Arquivo de Internacional - DNEWS JORNAL https://dnews.com.br/category/internacional/ Notícias do Brasil e do Mundo Fri, 13 Mar 2026 19:59:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 170084987 Cuba completa 3 meses sem receber combustível por bloqueio dos EUA https://dnews.com.br/cuba-completa-3-meses-sem-receber-combustivel-por-bloqueio-dos-eua/ https://dnews.com.br/cuba-completa-3-meses-sem-receber-combustivel-por-bloqueio-dos-eua/#respond Fri, 13 Mar 2026 19:59:04 +0000 https://dnews.com.br/cuba-completa-3-meses-sem-receber-combustivel-por-bloqueio-dos-eua/ Cuba completou três meses sem receber qualquer carga de combustível em meio ao bloqueio energético que os Estados Unidos (EUA) impuseram à ilha, prometendo sancionar qualquer país que venda petróleo para o país caribenho. O presidente cubano Miguel-Díaz Canel comentou, nesta sexta-feira (13), em coletiva de imprensa realizada em Havana, que o bloqueio dos EUA […]

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Cuba completou três meses sem receber qualquer carga de combustível em meio ao bloqueio energético que os Estados Unidos (EUA) impuseram à ilha, prometendo sancionar qualquer país que venda petróleo para o país caribenho.

O presidente cubano Miguel-Díaz Canel comentou, nesta sexta-feira (13), em coletiva de imprensa realizada em Havana, que o bloqueio dos EUA tem deixado alguns municípios com até 30 horas sem energia.

“Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população”, afirmou. 

Com cerca de 80% da energia do país gerada por termelétricas, alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu a possibilidade de compra de petróleo no mercado global, o que foi agravado ainda pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela a partir do final de 2025.

O presidente cubano informou que Havana iniciou, recentemente, conversações com representantes do governo dos EUA, “em correspondência com a consistente política que há defendido a Revolução Cubana”, e que estão em uma negociação em fase inicial.

“As conversações são para buscar, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre nossas duas nações. Essas trocas têm sido facilitadas por atores internacionais”, confirmou Miguel-Díaz Canel.

O chefe de Estado cubano acrescentou que foi informada aos EUA a vontade de Havana de continuar o diálogo, sob o princípio de igualdade e respeito aos sistemas políticos de ambos os países, à soberania e à autodeterminação. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado o governo cubano ao dizer que o país deve sofrer uma “mudança em breve”, sugerindo que a mudança viria após a guerra no Irã.  

Medidas

O presidente Miguel-Díaz Canel destacou na coletiva as medidas que o governo tem adotado para amenizar os efeitos da crise energética, como aumento da produção de petróleo interno, aumento das usinas solares e de uso de carros elétricos.

“Durante o dia, geramos eletricidade utilizando petróleo bruto nacional e nossas usinas termoelétricas. Além disso, a contribuição de fontes de energia renováveis ​​é considerável e, como já mencionamos, varia entre 49% e 51% [do total de energia do país durante o dia]”, afirmou.

Canel acrescentou que as medidas amenizaram um pouco a frequência dos apagões. Porém, reconhece que Cuba ainda precisa do petróleo importado para prestar os serviços de saúde, educação, transporte e para alimentar os sistemas de distribuição de energia.

“Neste momento, dezenas de milhares de pessoas no país aguardam cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia elétrica. Entre as dezenas de milhares, um número significativo são crianças que aguardam cirurgia”, lamentou.

Entenda crise energética 

Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento” com as dificuldades enfrentadas pela população após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano. 

O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e a redução da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas que pioraram nas últimas semanas.

A crise energética de Cuba é ainda mais grave nas províncias do interior da ilha de quase 11 milhões de habitantes, onde os apagões podem durar quase o dia todo.

No último 29 de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump editou nova Ordem Executiva classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança de Washington, citando, como justificativa, o alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã.

A decisão prevê a imposição de tarifas comerciais aos produtos de qualquer país que forneça ou venda petróleo a Cuba. 

O aperto do cerco econômico ao país é mais uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.  

