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Dinheiro do BNDES para indústria reacende temores

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Ao anunciar seu programa de estímulo à indústria, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu cerca de R$ 300 bilhões para o setor até 2026. A maior parte desse valor, cerca de R$ 250 bilhões, virá de financiamentos e outros aportes do BNDES.

Batizado de Nova Indústria Brasil, o programa foi saudado pelo empresariado do setor – que, no entanto, cobrou mais recursos – e recebido com muitas reservas pelo mercado financeiro e economistas liberais.

O temor é de que o governo ressuscite velhos “fantasmas” de gestões anteriores do PT, como a famigerada política das empresas campeãs nacionais, que consumiu centenas de bilhões de reais – de dinheiro do contribuinte – em benefício de empresas escolhidas a dedo.

A maior preocupação foi com a possibilidade de que o Tesouro voltasse a repassar dinheiro do contribuinte para o BNDES apoiar empresas com juros abaixo de mercado. Também chamou atenção o anúncio do presidente do banco, Aloizio Mercadante, de que a instituição terá R$ 8 bilhões para “equity”, ou seja, participação acionária em empresas.

A declaração deu a entender que o BNDES voltaria a comprar ações e ser sócio de empresas, prática controversa de tempos passados que foi revertida em grande parte durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

As ações que o BNDES detém em empresas privadas são usadas pelo governo para tentar influenciar seus rumos e também para acomodar aliados em conselhos de administração. No ano passado, chamou atenção a indicação dos ministros Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Carlos Lupi, da Previdência, para o conselho da metalúrgica Tupy. Após o episódio, o banco admitiu que pretendia “maximizar” sua participação nas empresas.

Ao falar dos R$ 8 bilhões destinados a participações acionárias, Mercadante salientou o objetivo de investir empresas da cadeia de veículos elétricos. “Temos 8 bi de equity, que nós queremos investir em empresas. Crédito é namoro, equity é casamento. São setores muito importantes, por exemplo, esse segmento de minerais críticos fundamentais para o futuro de baterias e toda mobilidade elétrica”, disse Mercadante em 22 de janeiro, dia do anúncio do programa.

“Já estamos com cinco fábricas de ônibus no Brasil, produzindo ônibus elétrico. O Brasil tem a sétima reserva de lítio do mundo. E nós queremos ter controle e presença estratégica nesse segmento”, afirmou o presidente do banco estatal, segundo registro do site EPBR. “Esse é um setor que o BNDES quer entrar com equity”, acrescentou. Em um comunicado do governo, esses R$ 8 bilhões foram incluídos em eixos chamados “inovação” e “descarbonização”.

Após a repercussão negativa dos primeiros anúncios, integrantes do governo correram para fazer esclarecimentos. Eles negaram que o Tesouro voltará a financiar o BNDES. Disseram também que a participação acionária do banco em empresas não será direta, e sim por meio de fundos de investimento – em total contraste com a afirmação inicial de Mercadante de que o governo almejava “controle e presença estratégica” no segmento de veículos elétricos.

“Não tem nada a ver com questão fiscal. O governo não vai fazer nenhum aporte de dinheiro para o BNDES, não vai colocar recurso a mais no BNDES”, disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB).

Mercadante, por sua vez, afirmou no Jornal Nacional, da TV Globo, que o BNDES vai atuar em equity via fundos no mercado de capitais, e não via compra direta de ações.

“O volume de recursos que está destinado para os próximos três anos são R$ 8 bilhões. É um valor bastante pequeno. Mas ele vai ser feito de que forma? Através de editais públicos, com esses fundos privados, gestores privados, onde o BNDES participa com no máximo 25% para atingir alguns nichos que banco não tem condições de fazer, que os bancos privados também não”, disse Mercadante.

“Tem que ser agentes privados, bancos privados, e vamos procurar e apoiar essas empresas. A discussão não é mais se tem que ter ou não. É como fazer. Aprender com os erros do passado e fazer melhor para gente recuperar nossa indústria”, completou.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco estatal, José Luis Gordon, deu mais detalhes em entrevistas a jornais.

“Você não vai escolher uma empresa A, B ou C; você vai investir em empresas junto com o mercado em fundos que poderão ser gerenciados por privados, como BTG, Pátria, Genial, por exemplo. Então, você vai junto com o mercado de capitais para investir em startups, pequenas empresas que possam desenvolver tecnologias e produtos importantes em áreas estratégicas”, afirmou Gordon ao “Estado de S. Paulo”.

