Arquivo de Internacional - DNEWS JORNAL https://dnews.com.br/category/internacional/ Notícias do Brasil e do Mundo Wed, 17 Jun 2026 11:14:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 170084987 Cuba debate reformas econômica e social em meio ao bloqueio dos EUA https://dnews.com.br/cuba-debate-reformas-economica-e-social-em-meio-ao-bloqueio-dos-eua/ https://dnews.com.br/cuba-debate-reformas-economica-e-social-em-meio-ao-bloqueio-dos-eua/#respond Wed, 17 Jun 2026 11:14:02 +0000 https://dnews.com.br/cuba-debate-reformas-economica-e-social-em-meio-ao-bloqueio-dos-eua/ Diante do endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos (EUA), o governo de Cuba debate um amplo pacote de reformas com objetivo de ativar a economia da ilha e transformar o atual modelo econômico e social.  As mudanças em debate preveem alterações nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior, nos subsídios, além de uma “reestruturação” […]

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Diante do endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos (EUA), o governo de Cuba debate um amplo pacote de reformas com objetivo de ativar a economia da ilha e transformar o atual modelo econômico e social. 

As mudanças em debate preveem alterações nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior, nos subsídios, além de uma “reestruturação” do Estado cubano, com descentralização política e liberalização econômica. Tudo isso com a promessa de manter o objetivo de promover justiça social e combater as desigualdades sociais. 

O Birô Político do Partido Comunista de Cuba convocou, para esta quarta-feira (17), reunião extraordinária do Comitê Central do partido para avaliar as propostas de transformação econômicas e sociais anunciadas, na semana passada, pelo presidente Miguel Díaz-Canel. A proposta ainda precisa passar por aprovação da Assembleia Nacional de Cuba.

Citando os exemplos da China e do Vietnã, países que sustentam desenvolver um “socialismo de mercado”, o presidente cubano Díaz-Canel afirmou que as reformas buscam resolver “velhas contradições” entre a planificação central da economia, característica do modelo cubano, e os incentivos que o mercado precisaria ter para estimular a produção.

“O que tem que se dedicar à planificação central do país? O que, estrategicamente, tem que atender? E, com todo o resto, se destrava e se dão faculdades a outros níveis para que eles exerçam uma atividade própria”, comentou Díaz-Canel à imprensa, em Havana. 

Ao mesmo tempo, o presidente cubano disse que a reforma prevista mantém o compromisso de distribuir riqueza com justiça social. “Mas, se não temos riqueza, é muito difícil poder avançar no programa social e atender as desigualdades que se tem criado”, completou.

O programa econômico e social inclui mais de 20 medidas com o objetivo de incentivar o investimento estrangeiro direto, ampliar autonomia de gestão das empresas estatais, descentralizar as decisões políticas, aumentando o poder dos municípios, além de ampliar as possibilidades de participação de acionistas em empresas cubanas.

A reforma ainda prevê mudanças nos setores de turismo, um dos principais do país de 11 milhões de habitantes, e imobiliário, assim como mudanças no sistema de subsídios da economia.

“Vamos avançar, gradualmente, eliminando os subsídios a produtos e ir implementando o subsídio a pessoas, com uma atenção diferenciada às que mais o necessitam”, acrescentou.

Autonomia municipal e empresarial

O presidente Miguel Díaz-Canel destacou que as reformas devem conceder maior autonomia para gestão das empresas estatais e para os municípios e províncias. O objetivo é permitir a atuação na área econômica sem necessidade de prévia autorização do comando central do país.

“Que o município tenha a possibilidade de importar, de exportar e não dependa de planos centrais, que o município possa gerir o ingresso dos indivíduos, estimular e gerir o investimento estrangeira direto”, comentou o presidente.

Díaz-Canel acrescentou que a reforma em debate deve aumentar a autonomia das empresas estatais, que passariam a definir as próprias políticas internas, prevendo “muita participação dos trabalhadores dessas empresas”.

“Isso significa também que as empresas vão desenhar seus investimentos, seu sistema de salários, vão ter as possibilidades sem limites, sem travas”, disse.

Ainda segundo o chefe de Estado em Havana, as empresas vão ter liberdade para importar e exportar, fazer contratações e receber investimentos estrangeiros. “[As empresas] poderão fazer associações com qualquer tipo de ator econômico, vão decidir quem serão seus clientes”, completou Miguel Díaz-Canel.

O presidente de Cuba anunciou ainda a liberalização do mercado cambial, hoje nas mãos do governo central, com previsão de casos em que pessoas e empresas possam participar diretamente desse mercado.