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Sob bombas, multidões vão às ruas no Irã em apoio aos palestinos https://dnews.com.br/sob-bombas-multidoes-vao-as-ruas-no-ira-em-apoio-aos-palestinos/ https://dnews.com.br/sob-bombas-multidoes-vao-as-ruas-no-ira-em-apoio-aos-palestinos/#respond Fri, 13 Mar 2026 14:53:51 +0000 https://dnews.com.br/sob-bombas-multidoes-vao-as-ruas-no-ira-em-apoio-aos-palestinos/ Em meio a guerra de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã, multidões foram às ruas em diversas cidades do país persa, nesta sexta-feira (13), para a chamada Marcha Internacional do Dia de Al-Quds (Jerusalém). O evento anual presta homenagem à causa palestina, ocorrendo sempre no último dia do Ramadã, que é o […]

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Em meio a guerra de Israel e dos Estados Unidos (EUA) contra o Irã, multidões foram às ruas em diversas cidades do país persa, nesta sexta-feira (13), para a chamada Marcha Internacional do Dia de Al-Quds (Jerusalém). O evento anual presta homenagem à causa palestina, ocorrendo sempre no último dia do Ramadã, que é o mês sagrado dos mulçumanos.

Durante a manifestação, fortes explosões foram relatadas na capital iraniana. A emissora Al Jazeera Arabic noticiou um ataque aéreo a poucos metros de uma concentração de manifestantes em Teerã. Israel informou que bombardeou mais de 200 alvos no oeste e centro do Irã em 24 horas.


Smoke rises following an explosion during a protest marking the annual al-Quds Day (Jerusalem Day) on the last Friday of the holy month of Ramadan, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 13, 2026. Elahe Asiabai/Fars News/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY
Smoke rises following an explosion during a protest marking the annual al-Quds Day (Jerusalem Day) on the last Friday of the holy month of Ramadan, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 13, 2026. Elahe Asiabai/Fars News/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY

Uma pessoa morreu, vítima de estilhaços de bomba em Teerã –  Foto: Reuters/Elahe Asiabai/Proibida reprodução

A mídia estatal iraniana noticiou que uma pessoa morreu vítima de estilhaços de bomba em Teerã. Em um dos vídeos, é possível ver a multidão gritando “Deus é grande” com uma enorme torre de fumaça ao fundo. Manifestantes carregam bandeiras do Irã, da Palestina e imagens do novo Líder Supremo Mojtaba Khamenei.

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Altas autoridades do país foram fotografadas ou filmadas caminhando em meio às pessoas, como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, o ministro das relações exteriores, Abbas Araghchi, e o chefe do Conselho Nacional de Segurança Nacional, Ali Larijani

“O Dia de Quds é uma manifestação de apoio à causa palestina e em defesa dos povos livres do mundo. Convido o querido povo do país a demonstrar mais entusiasmo do que nos últimos dias, participando ativamente no terreno e frustrando os inimigos do Irã”, disse o presidente Pezeshkian nas redes sociais antes dos atos.

 A emissora Press TV, do Irã, mostrou vídeos de protestos onde é possível ver milhares de pessoas em cidades importantes como Teerã, Mashhad, Arak, Malayer, Isfahan, Karaj, Kerman e Ahvaz. Os veículos oficiais iranianos dizem que os atos ocorreram em centenas de cidades e vilas.


Security personnel stand guard as Iranians take part in a protest marking the annual al-Quds Day (Jerusalem Day) on the last Friday of the holy month of Ramadan in Tehran, Iran, March 13, 2026. REUTERS/Alaa Al Marjani
Security personnel stand guard as Iranians take part in a protest marking the annual al-Quds Day (Jerusalem Day) on the last Friday of the holy month of Ramadan in Tehran, Iran, March 13, 2026. REUTERS/Alaa Al Marjani

Dia de Quds é uma manifestação de apoio à causa palestina e em defesa dos povos livres do mundo, disse o presidente Pezeshkian nas redes sociais- Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani/Proibida reprodução

O Ministério da Saúde do Irã calcula que mais de 1,3 mil pessoas já morreram no país devido a guerra, com mais de 10 mil feridos. 

Dia de Al-Quds

O Dia Internacional de Al-Quds foi instituído em 1979 pelo líder da Revolução Islâmica do Irã, Ruhollah Khomeini, poucos meses após o trinfo do movimento que derrubou o regime monárquico do xá Rexa Pahlavi, apoiada pelos EUA e Inglaterra.