Segundo ele, não haverá aporte do Tesouro Nacional no BNDES, nem equalização de taxas de juros (ou seja, subsídios bancados pelo contribuinte), e o BNDES fará escolha das empresas em conjunto com bancos e gestoras. O primeiro fundo em desenvolvimento, disse, é dos chamatos “minerais críticos” – fundamentais para veículos elétricos, por exemplo.

Passado recente do BNDES deixa mercado ressabiado

Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria, considera que o anúncio da nova política industrial teve efeito ruim sobre os mercados porque, ainda que tenha pontos meritórios, não ficou claro como o programa será implementado.

“Dados os erros do passado [das gestões anteriores do PT], acho que esta é a principal crítica. No passado, o dinheiro veio do Tesouro e não vimos benefícios para a sociedade, apenas para empresas. Depois veio o inchaço e a crise fiscal. Com isso, o mercado fica supersensível. Outro ponto é como o BDNES vai selecionar as empresas que vai investir?”, questiona.

A questão da participação societária em empresas é ainda mais crítica, uma vez que poderia aumentar a ingerência política do governo sobre o setor privado.

Sobre os setores que vão receber os aportes, a economista entende que há diferentes situações. No caso da bioenergia, onde o Brasil está desenvolvido, ela acredita que a atuação do BNDES pode servir de um bom impulso caso a agenda seja bem desenhada.

No caso dos veículos elétricos, porém, ela alerta para o retorno do investimento.

“Tenho muita dúvida se algum tipo de benefício [do BNDES] para produzir carros elétricos no Brasil vai efetivamente gerar renda, emprego e atividade econômica que sejam positivas. Primeiro, porque o investimento geralmente não se paga, nem de longe. Segundo, porque não somos produtores, e é para atrair estrangeiros. O ideal seria investir onde tem mais retorno”, diz.

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Copom deve fazer novo corte de 0,5 ponto, prevê mercado

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Mercado prevê novo corte na taxa de juros, apesar de incertezas

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidirá nesta quarta-feira (31) a nova taxa de juros. Tudo indica que o órgão deve manter o comportamento registrado desde agosto: um corte de meio ponto percentual, levando a Selic de 11,75% para 11,25% ao ano.

No cenário interno, o câmbio permanece comportado e estável há alguns meses, oscilando em torno de R$ 4,90. No entanto, analistas econômicos destacam algumas preocupações. Uma delas é em relação à inflação. Os núcleos do IPCA estão um pouco acima da meta de 3% para o ano, com os preços dos serviços aumentando mais. Apesar de o IPCA-15 de janeiro ter vindo abaixo do esperado, economistas da XP Investimentos alertam para essa situação mais delicada.

Outra fonte de preocupação é a manutenção do aquecimento da economia. Dados de vendas no varejo e de serviços surpreenderam positivamente em novembro. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) interrompeu uma sequência de três meses seguidos de queda e ficou praticamente estável. A XP Investimentos destaca a aceleração dos salários reais nos últimos meses de 2023, indicando um mercado de trabalho aquecido.

Segundo o estrategista-chefe da Warren Investimentos, Sérgio Goldenstein, persistem as incertezas em relação à arrecadação do governo e à execução da política fiscal.

A dificuldade do governo em reduzir os benefícios tributários sobre a folha de pagamento, que podem comprometer as metas orçamentárias, e o anúncio de uma “nova política industrial” reforçam o viés expansionista das despesas fiscais e parafiscais, destaca a XP.

Goldenstein aponta que os efeitos negativos para o processo de flexibilização monetária poderiam vir da elevação da taxa neutra de juros (que não exerce influência na inflação), do volume de crédito subsidiado e dos potenciais impactos expansionistas sobre a demanda agregada.

No entanto, tudo isso é insuficiente para o comitê reduzir o ritmo dos cortes para 0,25 ponto percentual. O estrategista da Warren argumenta que a Selic ainda está em um nível bem contracionista, não há desancoragem adicional das expectativas de inflação para 2025 e 2026 e há a expectativa de arrefecimento da atividade econômica.