Reestruturação do Estado cubano

Michel Díaz-Canel acrescentou que a reforma em discussão prevê ainda a reestruturação do aparato do Estado e das empresas estatais, com reduções da estrutura de ministérios e de cargos na administração pública para que tenha, na sua opinião, “menos burocracia”.

“Isso vai provocar também uma economia de gastos do orçamento que ficarão disponíveis para apoiar programas sociais ou apoiar a reforma salarial”, disse ele, acrescentando que a reforma prevê que cada empresa deve definir seu sistema salarial “a partir dos ingressos que seja capaz de gerar”.

Entre os objetivos da mudança estaria a previsão de que o orçamento público não seja usado para “financiar a ineficiência da empresa estatal”.

Agricultura e comércio exterior

O programa de reforma econômica e social de Cuba ainda prevê mudanças no setor de agricultura, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos e reduzir a quantidade de terras ociosas.

“Que o produtor também tenha acesso ao mercado de insumos [agrícolas], tanto em divisa quanto em moeda nacional, que o produtor também tenha acesso ao mercado cambial”, afirmou o presidente cubano.

A reforma prevê mudanças nas regras do comércio exterior, aumentando as possibilidades de exportação e importação. “Inclusive, está sendo avaliada a possibilidade de que haja um grupo de entidades, que praticam comércio exterior, que possam ter conta em outros países”.

Atividades não estatais e participação acionária

A reforma econômica e social planejada pelo Estado cubano prevê incentivos para as empresas não estatais, que já atuam em Cuba com limitações. Segundo Miguel, a proposta é limitar as atividades proibidas das empresas privadas.  

“Ou seja, que seus objetos sejam os mais amplos possíveis e que possam desenvolver a maior quantidade de atividades. Tudo com regras claras e dentro da legalidade. Também vão ser mais amplas as possibilidades para a participação acionária”, disse.

O chefe de governo acrescentou que o objetivo é incentivar as relações de associação econômica de empresas estatais com privadas, com incentivos ao investimento estrangeiro direto.

“Tudo isso é com um marco estável legal que garante segurança para os negócios no tempo, que seja respeitoso, seguro e que, sobretudo, incentive e estimule a participação desses atores”, disse.

Bloqueio econômico asfixia Cuba 

O bloqueio econômico contra Cuba, que já dura quase 70 anos, foi endurecido pela atual administração da Casa Branca no final de 2025, a partir das restrições navais impostas à Venezuela que, até então, era a principal fornecedora de petróleo à ilha caribenha. 

Em janeiro de 2026, os EUA aumentaram o bloqueio ao ameaçar com sanções quem vender petróleo à Cuba. A nova medida levou o país de 11 milhões de habitantes a ficar três meses sem receber uma gota de petróleo.

Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA aumentou a pressão contra Cuba com novas sanções aos setores de turismo, mineração de ouro e contra a estatal do petróleo. As medidas têm levado empresas hoteleiras e de mineração a anunciar a saída de Cuba. 

As medidas da Casa Branca têm causado o aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana consultados pela Agência Brasil, esse é o pior momento do país. 

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Brasil no Mundo debate geopolítica do futebol e Copa do Mundo de 2026 https://dnews.com.br/brasil-no-mundo-debate-geopolitica-do-futebol-e-copa-do-mundo-de-2026/ https://dnews.com.br/brasil-no-mundo-debate-geopolitica-do-futebol-e-copa-do-mundo-de-2026/#respond Wed, 17 Jun 2026 01:02:03 +0000 https://dnews.com.br/brasil-no-mundo-debate-geopolitica-do-futebol-e-copa-do-mundo-de-2026/ A TV Brasil exibe neste domingo (14), às 19h30, uma edição inédita do Brasil no Mundo, que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. O programa vai debater a geopolítica do futebol e como a Copa do Mundo de 2026 está inserida nesse contexto. Neste episódio, Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o cientista político […]

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TV Brasil exibe neste domingo (14), às 19h30, uma edição inédita do Brasil no Mundo, que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. O programa vai debater a geopolítica do futebol e como a Copa do Mundo de 2026 está inserida nesse contexto.

Neste episódio, Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o cientista político Carlos Eduardo Martins.

Além disso, o Brasil no Mundo desta semana debate os temas que estarão em pauta na reunião do G7, na próxima semana, e atualiza a situação da guerra entre Irã e Israel, dos protestos na Bolívia e das eleições no Peru e na Colômbia.