O Dia de Al-Quds ocorre também em outros países, em especial, os de maioria mulçumana.

Desde a Revolução Islâmica, o Irã tem sido um dos principais apoiadores da causa palestina e crítico da política de Israel e dos EUA no Oriente Médio, fornecendo apoio a grupos armados palestinos como Hamas e Jihad Islâmica. Esse apoio é uma das justificativas para a agressão contra o país persa. 

 

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Mais de 4 mil brasileiros já retornaram de Dubai e Doha, diz Itamaraty https://dnews.com.br/mais-de-4-mil-brasileiros-ja-retornaram-de-dubai-e-doha-diz-itamaraty/ https://dnews.com.br/mais-de-4-mil-brasileiros-ja-retornaram-de-dubai-e-doha-diz-itamaraty/#respond Thu, 12 Mar 2026 23:35:48 +0000 https://dnews.com.br/mais-de-4-mil-brasileiros-ja-retornaram-de-dubai-e-doha-diz-itamaraty/ Desde a eclosão de uma nova guerra envolvendo Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, que começou no dia 28 de fevereiro, mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio, a partir de embarques nos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e de Doha, no Catar. O balanço foi divulgado […]

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Desde a eclosão de uma nova guerra envolvendo Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã, que começou no dia 28 de fevereiro, mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio, a partir de embarques nos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e de Doha, no Catar.

O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil. 

Segundo a pasta, que monitora a crise, apesar dos primeiros dias de ataques terem incluído aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, como os próprios Emirados Árabes Unidos e o Catar, os voos regulares de Dubai com destino aos aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ), operados pela Emirates, foram retomados no dia 4 de março.

Até agora, foram concluídas 14 operações, com cerca de 3,8 mil brasileiros sendo repatriados por esta via.

Em Doha, as operações foram retomadas no dia 7 de março e, até esta quinta-feira, houve o retorno de 278 brasileiros. Já o voo direto que liga Doha a São Paulo, operado pela Qatar Airways, foi retomado nesta quinta. O próximo está previsto para o dia 15.

Desde o dia 28 de fevereiro, o Itamaraty recomenda não viajar para 12 países. 

“Para quem já se encontra na região, a orientação é seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais. Caso o voo tenha sido cancelado, deve-se procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes”, informou o Palácio do Itamaraty, em nota.

O governo brasileiro disponibiliza ainda plantões consulares em todos os países afetados pela guerra. Devido a restrições locais, o Itamaraty recomenda o envio de mensagens de texto se as chamadas de WhatsApp não completarem. Canais oficiais seguem em atualização constante, garantiu a pasta.

O Itamaraty também informou que o governo negocia transporte terrestre seguro de Doha, Kuwait e Manama (Bahrein) até o Aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, para posterior embarque em voos comerciais com destino ao Brasil.

Para o traslado terrestre, os nacionais brasileiros devem portar passaportes com, no mínimo, seis meses de validade, além de preencher os requisitos de entrada na Arábia Saudita.

“O auxílio prioriza não residentes e grupos preferenciais (Lei 10.048/2000). Também há gestões em curso para o transporte de animais domésticos retidos nos Emirados”, diz o informe.

A guerra desencadeada por EUA e Israel contra o Irã, que está prestes a completar duas semanas, já matou cerca de 2 mil pessoas, a maioria iranianos e libaneses. A capacidade de resistência do Irã frente às forças bélicas dos EUA e Israel, além da retaliação contra países do Golfo Pérsico, têm impactado o comércio mundial do petróleo.

O governo do Irã, que tem atacado navios cargueiros que tentam atravessar o Estreito de Ormuz, principal rota mundial do produto no Oriente Médio, chegou a alertar que o preço do barril poderá chegar a US$ 200 em algumas semanas.