O Itaú também avalia que o Copom deve manter o ritmo do
corte em meio ponto percentual, especialmente em um cenário com incerteza acima
do usual. Os economistas da instituição financeira estimam que a Selic está
ainda distante de seu nível terminal, estimado em 9% ao ano.

Cenário internacional também apresenta incerteza

No cenário externo, as taxas de juro de longo prazo nos
mercados desenvolvidos estão próximas aos níveis observados na reunião
anterior, apesar da volatilidade mais forte. Os preços das commodities
recuaram, mas as cotações do petróleo estão um pouco acima dos níveis de
dezembro, aponta a XP Investimentos.

Uma fonte de preocupação vem do aumento das tensões
geopolíticas, com o ataque dos houthis, do Iêmen, a embarcações no Mar
Vermelho. O temor é que, se o problema perdurar, o efeito sobre os preços do
frete marítimo poderá reverter a tendência global de desinflação de custos, um
efeito fundamental por trás da melhora recente nas perspectivas de inflação de
muitos países.

Uma alternativa encontrada por operadores logísticos e companhias de navegação é desviar o tráfego marítimo pelo sul da África, o que ocasiona atrasos nas entregas e aumenta os custos com o frete, já que a distância percorrida é maior.

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Gasolina, diesel e gás de cozinha sobem na quinta com aumento de ICMS

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Gasolina, diesel e gás de cozinha sobem na quinta-feira com aumento de ICMS

Os preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha vão subir nesta quinta-feira (1.º) com o aumento da alíquota do ICMS sobre os combustíveis em todo o país. O reajuste foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários estaduais da Fazenda, em outubro do ano passado.

No caso da gasolina, o imposto subirá R$ 0,15 por litro, de R$ 1,22 para R$ 1,37. Na semana passada, o preço médio do combustível levantado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) em todo o Brasil era de R$ 5,56 por litro, o que significa que o aumento, para R$ 5,71, representaria uma alta de 2,69% sobre o valor atual.

O combustível pode ficar ainda mais caro diante da elevação do preço do etanol na cadeia produtora, alerta o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Paranapetro).

Nos últimos 30 dias, o etanol anidro teve alta acumulada de 9,35% nas usinas, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Além do efeito no preço do etanol em si, essa alta impacta
também no preço da gasolina comum, devido à adição obrigatória de 27% da
formulação anidra do derivado da cana.

Diesel e biodiesel, por sua vez, passarão a recolher R$ 1,06 por litro a partir de fevereiro, ante R$ 0,94 cobrados atualmente. Com isso, a tendência é que o preço médio do diesel S10 volte a superar os R$ 6, uma vez que o valor médio atual do produto em todo o Brasil é de R$ 5,91 por litro.

No caso do GLP, o imposto subirá de R$ 1,26 para R$ 1,41 por quilograma – R$ 0,16 de alta. Considerando o preço médio de R$ 100,98 do botijão de 13 kg, segundo a pesquisa da ANP referente à semana passada, o valor em todo o Brasil deve passar a girar em torno de R$ 103,06, um aumento de 2,05%.

O aumento no ICMS sobre a gasolina é o primeiro desde que a
alíquota passou a ser uniforme em todos os estados e fixada em reais por litro,
em junho do ano passado. Até então, o imposto variava conforme a unidade da
federação e correspondia a um percentual do valor de venda da gasolina – o que
significa que, a cada aumento de preço do combustível, o valor absoluto do
imposto (em reais) também subia.

A alíquota única foi vista como um avanço em termos de transparência e estabilidade do imposto. Por outro lado, provocou um aumento na tributação já na primeira vez em que foi fixada. Reportagem da Gazeta do Povo mostrou que, quando entrou em vigor, o novo ICMS único era mais alto que o praticado em 24 das 27 unidades da federação.

No caso do diesel e do biodiesel, será o segundo aumento de imposto neste ano. No dia 1.º de janeiro, voltaram a incidir as alíquotas cheias de PIS e Cofins sobre os combustíveis, que haviam sido zeradas em março de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu abrir mão dos tributos para conter a alta no setor às vésperas da campanha eleitoral.

O aumento do imposto na virada do ano, de cerca de R$ 0,33 por litro, no entanto, foi compensado quase na íntegra, por um corte de R$ 0,30 no preço do diesel anunciado pela Petrobras no dia 27 de dezembro.