O convidado do programa semanal da TV Brasil é graduado em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestre em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Carlos Eduardo Martins também é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na TV Globo por 26 anos, como correspondente em Nova Iorque, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasil no Mundo – Domingo, dia 14/6, às 19h30, na TV Brasil

Brasil no Mundo – Madrugada de domingo, dia 14/6, para segunda, dia 15/6, às 2h, na TV Brasil

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Prefeito de Nova York exalta Sócrates e mobilização social no futebol https://dnews.com.br/prefeito-de-nova-york-exalta-socrates-e-mobilizacao-social-no-futebol/ https://dnews.com.br/prefeito-de-nova-york-exalta-socrates-e-mobilizacao-social-no-futebol/#respond Wed, 17 Jun 2026 00:00:10 +0000 https://dnews.com.br/prefeito-de-nova-york-exalta-socrates-e-mobilizacao-social-no-futebol/ O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, defendeu neste fim de semana o futebol como espaço de mobilização social e exaltou o ex-jogador brasileiro Sócrates e a Democracia Corinthiana, movimento contra ditadura militar no Brasil que envolveu membros do clube paulista. Mamdani publicou vídeo nas redes sociais, no último sábado (13), antes do jogo Brasil […]

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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, defendeu neste fim de semana o futebol como espaço de mobilização social e exaltou o ex-jogador brasileiro Sócrates e a Democracia Corinthiana, movimento contra ditadura militar no Brasil que envolveu membros do clube paulista.

Mamdani publicou vídeo nas redes sociais, no último sábado (13), antes do jogo Brasil e Marrocos, pela Copa do Mundo nos Estados Unidos.

“O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores e, por 90 minutos, não só nos permitiu esquecer nossos problemas, como também encontrar maneiras de superá-los. Que jogo lindo”, ressaltou o prefeito.

“Enquanto nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos criando e comemorando algo muito maior do que gols marcados e desarmes realizados. Estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas, em todo o mundo, tantas delas pobres e esquecidas, um senso de pertencimento, uma conexão com o próximo, um sentimento de solidariedade”, disse Mamdani.

Democracia Corinthiana

A Democracia Corinthiana foi um movimento que fez história no futebol brasileiro e visava a maior participação dos jogadores e demais empregados nas decisões do clube. Por voto, eles ganharam o direito de escolher coisas como horário dos treinos e detalhes da concentração. Em 1982, Waldemar Pires foi eleito presidente do Corinthians e passou a fazer esse diálogo com os jogadores do elenco profissional.

Entre esses atletas, estavam Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon, lideranças politizadas que ganharam espaço como vozes do grupo. A influência da equipe não se restringiu ao futebol e, naquele período, o Corinthians estampou em suas camisas frases de cunho político como “Diretas Já”, em uma época em que movimentos sociais se articulavam para lutar pela volta da democracia ao país.

 


Camisa Corinthians Democracia. Foto: Corinthians/Divulgação
Camisa Corinthians Democracia. Foto: Corinthians/Divulgação

Camisa Corinthians Democracia. Foto: Corinthians/Divulgação

A Democracia Corinthiana durou alguns anos e começou a perder força em 1984, quando Casagrande foi para o São Paulo e Sócrates se transferiu para a Fiorentina. No período, o time venceu o Campeonato Paulista três vezes (1982, 1983 e 1988) e, em 1990, venceria o Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história.

No vídeo, o prefeito Zohran Mamdani, lembrou da atuação de Sócrates como meio-campo brasileiro nas décadas de 1970 e 80, incluindo a Copa do Mundo de 1982, quando foi capitão da equipe.

“Foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que todo brasileiro comum sonhava: democracia. Eles iniciaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corintiana. Independentemente de ser o craque do ataque ou o funcionário da lavanderia, todos tinham o mesmo voto”, exaltou.

“E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderava os jogadores em campo, vestindo jaquetas com os dizeres ‘Quero votar no meu presidente’”, lembrou Mamdani.

 


Jogador Sócrates. Foto: Corinthians FC/Divulgação
Jogador Sócrates. Foto: Corinthians FC/Divulgação

Jogador Sócrates. Foto: Corinthians FC/Divulgação

O Brasil estreou contra o Marrocos na Copa do Mundo, no sábado, em jogo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, cidade que é uma das sedes do campeonato junto com Nova York. A partida pelo Grupo C terminou em empate, em 1 a 1.

O democrata Zohran Mamdani, de 34 anos, tomou posse em janeiro deste ano como prefeito de umas das cidades mais importantes dos Estados Unidos. Ele é o primeiro muçulmano a comandar a cidade e o mais jovem a ocupar o posto desde 1892.