Para conter reflexos na escalada dos preços no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, mais cedo, um decreto zerando as alíquotas do PIS e do Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

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Líder do Irã promete vingança e manter fechado Estreito de Ormuz https://dnews.com.br/lider-do-ira-promete-vinganca-e-manter-fechado-estreito-de-ormuz/ https://dnews.com.br/lider-do-ira-promete-vinganca-e-manter-fechado-estreito-de-ormuz/#respond Thu, 12 Mar 2026 16:25:48 +0000 https://dnews.com.br/lider-do-ira-promete-vinganca-e-manter-fechado-estreito-de-ormuz/ No primeiro pronunciamento público desde que foi eleito Líder Supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu, nesta quinta-feira (12), vingança “pelo sangue de seus mártires” assassinados por Israel e Estados Unidos (EUA), além de manter os ataques às bases militares do inimigo nos países do Oriente Médio.  “Não abandonaremos a busca por vingança. A […]

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No primeiro pronunciamento público desde que foi eleito Líder Supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu, nesta quinta-feira (12), vingança “pelo sangue de seus mártires” assassinados por Israel e Estados Unidos (EUA), além de manter os ataques às bases militares do inimigo nos países do Oriente Médio. 

“Não abandonaremos a busca por vingança. A vingança que temos em mente não se relaciona apenas ao martírio do grande Líder da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo é um sujeito independente no dossiê de retribuição”, afirmou o aiatolá em mensagem lida pela mídia iraniana.

O novo chefe de Estado em Teerã, que substituiu o pai Ali Khamenei, assassinado em bombardeio no primeiro dia da guerra, ainda prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado.

“Caros irmãos de armas! A vontade das massas populares é continuar a defesa eficaz e que cause pesar. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada”, afirmou.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, tem abalado os mercados, obrigando países a decidirem liberar estoques de emergência.

Eixo da Resistência

Mojtaba Khamenei ainda prometeu cobrar os adversários pelos prejuízos econômicos causados pela guerra e manter o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, formado por grupos paramilitares como Hamas e Hezbollah.

“Exigiremos indenização do inimigo e, se eles se recusarem, confiscaremos o máximo de seus bens que considerarmos apropriado e, se isso não for possível, destruiremos a mesma quantidade de seus bens”, completou o novo Líder Supremo iraniano.

Em relação ao Eixo da Resistência, que o Irã apoia e foi apontado como um dos motivos para Israel e EUA atacarem a República Islâmica, o aiatolá Mojtaba explicou que esse apoio “é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica”.

<<Entenda os desdobramentos do ataque dos EUA e Israel contra o Irã

Vizinhos do Irã

O novo Líder Supremo acrescentou que está disposto a manter relações “cordiais e construtivas” com todos os 15 países que o Irã tem fronteira, terrestre ou marítima.

Mojtaba ponderou, contudo, que algumas bases militares desses países foram usadas pelo agressor para atacar o Irã. “Sem atacar esses países, alvejamos exclusivamente essas mesmas bases. De agora em diante, inevitavelmente continuaremos com isso”, prometeu.

Nessa quarta-feira (11), com abstenções da China e da Rússia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução apresentada pelo Bahrein para que Teerã pare as retaliações contra países árabes da região.

Em seu primeiro comunicado, o Líder Supremo cobrou que os países que hospedam bases dos EUA para que esclareçam sua posição em relação aos agressores do Irã.

“Aconselho-os a fechar essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, sugeriu o aiatolá.

Unidade iraniana


FILE PHOTO: Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei speaks during a meeting in Tehran, Iran November 2, 2022. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo
FILE PHOTO: Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei speaks during a meeting in Tehran, Iran November 2, 2022. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo

FILE PHOTO:Novo chefe de Estado em Teerã, que substituiu o pai Ali Khamenei (foto), assassinado em bombardeio no primeiro dia da guerra. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo – Reuters/Leader/WANA /Proibida reprodução

O filho de Ali Khamenei, o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ainda apelou para a necessidade de unidade entre “todos os estratos” da sociedade iraniana frente ao inimigo, deixando de lado as “divergências” internas e agradeceu aos combatentes iranianos.

“Meus sinceros agradecimentos aos nossos bravos combatentes que, com seus golpes esmagadores, bloquearam o caminho do inimigo e o fizeram abandonar a ilusão de poder dominar nossa querida pátria e possivelmente dividi-la”, completou.

Mojtaba Khamenei disse ainda que soube da sua nomeação pela imprensa iraniana e lembrou dos familiares mortos nos ataques israelenses e estadunidenses. Além do pai, Mojtaba perdeu a esposa, uma irmã e seu sobrinho pequeno, além de um cunhado casado com outra irmã.

