenciar as decisões do Fed sobre juros.
🔎 O mercado americano segue precificando dois cortes nas taxas de juros ao longo do ano, o que aumenta a atenção sobre esses indicadores.
▶️ No cenário externo, os desdobramentos da ofensiva dos EUA à Venezuela continuam. Ontem, Donald Trump anunciou que autoridades interinas do país entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” aos EUA.
▶️ No Brasil, a agenda é mais leve, com expectativa pelos dados do fluxo cambial semanal. Na véspera, foi divulgado que o país encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado. A projeção para este ano é de saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,82%;
Acumulado do mês: -1,99%;
Acumulado do ano: -1,99%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,95%;
Acumulado do mês: +1,58%;
Acumulado do ano: +1,58%.
EUA x Maduro
A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe forte volatilidade aos mercados ontem (5) e deve seguir influenciando o humor dos investidores por alguns dias.
Além das incertezas geopolíticas com os ataques e ameaças dos americanos ao país latino-americano, há uma série de suposições sobre os possíveis impactos no petróleo.
Uma das primeiras afirmações feitas por Trump após a prisão de Maduro foi que os EUA controlariam o petróleo venezuelano e mandariam as petrolíferas americanas de volta ao país para “consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado”.
🔎 A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, afetada pela má gestão e pela escassez de investimentos estrangeiros após a nacionalização do setor nos anos 2000. Com a ação dos EUA, parte do mercado avalia que o petróleo do país possa voltar a circular, ampliando a oferta da commodity no mercado internacional.
O republicano afirmou que os EUA estão em conflito com traficantes, e não diretamente com a Venezuela. Ele voltou a alegar que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para o território norte-americano.
Questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento.
Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. A informação é da agência Reuters, citando cinco fontes dos governos, da indústria e do setor de transporte marítimo.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, um acordo para vender o petróleo parado às refinarias dos EUA redirecionaria os embarques que antes iam para a China.
Bolsas globais
Wall Street subiu nesta terça-feira, com os investidores deixando de lado os temores de um impacto geopolítico mais amplo após forças dos EUA prenderem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no fim de semana.
O S&P 500 subiu 0,62%, aos 6.944,55 pontos. O Nasdaq avançou 0,61%, para 23.537,96 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average ganhou 1,02%, aos 49.476,54 pontos, aproximando-se da marca histórica de 50 mil.
As ações do setor de petróleo recuaram após os fortes ganhos da sessão anterior, com gigantes como ExxonMobil e Chevron caindo 2,3% e 4,5%, respectivamente. Em contrapartida, os papéis de chips avançaram com força, impulsionados por um novo otimismo em torno da inteligência artificial.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, discursou na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, e afirmou que futuros processadores de inteligência artificial incluirão uma nova camada de tecnologia de armazenamento.
A SanDisk saltou 23%, a Western Digital avançou 16%, a Seagate Technology ganhou 13% e a Micron Technology subiu quase 8%, com as quatro ações atingindo máximas históricas. Já a Moderna disparou 10% após o BofA Global Research elevar o preço-alvo da farmacêutica.
As bolsas europeias encerraram a terça-feira em alta, mantendo o ritmo positivo da sessão anterior e renovando recordes. O movimento foi sustentado pelo otimismo com a economia da região e pela continuidade do apetite por risco.
No fechamento, o Stoxx 600 subiu 0,63%, aos 605,56 pontos, após superar 600 pontos pela primeira vez na sessão anterior. O FTSE 100 ganhou 1,18%, aos 10.122,73 pontos; o DAX avançou 0,09%, aos 24.892,20 pontos; e o CAC 40 teve alta de 0,32%, aos 8.237,43 pontos.
Os principais índices da Ásia também fecharam em alta, impulsionados pelo desempenho das ações chinesas, que atingiram os maiores níveis em mais de uma década. O movimento contou com o apoio da valorização dos metais não ferrosos, do setor financeiro e do otimismo antes do Ano Novo Lunar.
Em Xangai, o índice SSEC subiu 1,50%, a 4.083 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,55%, a 4.790 pontos. O Hang Seng, em Hong Kong, ganhou 1,38%, a 26.710 pontos.
Em outros mercados, o Nikkei, em Tóquio, subiu 1,32%, a 52.518 pontos; o Kospi, em Seul, avançou 1,52%, a 4.525 pontos; o Taiex, em Taiwan, teve alta de 1,57%, a 30.576 pontos; e o Straits Times, em Cingapura, ganhou 1,27%, a 4.739 pontos.
Dólar opera em baixa
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