O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes, se considera socialista, é crítico ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump e é favorável à causa palestina.

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Israel bombardeia Líbano após anúncio de acordo entre Irã e EUA https://dnews.com.br/israel-bombardeia-libano-apos-anuncio-de-acordo-entre-ira-e-eua/ https://dnews.com.br/israel-bombardeia-libano-apos-anuncio-de-acordo-entre-ira-e-eua/#respond Tue, 16 Jun 2026 22:58:44 +0000 https://dnews.com.br/israel-bombardeia-libano-apos-anuncio-de-acordo-entre-ira-e-eua/ Um drone israelense destruiu um carro em Kfar Tebnit, vila do Sul do Líbano, e matou o motorista, informou nesta segunda-feira (15) a Agência Nacional de Notícias (NNA) do país do Oriente Médio. Além disso, o jornalista libanês Hadi Abdel Moneim Hoteit foi alvo de ataques israelenses na mesma cidade. “Ele foi transferido para o Hospital Najdeh […]

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Um drone israelense destruiu um carro em Kfar Tebnit, vila do Sul do Líbano, e matou o motorista, informou nesta segunda-feira (15) a Agência Nacional de Notícias (NNA) do país do Oriente Médio. Além disso, o jornalista libanês Hadi Abdel Moneim Hoteit foi alvo de ataques israelenses na mesma cidade.

“Ele foi transferido para o Hospital Najdeh Shaabia em Nabatieh, onde está sendo submetido a uma cirurgia na perna após ser ferido por estilhaços”, disse a agência estatal de notícias NNA, por volta das 11h de hoje, no horário local.

Os ataques ocorrem horas após o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos (EUA) e Irã, divulgado nesse domingo (14), que incluiria também o cessar-fogo no Líbano, que é uma das exigências de Teerã.

A continuação do conflito no Líbano poderia atrapalhar esse processo de paz. A expectativa é que seja assinado na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, um memorando de entendimento, entre representantes dos EUA e do Irã, que abriria caminho para o acordo de paz.

As autoridades israelenses ainda não comentaram a notícia do ataque de hoje. Ainda nesta segunda-feira (15), a ANN noticiou que um drone israelense foi flagrado voando em baixa altitude na capital do país, Beirute.
 


Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer
Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano
 15 de junho de 2026    REUTERS/Stringer

Fumaça após ataque israelense em Nabatieh, no Líbano 15 de junho de 2026 – Foto: Reuters/Stringer/Proibida reprodução

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Hezbollah ataca israelenses

Também nesta segunda-feira, o grupo político-militar Hezbollah informou que atacou um comboio do Exército inimigo no mesmo local onde foram registrados os ataques israelenses, na entrada da vila em Kfar Tebnit, por volta das 18h no horário local.

Segundo o Hezbollah, o ataque forçou os israelenses a recuarem e teria ocorrido “após observarmos uma força pertencente ao exército inimigo israelense, composta por um trator e dois tanques Merkava, avançando da área de Arnoun em direção ao ponto de travessia nos arredores de Kfar Tebnit”.

Impasse segue no Líbano

Apesar do anúncio de acordo entre EUA e Irã, que incluiria um cessar-fogo também no Líbano, o Exército Libanês pediu que os moradores do Sul do país não retornem ainda às suas residências devido ao risco de violações do acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta segunda-feira, que desconhece os termos do acordo entre Irã e EUA em relação ao programa nuclear de Teerã, apontado por Israel e EUA como principal justificativa para atacar o Irã.

“Permaneceremos na zona tampão de segurança do Líbano pelo tempo que for necessário”, disse Netanyahu em coletiva de imprensa, segundo o jornal The Jerusalem Post.

O Hezbollah, por sua vez, parabenizou o Irã pelo memorando de entendimento com os EUA.

“Afirmamos que o que foi alcançado é um prelúdio para completar o caminho da plena libertação de nossa terra, o retorno de nossos prisioneiros à sua pátria e famílias, o retorno de todo o povo, especialmente os moradores das aldeias da linha de frente”, disse comunicado do grupo divulgado pela TV Al Manar, ligada ao grupo xiita.

Guerra no Líbano

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março deste ano, foram mortas no país 3,7 mil pessoas e 11,7 mil ficaram feridas. Os dados são do Ministério da Saúde do Líbano.

A atual fase do conflito entre Israel e Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o Norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a Defesa israelense.