Eleição da Assembleia dos Especialistas

No Irã, o Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos), formada por 88 clérigos religiosos escolhidos por voto popular. Apesar do cargo ser vitalício, a Constituição do Irã permite que a Assembleia destitua o Líder Supremo.

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados pelo Líder Supremo e seis indicados pelo Parlamento.

O Líder Supremo funciona como uma espécie de Poder Moderador no Irã. As Forças Armadas são diretamente ligadas a ele, e não ao Executivo.

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Partido progressista da Colômbia, Pacto Histórico elege 13 senadoras https://dnews.com.br/partido-progressista-da-colombia-pacto-historico-elege-13-senadoras/ https://dnews.com.br/partido-progressista-da-colombia-pacto-historico-elege-13-senadoras/#respond Tue, 10 Mar 2026 22:35:26 +0000 https://dnews.com.br/partido-progressista-da-colombia-pacto-historico-elege-13-senadoras/ O Pacto Histórico tornou-se o partido com a maior representação feminina no Senado colombiano após as eleições legislativas de 8 de março. Das 25 cadeiras conquistadas pela coligação na Câmara Alta, 13 serão ocupadas por mulheres, tornando-o o único partido com maioria feminina na Casa. Segundo dados eleitorais, 43,3% das mulheres eleitas para o Senado […]

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O Pacto Histórico tornou-se o partido com a maior representação feminina no Senado colombiano após as eleições legislativas de 8 de março. Das 25 cadeiras conquistadas pela coligação na Câmara Alta, 13 serão ocupadas por mulheres, tornando-o o único partido com maioria feminina na Casa.

Segundo dados eleitorais, 43,3% das mulheres eleitas para o Senado pertencem ao Pacto Histórico, tornando essa força política da esquerda colombiana a que possui maior participação feminina em sua bancada.

As senadoras eleitas representando o progressismo são: Carolina Corcho, Carmen Patricia Caicedo Omar, Laura Cristina Ahumada García, Aida Yolanda Avella Esquivel, Yuly Esmeralda Hernández Silva, Sandra Claudia Chindoy, María Eugenia Londoño Ocampo, Kamelia Edith Zuluaga Navarro, Yaini Isabel Contreras, Isabel Cristina Zuleta, Deisy Johana Osorio Márquez, Deicy Alejandra Omaña Ortiz (Amaranta Hank) e Mary Jurado Palomino.

Na Câmara dos Deputados, pelo menos 15 mulheres do Pacto Histórico foram eleitas de um total de 183 cadeiras disputadas por todos os partidos.

Apesar do aumento da representação feminina em diversos partidos, as mulheres continuam sub-representadas no Senado colombiano. Para o período legislativo de 2026-2030, as mulheres ocuparão aproximadamente 30% das cadeiras, demonstrando que a desigualdade de gênero na política do país persiste.

Entre as forças políticas tradicionais, a presença de mulheres é menor. Pelo Centro Democrático, o partido do ex-presidente Álvaro Uribe, Claudia Margarita Zuleta Murgas, Julia Correa Nuttin, María Clara Posada Caicedo, María Angélica Guerra López e Zandra María Bernal Rico foram eleitas como parte de seu grupo parlamentar.

O Partido Liberal também terá representação feminina com María Eugenia Lopera, Alix Yirley Vargas Torrado e Laura Ester Fortich Sánchez. Enquanto isso, o Partido Conservador será representado por Nadia Blel – que também foi a candidata ao Senado mais votada – e Diela Liliana Benavides Solarte.

No Partido U, as cadeiras serão ocupadas por Norma Hurtado, María Irma Noreña Arboleda e Ana Paola García Soto.

Alguns partidos políticos registraram baixíssima participação feminina. É o caso da Alianza por Colombia, cuja única representante será Andrea Padilla Villarraga, o que reflete a limitada presença feminina dentro do partido. Já o Cambio Radical não terá nenhuma mulher em sua bancada no Senado durante a próxima legislatura.

Outros grupos também garantiram representação feminina. Na aliança Ahora Colômbia, composta pelo Movimento Independente de Renovação Absoluta (MIRA) e pelo Movimento Dignidade, foram eleitas Ana Paola Agudelo, Jennifer Pedraza e María Lucía Villalba. Da mesma forma, Sara Jimena Castellanos Rodríguez foi eleita no Movimento Salvação Nacional.