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FMI eleva projeções para o Brasil

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FMI eleva previsão de crescimento do Brasil para 2024


Pierre Olivier-Gourinchas, economista-chefe do FMI: ritmo de expansão da economia permanece lento| Foto: EFE/Mohamed Sial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 1,7% na economia brasileira em 2024, representando um aumento de 0,2 ponto percentual em relação à projeção divulgada em outubro de 2023. Para 2025, a expectativa é de uma expansão de 1,9% no PIB.

O otimismo do órgão em relação à perspectiva econômica do
Brasil é justificado por vários fatores:

  • Aquecimento da demanda interna: As expectativas melhores são impulsionadas pela manutenção, em níveis elevados, da demanda agregada
  • Crescimento acima do esperado dos principais parceiros comerciais: O Brasil se beneficia do crescimento mais robusto de parceiros comerciais essenciais, como a China.
  • Antecipação à tendência mundial de corte nas taxas de juro: Ao lado do Chile, o Brasil está à frente na adoção da tendência global de redução das taxas de juro.

O relatório do FMI destaca também a notável resiliência do
mercado mundial diante de desafios significativos, como a pandemia da Covid-19,
a guerra entre Rússia e Ucrânia e a inflação global mais elevada.

Além disso, a projeção para o crescimento global em 2024 foi revisada para cima, passando de 2,9% para 3,1%. Este cenário sugere uma recuperação robusta da economia global, indicando a capacidade do mercado em superar adversidades recentes.

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Mercado reduz para 3,81% previsão para inflação de 2024 

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve redução, passando de 3,86% para 3,81% este ano.

A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.  

Para os próximos anos – 2025, 2026 e 2027, a projeção da inflação permaneceu em 3,5%.  

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.  

Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.   

Em dezembro de 2023, a inflação do país foi de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA fechou o ano passado com alta acumulada de 4,62%. 

Juros básicos  

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre de 2023, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas. 

O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros quatro vezes no semestre passado, em todas as reuniões do Copom. Em ata divulgada, o colegiado informou que continuará a promover novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões, mas não detalhou quando vai parar de reduzir a taxa Selic. Segundo o BC, o momento dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024.   

Reunião do Copom

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. A primeira reunião do Copom neste ano ocorre em hoje (30) e amanhã (31) e os analistas esperam que a Selic seja reduzida a 11,25%. Para o fim de 2025, 2026 e 2027, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano. 

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, até agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano.  

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.  

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. 

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

PIB e câmbio  

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano permaneceu em 1,6%.  Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro projeta expansão do PIB também em 2%, para os dois anos. 

Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano passado a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%.  

Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível de antes da pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, será divulgado pelo IBGE em 1º de março.  

A previsão de cotação do dólar está em R$ 4,92 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5. 

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Haddad diz que parte do rombo de R$ 230 bilhões foi herdada de Bolsonaro

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O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse na
noite desta segunda (29) que o déficit de R$ 230 bilhões do governo federal em
2023 é, em parte, resultado de despesas não pagas pelo governo Bolsonaro em
2022, incluindo precatórios e indenizações a estados e municípios pela redução
do ICMS.

O governo encerrou o ano de 2023 com um déficit primário de R$ 230 bilhões, sendo R$ 92,4 bilhões destinados ao pagamento de precatórios não quitados em anos anteriores. Desconsiderando essa despesa, o resultado foi negativo em R$ 138,1 bilhões (-1,3% do PIB).

“Haddad chamou os valores postergados de
‘calote’. ‘Dos R$ 230 bilhões [de déficit], praticamente a metade é pagamento
de dívida do governo anterior que poderia ser prorrogada para 2027 e nós
achamos que não era justo quem quer que fosse o presidente”, destacou o
ministro.

Haddad ressaltou que cerca de metade desse montante corresponde a pagamentos atrasados que foram feitos por decisão de sua pasta, buscando retirar esse passivo das estatísticas.

O ministro enfatizou que, apesar do número negativo, houve compreensão do mercado financeiro sobre a natureza da piora do resultado, devido ao pagamento de despesas atrasadas.