Após mais de um ano de troca de ataques, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benajmin Netanyahu, em novembro de 2024, após a morte de importantes lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, que evitava reagir. Com o início da guerra no Irã, o Hezbollah retomou os ataques contra Israel alegando legítima defesa e resposta à violação do cessar-fogo vigente.

O conflito entre Israel e Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

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Guerras no Congo e menor cooperação em saúde favorecem surto do ebola https://dnews.com.br/guerras-no-congo-e-menor-cooperacao-em-saude-favorecem-surto-do-ebola/ https://dnews.com.br/guerras-no-congo-e-menor-cooperacao-em-saude-favorecem-surto-do-ebola/#respond Tue, 16 Jun 2026 21:57:03 +0000 https://dnews.com.br/guerras-no-congo-e-menor-cooperacao-em-saude-favorecem-surto-do-ebola/ As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região. O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, […]

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As guerras que dilaceram o Leste da República Democrática do Congo (RDC) há décadas e a redução da cooperação internacional na área da saúde favoreceram a proliferação do atual surto de ebola na África. A doença volta a assombrar o continente em meio à escassez de profissionais de saúde na região.

O epicentro do surto ocorre na província de Ituri, no Nordeste da RDC, que responde por 93% do total de casos confirmados (676) no país, seguida pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, que são os departamentos mais afetados pelas guerras congolesas.

A quase 2 mil quilômetros de distância da capital do país, Kinshasa, essa é uma região disputada por cerca de 100 grupos paramilitares que lutam pelo controle das atividades minerais da RDC. Estima-se que milhões de pessoas sejam refugiadas das guerras locais.

“O surto está se desenrolando em um contexto humanitário complexo e afetado por conflitos, caracterizado por populações altamente móveis e frequentemente deslocadas”, diz informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), que acrescenta que o surto continua a evoluir rapidamente.
 


Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY
Red Cross workers disinfect after handling the body of a person who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain, at the Centre Medical Evangelique (CME) in Hoho commune of Bunia, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 21, 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere     TPX IMAGES OF THE DAY

Província de Ituri é o epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) – Foto: Reuters/Gradel Muyisa Mumbere/Arquivo/Proibida reprodução

O professor de história da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nuno Carlos de Fragoso Vidal explica à Agência Brasil que o atual surto surgiu em uma região marginalizada da RDC que está sob influência de Ruanda, que financia o principal grupo paramilitar naquela região, o M23.

“É um conflito latente que já causou várias dezenas de milhares de mortos ao longo dos anos. É uma terra de ninguém, uma zona de grupos armados e de influência de Ruanda, que explora recursos naturais a seu favor. Esses grupos exploram, por exemplo, o coltan [mineral crítico] e depois ele é exportado via Ruanda”, afirma o especialista.

Natural de Angola, o professor acrescenta que as equipes de saúde têm dificuldade em acessar as áreas controladas por grupos paramilitares hostis. Ele lembra que o suposto acordo de paz costurado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com os governos de Ruanda e da RDC, em junho de 2025, não tem saído do papel.  

“Esses acordos não saem do papel porque emergiu em Ruanda um presidente [Paul Kagame] com pretensões de controlar uma vasta região e recursos que não pertencem ao país. E ele é muito protegido pelo Ocidente, pelos EUA, mas, sobretudo, pela Inglaterra. Existe, de fato, uma apropriação indevida de recursos daquela zona do Congo”, comenta.

Além da República Democrática do Congo, o surto afeta também Uganda, um país vizinho. “Em Uganda, o surto permanece epidemiologicamente ligado à transmissão originada na República Democrática do Congo”, diz a OMS.

Menor cooperação internacional

Além das guerras do Leste da RDC, especialistas acrescentam que a redução da cooperação internacional na área da saúde, nos últimos anos, também favorece o surto de ebola e citam, como agravante, a saída dos Estados Unidos da OMS. Washington figurava como maior doador da organização.

Além disso, a ajuda internacional dos EUA prevista no orçamento para a República Democrática do Congo caiu cerca de 90%, saindo de US$ 1,41 bilhão em 2024, para US$ 140 milhões, em 2026. Esse é um dos resultados da política de Donald Trump de reduzir a ajuda internacional estadunidense no mundo, em especial, a fornecida por meio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Apesar da redução no financiamento da saúde global, os EUA se apresentam como maior país doador para combate ao surto de ebola, com cerca de US$ 338 milhões em assistência humanitária à RDC, ao Sudão do Sul e a Uganda.
 