*Com informações da Rádio Nacional da Colômbia

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Resistência do Irã pressiona Estados Unidos a encerrarem guerra https://dnews.com.br/resistencia-do-ira-pressiona-estados-unidos-a-encerrarem-guerra/ https://dnews.com.br/resistencia-do-ira-pressiona-estados-unidos-a-encerrarem-guerra/#respond Tue, 10 Mar 2026 20:33:29 +0000 https://dnews.com.br/resistencia-do-ira-pressiona-estados-unidos-a-encerrarem-guerra/ A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados […]

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A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil. 

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que o Irã conseguiu afetar o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global. 

“Os EUA não têm como derrubar o governo iraniano sem invasão terrestre, o que traria baixas gigantescas. A topografia do Irã inviabiliza qualquer ação rápida. Os EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia o especialista em defesa e estudos sobre a Ásia.

Os radares dos EUA no Oriente Médio afetados por Teerã eram responsáveis pela interceptação dos mísseis iranianos. Há relatos de radares atingidos no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, segundo análise de imagens de satélites e vídeos do jornal New York Times.

“Toda essa cobertura satelital e de radar faz com que os EUA tenham olhos no terreno. Com isso degradado, as baixas aumentam, o tempo do alerta [contra mísseis do Irã] em Israel diminui. Por isso, agora tem vídeo de mísseis entrando toda hora em Israel, que os interceptadores não conseguem mais barrar”, completou.

Aliados de Washington no Golfo passaram a pedir o fim do conflito, como o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.

“Chegar rapidamente à mesa de negociações e suspender os ataques serviria aos interesses dos povos da região, bem como à paz e segurança internacionais, além de fortalecer a estabilidade econômica global”, disse al-Ansari, de acordo coma  Al Jazzera, um veículo de comunicação árabe.

Sem troca de regime

O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo (SP) Alexandre Pires ponderou à Agência Brasil que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida por meio do assassinato do líder Supremo Ali Khamenei.

“O Irã tem apresentado uma resiliência muito mais forte do que se esperava. Inclusive, escolhendo uma liderança suprema sem nenhum tipo de negociação, e que dá um sinal de que o regime vai continuar na mesma linha que já seguia com o Khamenei”, comentou. 

Pires acrescentou que a pressão sobre os mercados do petróleo, que levou o presidente estadunidense Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global, tem preocupado os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.

“Ainda que tenha sido dito no início que duraria quatro, cinco semanas, obviamente que esse não era o tempo que os EUA queriam. Isso vai fazendo com que os EUA mudem talvez o foco atual de uma guerra completa, de ter que ficar o tempo necessário até você ter uma troca das lideranças”, completou.

Donald Trump disse nesta terca-feira, em entrevista à Fox News, que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo so Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.

Israel

Para o especialista do Ibmec SP Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito uma vez que quer aproveitar o máximo para enfraquecer o Irã.

“Há um certo sinal de divisão nos dois aliados. Isso não foi tornado público, mas há um sinal de falas contraditórias de um lado e de outro”, disse.  

Para Pires, o Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.  

“Isso faz com que tentem forçar um recuo ou uma negociação americana-israelense em razão da pressão feita pela comunidade internacional sobre Israel e EUA com relação à cadeia energética mundial”, completou.

Em entrevista nesta terça-feira (10), o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que o país não quer uma guerra sem fim.

“Consultaremos nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não estamos buscando uma guerra sem fim”, disse Saar a repórteres em Jerusalém, segundo noticiou o jornal israelense The Times of Israel.

Repercussões regionais

Uma das dificuldades para encerrar a guerra, na avaliação do cientista político Ali Ramos, é que a manutenção do regime no Irã representaria uma derrota para Casa Branca.  

“O Irã vai ser o primeiro país da história que atacou tantas bases dos EUA ao mesmo tempo e sobreviveu. É por isso o desespero do Trump. Os países da região não vão mais confiar nos EUA no médio e longo prazo enquanto garantidor da sua segurança”, disse.

Ramos argumenta que a guerra contra o Irã deve modificar a arquitetura de poder e segurança do Oriente Médio ao mostrar que as bases dos EUA na região não poderiam defender os países aliados da Casa Branca.  

