Published
46 segundos agoon
By
Guiada sobretudo pela poesia da música de Angela Ro Ro, a intérprete se permitiu incluir no roteiro uma ou outra canção menos aliciante, como “Karma secular” (1986). Em todas as músicas, hits ou não, a estreia do show evidenciou que Cida Moreira não faz cover de Angela Ro Ro. Em cada interpretação, houve um toque pessoal da cantora. Nem que fosse uma inflexão peculiar, como ao fim de “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979). “Balada da arrasada” (1979), por exemplo, tangenciou a passionalidade de um tango, não no canto, mas na cadência do piano de Cida. Já o pulso de “Compasso” (Angela Ro Ro e Ricardo MacCord, 2006) foi outro.