A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi
A health worker takes the temperature of an M23 rebel at the entrance to the Rodolphe Merieux Laboratory, National Biomedical Research Institute (INRB), where samples from suspected Ebola cases are examined, as part of the response to the epidemic in Goma, North Kivu province of the Democratic Republic of Congo, May 19, 2026. REUTERS/Arlette Bashizi

Profissional de saúde mede a temperatura de um rebelde do M23 na entrada do Laboratório Rodolphe Merieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), onde são examinadas amostras de casos suspeitos de ebola, como parte da resposta à epidemia em Goma, província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo – Foto: Reuters/Arlette Bashizi/Arquivo/Proibida reprodução

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes de Sousa, acrescenta à Agência Brasil que a postura dos EUA de esvaziar as organizações multilaterais, como a OMS, em favor de estruturas de cooperação bilaterais, traz incertezas para o combate ao novo surto.

“Além da redução do nível de repasse de recursos para área da saúde, há o desmonte das estruturas de governança da saúde global. Os repasses, que antes ocorriam através de estruturas conhecidas, agora ficaram ligados a negociações bilaterais contaminadas por interesses comerciais, sobretudo em relação a terras raras, que é da pauta de interesse econômico dos EUA”, explica o epidemiologista.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, destacou que as mudanças nos canais de cooperação internacionais dificultam o monitoramento sobre a aplicação desses recursos.

“Era muito fácil os EUA levarem esses recursos via OMS, pois ficava completamente transparente essa transferência. Hoje a gente sabe que o CDC da África [Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças] ainda não recebeu nenhuma transferência norte-americana desse montante anunciado”, explicou.

Na semana passada, a OMS informou que três laboratórios na RDC ficaram sem insumos para testes de detecção do vírus ebola.

Potências aumentam gastos com defesa

O aumento dos gastos em defesa de potências europeias é apontado como fator adicional que dificulta a resposta à emergência de saúde global representada pelo ebola na África, como destaca a professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Natalia Fingermann.

“Desde o ano passado, a União Europeia e alguns países importantes dentro da África, como o Reino Unido e França, optaram por reduzir os recursos de ajuda internacional para ampliar os gastos militares internos”, comenta Natalia Fingermann.

Em 2025, os países da Europa, pressionados pelos EUA, concordaram em elevar os gastos com defesa de 2% até 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve um aumento de 20% no total gasto com defesa pelos países europeus, e pelo Canadá, se comparado com 2024, segundo o Relatório Anual da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Para combater o ebola, a União Europeia anunciou € 15 milhões em assistência humanitária adicional para o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África).
 


Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa
Motorcycle taxis carry passengers following a resurgence of Ebola involving the Bundibugyo strain, a rare variant of the virus with no approved vaccine currently available, along Ben Kiwanuka street in Kampala, Uganda May 21, 2026. REUTERS/Abubaker Lubowa

Movimentação de pessoas em Kampala, Uganda, país também afetado pelo surto de ebola – Foto: Reuters/Abubaker Lubowa/Arquivo/Proibida reprodução

Escassez de profissionais

A União Africana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um plano para conter a expansão do vírus, em que solicitam aportes financeiros de US$ 517 milhões para os próximos seis meses.

Em comunicado, o CDC África, órgão continental de combate a doenças, destacou que, entre os principais problemas para o controle do surto de ebola, está a escassez de profissionais, como epidemiologistas, clínicos e especialistas de laboratório.

Para o Conselho Consultivo e Técnico do CDC África, as prioridades são, entre outras, a ampliação da capacidade de testes diagnósticos rápidos da doença e a melhoria do “acesso humanitário e a coordenação civil-militar para garantir que as equipes de resposta possam chegar em segurança às comunidades afetadas”.

Para o professor de história da África da UFRJ Nuno Vidal, como ocorrem dentro do continente africano, os surtos de ebola não despertam o interesse que mereceriam.

“Do ponto de vista exclusivamente sanitário, o medo é que isto pudesse, eventualmente, sair para fora da África. Enquanto não sair da África, ou não se espalhar muito para além daquela região, não aciona todos os alarmes à nível internacional”, avalia.

Casos e mortes na RDC e Uganda

Dados da OMS registrados até o dia 10 de junho informam que foram confirmados 676 casos do vírus Ebola na República Democrática do Congo, com 136 mortes.

Em Uganda, até o dia 11 de junho, foram registrados 19 casos confirmados e dois óbitos. “Uganda não relatou nenhum novo caso nos últimos seis dias”, diz a OMS. Pelo menos 37 pessoas se recuperaram da doença nos dois países.