“Isso já estava acontecendo, os Emirados Árabes Unidos já firmaram um pacto de defesa com a Índia, a Arábia Saudita com o Paquistão”, completou.

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Lula cancela ida ao Chile e chanceler representará Brasil em posse https://dnews.com.br/lula-cancela-ida-ao-chile-e-chanceler-representara-brasil-em-posse/ https://dnews.com.br/lula-cancela-ida-ao-chile-e-chanceler-representara-brasil-em-posse/#respond Tue, 10 Mar 2026 19:32:01 +0000 https://dnews.com.br/lula-cancela-ida-ao-chile-e-chanceler-representara-brasil-em-posse/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai mais viajar ao Chile, onde acompanharia a cerimônia de posse do novo presidente chileno, José Antonio Kast, eleito em dezembro do ano passado. Ele substituirá Gabriel Boric. A previsão é que Lula embarcasse ainda nesta terça-feira (10), no fim da tarde. Em nota, o Palácio do […]

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai mais viajar ao Chile, onde acompanharia a cerimônia de posse do novo presidente chileno, José Antonio Kast, eleito em dezembro do ano passado. Ele substituirá Gabriel Boric.

A previsão é que Lula embarcasse ainda nesta terça-feira (10), no fim da tarde. Em nota, o Palácio do Planalto não deu justificativa sobre o cancelamento da viagem, que estava confirmada desde a semana passada, e informou que o governo brasileiro será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O evento de posse ocorrerá nesta quarta-feira (11), na cidade litorânea de Valparaíso, que é a sede do Poder Legislativo chileno.


FILE PHOTO: FILE PHOTO: FILE PHOTO: Jose Antonio Kast, presidential candidate of the far-right Republican Party, waves to his supporters, following early results during the presidential election, in Santiago, Chile November 16, 2025. REUTERS/Rodrigo Garrido/File Photo/File Photo/File Photo
FILE PHOTO: FILE PHOTO: FILE PHOTO: Jose Antonio Kast, presidential candidate of the far-right Republican Party, waves to his supporters, following early results during the presidential election, in Santiago, Chile November 16, 2025. REUTERS/Rodrigo Garrido/File Photo/File Photo/File Photo

José Antonio Kast foi eleito em dezembro do ano passado para um mandato de quatro anos – Foto: Reuters/Rodrigo Garrido/Proibida reprodução

De perfil ideológico conservador e de direita, Kast assumirá o poder para um mandato de quatro anos, sem possibilidade de reeleição. No fim de janeiro, Lula se reuniu com o novo líder chileno por mais de uma hora, às margens do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, realizado na Cidade do Panamá.

Durante o encontro, segundo o Palácio do Planalto, ambos ressaltaram a importância de manter e aprofundar as relações bilaterais entre Brasil e Chile, destacando a disposição de ampliar a cooperação em áreas como infraestrutura, energia renovável, comércio e turismo.

Eles também trataram da necessidade de promover a estabilidade regional, reforçar a segurança pública e intensificar ações conjuntas de combate ao crime organizado, reconhecendo a importância da cooperação para enfrentar desafios comuns.

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Ações de Israel no Líbano deslocam 667 mil pessoas em uma semana https://dnews.com.br/acoes-de-israel-no-libano-deslocam-667-mil-pessoas-em-uma-semana/ https://dnews.com.br/acoes-de-israel-no-libano-deslocam-667-mil-pessoas-em-uma-semana/#respond Tue, 10 Mar 2026 15:24:24 +0000 https://dnews.com.br/acoes-de-israel-no-libano-deslocam-667-mil-pessoas-em-uma-semana/ Os ataques e as ordens de evacuação em massa de Israel no Líbano forçaram o deslocamento de 667 mil pessoas de suas residências em apenas uma semana do conflito, que envolve também o grupo xiita Hezbollah.  A estimativa da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) é baseada nos registros de deslocados em plataforma online […]

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Os ataques e as ordens de evacuação em massa de Israel no Líbano forçaram o deslocamento de 667 mil pessoas de suas residências em apenas uma semana do conflito, que envolve também o grupo xiita Hezbollah. 

