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Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió
Jonathan Lins
A taxa de desocupação ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012.
O indicador caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior, quando estava em 5,6%, e recuou 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024, que registrava 6,2%.
Em paralelo, a taxa média de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, também no nível mais baixo desde o início da série histórica do IBGE.
Veja os destaques da pesquisa
Taxa de desocupação: 5,1%
População desocupada: 5,5 milhões de pessoas
População ocupada: 103 milhões
População fora da força de trabalho: 66,2 milhões
População desalentada: 2,6 milhões
Empregados com carteira assinada: 39,42 milhões
Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões
Trabalhadores por conta própria: 26,1milhões
Trabalhadores informais: 38,7 milhões
Taxa de informalidade: 37,6%
A população desocupada somou 5,5 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O número recuou 9,0% no trimestre, o equivalente a 542 mil pessoas a menos, e caiu 17,7% na comparação anual, com redução de cerca de 1,2 milhão.
Já a população ocupada alcançou 103,0 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica. O total avançou 0,6% no trimestre, com acréscimo de 565 mil pessoas, e cresceu 1,1% no ano, o que representa mais 1,2 milhão de ocupados.
O nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — também atingiu o maior patamar da série, ao chegar a 58,9%. O indicador subiu 0,2 ponto percentual no trimestre e permaneceu estável na comparação anual.
Taxa de desemprego fica em 5,6% em 2025, menor patamar da série histórica
Subutilização da força de trabalho
A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 13,4%, a menor da série histórica. O indicador recuou 0,5 ponto percentual frente ao trimestre anterior e caiu 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024.
A população subutilizada totalizou 15,3 milhões de pessoas, patamar semelhante ao menor já registrado, no trimestre encerrado em dezembro de 2014. O contingente diminuiu 3,3% no trimestre, com redução de 515 mil pessoas, e recuou 12,3% no ano, o equivalente a 2,1 milhões a menos.
Já a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,5 milhões de pessoas, mantendo-se estável no trimestre e apresentando queda de 7,1% na comparação anual, com redução de 343 mil.
A população fora da força de trabalho foi estimada em 66,2 milhões de pessoas. O número ficou estável no trimestre, mas cresceu 2,1% no ano, o que representa um aumento de 1,3 milhão de pessoas.
A população desalentada chegou a 2,6 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre e com queda de 11,5% no ano, o equivalente a 343 mil pessoas a menos. O percentual de desalentados ficou em 2,4%, mantendo-se estável no trimestre e recuando 0,3 ponto percentual na comparação anual.
🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo.
Carteira assinada, setor público e por conta
Já o número de empregados no setor privado atingiu 53 milhões de pessoas, também um recorde da série histórica. O contingente não apresentou variação significativa no trimestre, mas cresceu 1,1% no ano, com acréscimo de 578 mil trabalhadores.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado — excluídos os trabalhadores domésticos — atingiu um recorde na série histórica, ao somar 39,4 milhões de pessoas. O contingente ficou estável no trimestre, mas cresceu 2,4% em relação a 2024, o equivalente a mais 939 mil trabalhadores.
Já o total de empregados sem carteira no setor privado chegou a 13,6 milhões, com estabilidade no trimestre e queda de 2,6% no ano, o que representa 361 mil pessoas a menos.
No setor público, o número de ocupados também alcançou o maior patamar da série, com 13 milhões de trabalhadores. O resultado reflete estabilidade na comparação trimestral e expansão de 3,9% em 12 meses, o que corresponde a um aumento de 483 mil pessoas.
Entre os trabalhadores por conta própria, o contingente chegou a 26,1 milhões, outro recorde histórico. O grupo manteve-se estável no trimestre e registrou crescimento de 2,5% no ano, com acréscimo de 638 mil trabalhadores.
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Informalidade e renda
Com esse movimento, a taxa de informalidade ficou em 37,6% da população ocupada, o equivalente a 38,7 milhões de pessoas. O patamar é praticamente estável em relação ao trimestre encerrado em setembro, quando estava em 37,8%, e inferior ao registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2024, de 38,6%.
O avanço do emprego veio acompanhado de melhora na renda. O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos alcançou R$ 3.613, o maior valor da série, com altas de 2,4% no trimestre e de 5,0% no ano.
Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 367,6 bilhões, também em nível recorde, após crescer 3,1% no trimestre — um acréscimo de R$ 10,9 bilhões — e 6,4% em 12 meses, o equivalente a mais R$ 22 bilhões.
Análise por grupamento de atividades
O contingente da força de trabalho — que reúne pessoas ocupadas e desocupadas — foi estimado em 108,5 milhões no trimestre encerrado em dezembro de 2025. O total permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre imediatamente anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela PNAD, além do crescimento quantitativo do emprego, houve melhora na qualidade dos vínculos, marcada por maior formalização e aumento do rendimento médio.
“Há uma massa crítica de fatores que mantém esse impulso, combinando expansão da ocupação e crescimento da renda do trabalhador, tanto formal quanto informal”, explica.
Segundo ela, esse padrão ajuda a entender por que o maior avanço percentual da ocupação ocorreu em atividades menos dependentes de crédito e mais intensivos em serviços (veja os dados abaixo).
Na análise por grupamentos de atividade, a comparação com o trimestre de julho a setembro de 2025 mostra crescimento concentrado em dois setores:
🚗🛠️ Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas: alta de 1,6%, com acréscimo de 299 mil pessoas ocupadas
🏛️🏥📚 Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: avanço de 1,5%, o equivalente a mais 282 mil ocupados
Os demais grupamentos não registraram variações estatisticamente significativas no período.
No rendimento médio mensal real, a comparação com o trimestre de julho a setembro de 2025 também indica aumento em dois grupamentos:
🌱🚜 Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: alta de 3,7%, com ganho médio de R$ 82
💻📡🏦 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: avanço de 5,1%, com aumento médio de R$ 254
Já na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o crescimento do rendimento médio foi mais disseminado, alcançando vários grupamentos:
🌱🚜 Agropecuária: +9,3% (mais R$ 196)
🏗️ Construção: +5,5% (mais R$ 147)
💻📡🏦 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +5,8% (mais R$ 287)
🏛️🏥📚 Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +4,7% (mais R$ 219)
🧹🏠 Serviços domésticos: +4,8% (mais R$ 63)