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Terremoto de magnitude 6,3 deixa 1 morto e 4 feridos na China https://dnews.com.br/terremoto-de-magnitude-63-deixa-1-morto-e-4-feridos-na-china/ https://dnews.com.br/terremoto-de-magnitude-63-deixa-1-morto-e-4-feridos-na-china/#respond Tue, 16 Jun 2026 20:56:17 +0000 https://dnews.com.br/terremoto-de-magnitude-63-deixa-1-morto-e-4-feridos-na-china/ Um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter atingiu a província de Qinghai, no noroeste da China, nesta terça-feira (16), matando pelo menos uma pessoa e ferindo mais quatro, informou a mídia estatal, citando autoridades de emergência. O terremoto atingiu uma área alta na prefeitura de Haixi, em Qinghai, a uma profundidade de 10 km, […]

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Um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter atingiu a província de Qinghai, no noroeste da China, nesta terça-feira (16), matando pelo menos uma pessoa e ferindo mais quatro, informou a mídia estatal, citando autoridades de emergência.

O terremoto atingiu uma área alta na prefeitura de Haixi, em Qinghai, a uma profundidade de 10 km, às 17h06 (horário de Pequim) de hoje, de acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China.

A mídia estatal informou ainda que todos os trabalhadores das minas de carvão próximas ao epicentro foram retirados e que as autoridades ainda estão avaliando o número de vítimas e os danos materiais.

Anteriormente, a agência estatal Xinhua informou que equipes de resgate estavam se dirigindo ao local para procurar pessoas presas e avaliando os riscos de desastres secundários.

A administração sísmica da China ativou a resposta de emergência para o tremor, que foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um com magnitude de 4,9.

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Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros https://dnews.com.br/lula-debate-com-lideres-europeus-sobre-vetos-a-produtos-brasileiros/ https://dnews.com.br/lula-debate-com-lideres-europeus-sobre-vetos-a-produtos-brasileiros/#respond Tue, 16 Jun 2026 19:55:05 +0000 https://dnews.com.br/lula-debate-com-lideres-europeus-sobre-vetos-a-produtos-brasileiros/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos. O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do […]

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

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Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Lula diz que combate ao crime deve respeitar a soberania dos estados https://dnews.com.br/lula-diz-que-combate-ao-crime-deve-respeitar-a-soberania-dos-estados/ https://dnews.com.br/lula-diz-que-combate-ao-crime-deve-respeitar-a-soberania-dos-estados/#respond Tue, 16 Jun 2026 18:54:11 +0000 https://dnews.com.br/lula-diz-que-combate-ao-crime-deve-respeitar-a-soberania-dos-estados/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (16), durante reunião do G7, que o enfrentamento ao narcotráfico precisa ser feito de forma abrangente, o que inclui o combate a crimes associados, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. Esse esforço, segundo Lula, precisa ser feito tendo como premissa o respeito à […]

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (16), durante reunião do G7, que o enfrentamento ao narcotráfico precisa ser feito de forma abrangente, o que inclui o combate a crimes associados, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Esse esforço, segundo Lula, precisa ser feito tendo como premissa o respeito à soberania dos Estados.

Em discurso durante o encontro das sete maiores economias do planeta, evento que ocorre na cidade francesa de Évian, ele afirmou que temas como o combate aos crimes transnacionais precisam ser tratados de forma associada a uma agenda de desenvolvimento.

“O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, disse.

“E o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas”, acrescentou ao defender o diálogo e a cooperação por meio da Interpol para a localização de ativos e indivíduos vinculados a tais atividades criminosas.

A fala do presidente reitera as preocupações com a soberania nacional, após os Estados Unidos terem classificado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como narcoterroristas – o que possibilitaria, segundo a legislação dos EUA, uma eventual interferência sobre o Brasil.

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Minerais críticos e IA

Lula voltou a defender que países detentores de minerais críticos se beneficiem economicamente de processos associados que vão além da simples extração desse material.

“Devem participar [também] das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais”, disse ao alertar que a revolução digital e a inteligência artificial não podem ampliar desigualdades.

Outro desafio citado pelo presidente é o de estabelecer parcerias que viabilizem o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta, como a inteligência artificial, a um número maior de países.

“As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, argumentou.