“O déficit real (descontando pagamentos em
atraso) se aproximou muito do número que eu havia anunciado no dia 12 de
janeiro de 2023, que era déficit de 1% do PIB. Valeu a pena fazer o esforço e
tomar essas decisões, que foram posteriores ao anúncio de 12 de janeiro, mas
que encontram respaldo em boas práticas tanto do ponto de vista econômico
quanto constitucional”, afirmou Haddad.

Os precatórios representam despesas decorrentes de decisões judiciais nas quais o governo não pode mais recorrer. Uma emenda constitucional em 2021 limitou o pagamento dessas despesas, mas o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por quitar esse estoque, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, houve o desembolso de R$ 14,8
bilhões a estados e municípios como compensação pela redução do ICMS. Em 2025,
o governo ainda terá que pagar mais R$ 4,5 bilhões, totalizando R$ 27 bilhões.

Haddad afirma que a decisão do governo federal que tomada em 2022 prejudicou os governadores com uma desoneração não aprovada em suas assembleias de ICMS, resultando na perda estimada de R$ 80 bilhões de arrecadação. “Fizemos um acordo de R$ 27 bilhões para, pelo menos, atenuar o drama dos governadores”, concluiu o ministro.

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Lula veta mais recursos de ministérios do Centrão e amplia crise com o Congresso

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O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão no Orçamento de 2024 tem grande potencial de ampliar a crise entre o Planalto e o Congresso – que se arrasta desde o ano passado por ele ter vetado projetos de lei aprovados por ampla maioria, entre eles a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.

No mais novo capítulo da crise – que Lula nega
existir – está o corte das emendas e que atinge em maior volume os ministérios controlados
por partidos do Centrão. São pastas como Comunicações, Turismo, Esporte,
Integração e Desenvolvimento Regional, lideradas pelo União Brasil e PP, que sofreram
significativas perdas, fundamentais para projetos e obras em redutos
eleitorais.

Esses ministros foram indicados pelo grupo
político do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e pelo presidente da Comissão
de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Por outro lado, os ministérios mais próximos de Lula, como Saúde, Mulheres, Igualdade Racial, Povos Indígenas e Meio Ambiente tiveram cortes menores na previsão orçamentária deste ano.

Ao sancionar o Orçamento para 2024, Lula
realizou um corte de R$ 5,6 bilhões nas chamadas emendas de comissão, recursos geralmente
usados para costurar acordos políticos entre Executivo e Legislativo. O
Ministério do Esporte teve seu orçamento reduzido quase pela metade, enquanto que
Comunicações, de Juscelino Filho (União Brasil), e Turismo, de Celso Sabino
(União Brasil), restou menos de 40% da verba.

Veja abaixo quanto Lula vetou dos quatro ministérios de acordo com o veto publicado no Diário Oficial da União (DOU) (veja na íntegra):

  • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 1.718.100.000;
  • Ministério do Esporte: R$ 509.981.850;
  • Ministério das Comunicações: R$ 108.366.647;
  • Ministério do Turismo: R$ 950.250.000.

Apesar dos cortes, o total em emendas parlamentares para 2024 será recorde: R$ 47,5 bilhões — além do “fundão” eleitoral de 4,9 bilhões. Lula tenta minimizar o desgaste com o Legislativo e promete recompor a verba alvo do corte, sem estabelecer um prazo para isso.

Em entrevista uma entrevista concedida a uma rádio da Bahia na terça (23), Lula disse que pretende explicar aos parlamentares os motivos que o levaram a vetar parte dos recursos, e que tem o “maior prazer de juntar lideranças e conversar com elas e explicar porque foram vetados”.

Ele ainda atacou Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o ex-presidente “não tinha governança nesse país” e destacou que seu governo mantém uma “relação democrática” com o Congresso. Lula ressaltou que o Parlamento tem feito seu trabalho e que tem conseguido aprovar tudo o que precisa – mesmo não sendo exatamente 100% do teor que gostaria das propostas.

Lula reconheceu que não tem uma base ampla e sólida nas duas casas e que, por isso, precisa negociar muito.

No final do ano passado, ele reconheceu que a relação com o Legislativo foi difícil em 2023 e que teve de negociar muito, mas sem mencionar a liberação recorde de emendas a cada votação de projetos considerados prioritários, além de ceder espaço na Esplanada a indicados pelo Centrão no lugar de ministros escolhidos por ele no início do governo.

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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