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Austrália afirma que El Niño deve ser o mais forte das últimas décadas https://dnews.com.br/australia-afirma-que-el-nino-deve-ser-o-mais-forte-das-ultimas-decadas/ https://dnews.com.br/australia-afirma-que-el-nino-deve-ser-o-mais-forte-das-ultimas-decadas/#respond Tue, 16 Jun 2026 17:53:26 +0000 https://dnews.com.br/australia-afirma-que-el-nino-deve-ser-o-mais-forte-das-ultimas-decadas/ O Serviço Meteorológico da Austrália alertou. nesta terça-feira (16), que um fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais intensos das últimas sete décadas. Os meteorologistas esperam que esse fenômeno mais intenso traga chuvas excessivas em partes das Américas e condições […]

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O Serviço Meteorológico da Austrália alertou. nesta terça-feira (16), que um fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais intensos das últimas sete décadas.

Os meteorologistas esperam que esse fenômeno mais intenso traga chuvas excessivas em partes das Américas e condições de calor e seca na Ásia, onde o plantio já está sendo prejudicado, gerando preocupações com o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.

As temperaturas da superfície do mar na região ultrapassaram os limites do El Niño e todos os indicadores atmosféricos apontam para o fenômeno, informou o Serviço de Meteorologia em comunicado.

“As previsões apontam para um El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central”, acrescentou.

“Cerca de metade dos modelos indica que esse evento poderá atingir picos entre os mais altos observados desde 1950.”

Cientistas afirmaram que as mudanças climáticas intensificarão os efeitos do El Niño deste ano.

O El Niño, um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, está associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, e a temperaturas diurnas mais altas no sul, informou o departamento.

O fenômeno climático é particularmente prejudicial para a Austrália, pois afeta a produção agrícola do país, que está entre os maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina.

O último El Niño registrado na Austrália, entre 2023 e 2024, causou o período de três meses mais seco já registrado.

Um dos eventos mais intensos desse tipo, ocorrido em 2015 e 2016, provocou uma seca generalizada e reduziu a produção de grãos e oleaginosas.

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Acordo EUA-Irã promete fim da guerra; ainda há questões sem resposta https://dnews.com.br/acordo-eua-ira-promete-fim-da-guerra-ainda-ha-questoes-sem-resposta/ https://dnews.com.br/acordo-eua-ira-promete-fim-da-guerra-ainda-ha-questoes-sem-resposta/#respond Tue, 16 Jun 2026 16:51:58 +0000 https://dnews.com.br/acordo-eua-ira-promete-fim-da-guerra-ainda-ha-questoes-sem-resposta/ Autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. Até o momento, entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre como esse pacto irá caminhar. Empresas de transporte marítimo afirmam que pode levar semanas para que a confiança seja restaurada após a reabertura do Estreito de Ormuz, e […]

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Autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro deste ano. Até o momento, entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre como esse pacto irá caminhar. Empresas de transporte marítimo afirmam que pode levar semanas para que a confiança seja restaurada após a reabertura do Estreito de Ormuz, e questões fundamentais continuam sem resposta.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o acordo para interromper o conflito entre os EUA e o Irã está “fechado” e avançando para uma segunda fase. Os detalhes ainda não foram divulgados e os dois países afirmam que uma trégua permanente ainda precisa ser negociada.

Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, escreveu ontem nas redes sociais que o acordo provisório era um “passo importante” para interromper os combates, mas observou que o acordo final para uma trégua duradoura “ainda não tomou forma”.

O acordo provisório prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou desde que EUA e Israel atacaram o país em fevereiro.

Os negociadores abordariam questões difíceis, como o futuro do programa nuclear do Irã, durante a próxima fase das negociações, que, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, teria início na Suíça na sexta-feira (19), após a assinatura formal do acordo-quadro.

Mais duas questões que Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usaram para justificar a guerra — acabar com o apoio do Irã a grupos armados regionais e conter seu programa de mísseis — não devem constar na agenda dessas negociações.

O vice-presidente norte-americano JD Vance e o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, devem comparecer à assinatura formal na sexta-feira (19), em Genebra.

Acordo final 

Os preços do petróleo caíram para novas mínimas de três meses nesta terça-feira, um dia depois de despencarem quase 5% após a notícia do acordo, embora autoridades do setor afirmem que a produção de petróleo e gás do Oriente Médio levará meses para se recuperar totalmente.

Vance disse à CNN que o memorando assinado é um “documento muito geral”. Os detalhes seriam divulgados nos próximos dois dias, segundo autoridades norte-americanas.

Os dois lados ainda enfrentam pressões após um conflito que matou pelo menos 7 mil pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e abalou os mercados globais de energia.

O acordo expõe Trump a críticas dentro de seu próprio partido, enquanto os líderes do Irã podem enfrentar o risco de novos protestos se não conseguirem aliviar as pressões econômicas após uma guerra destrutiva.

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