A estimativa da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) é baseada nos registros de deslocados em plataforma online do governo libanês. A representante da Acnur no Líbano, Karolina Lindholm, disse que houve “um aumento de mais de 100 mil em apenas um dia – e os números continuam a subir”.

A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch acusa Israel de usar fósforo branco em áreas residenciais do sul do Líbano, na cidade de Yohmor. A substância tóxica é usada militarmente pra criar cortinas de fumaça ou iluminar alvos. O uso em áreas civis é proibido pelo direito internacional por causar ferimentos graves e incêndios difíceis de controlar. 

Autoridades israelenses informaram à Reuters que desconheciam as acusações da Human Rights Watch e não confirmaram o uso do fósforo branco em áreas civis.

Violação do Direito Internacional

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos afirma que mais de 100 cidades e vilarejos – onde viviam dezenas de milhares de pessoas – receberam ordens de evacuação de Israel, o que pode configurar deslocamento forçado proibido pelo direito internacional.

“Centenas de milhares de pessoas já foram afetadas por essas ordens de deslocamento israelenses. Seu alcance torna muito difícil o cumprimento por parte da população e, portanto, coloca em questão sua eficácia, uma exigência do direito internacional humanitário, além de correr o risco de configurar deslocamento forçado proibido”, diz o comunicado.

O governo israelense também recomendou a evacuação completa de quase toda periferia sul de Beirute, a capital do país, bem como do Vale do Bekaa, no leste do Líbano. Estima-se que 100 mil pessoas estejam abrigadas em 469 centros de abrigo pelo país.

A Acnur calcula ainda que cerca de 78 mil sírios, que estavam no Líbano, voltaram para Síria fugindo da guerra.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acrescentou que 43 centros de atenção primária a saúde e dois hospitais foram fechados devido a ordens de evacuação em suas áreas 

Israel alega que as ordens de evacuação seriam necessárias para mitigar os efeitos dos ataques contra civis.

“Ao longo dessas operações, as Forças de Defesa de Israel (FDI) mantiveram o compromisso com a precisão e a mitigação de danos a civis, emitindo alertas de evacuação para áreas próximas à infraestrutura do Hezbollah”, diz o comunicado da FDI. 

O Hezbollah afirma que a ação do grupo contra Israel é uma retaliação legítima e de autodefesa contra os ataques dos últimos 15 meses, que não cessaram durante a vigência do cessar-fogo costurado em novembro de 2024.

Uma onda de ataques do Hezbollah teria atingido a cidade de Khian, em Israel, nesta terça-feira (10), “em resposta à criminosa agressão israelense que teve como alvo dezenas de cidades e vilas libanesas e os subúrbios do sul de Beirute”, informou o grupo libanês.

Escalada no Líbano

A escalada do conflito no Líbano foi intensificada após o grupo político-militar Hezbollah voltar a atacar posições de Israel em resposta ao assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e também como retaliação pelas violações o cessar-fogo fechado em novembro de 2024.

Apesar do acordo, Israel tem feito ataques e incursões militares contra o território do Líbano. O governo israelense vinha justificando os ataques contra o Líbano, nos últimos meses, com objetivo de atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar.

A atual fase do conflito entre o Hezbollah e Israel teve início com a guerra na Faixa de Gaza, quando o grupo libanês começou a lançar ataques contra o norte israelense em solidariedade ao povo palestino. 

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Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil https://dnews.com.br/petrobras-diz-que-pode-reduzir-impacto-da-alta-do-petroleo-no-brasil/ https://dnews.com.br/petrobras-diz-que-pode-reduzir-impacto-da-alta-do-petroleo-no-brasil/#respond Tue, 10 Mar 2026 13:22:03 +0000 https://dnews.com.br/petrobras-diz-que-pode-reduzir-impacto-da-alta-do-petroleo-no-brasil/ A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. “Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a […]

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A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”

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Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços 

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

 

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Alta do petróleo mobiliza potências do G7 em meio à guerra no Irã https://dnews.com.br/alta-do-petroleo-mobiliza-potencias-do-g7-em-meio-a-guerra-no-ira/ https://dnews.com.br/alta-do-petroleo-mobiliza-potencias-do-g7-em-meio-a-guerra-no-ira/#respond Mon, 09 Mar 2026 21:02:52 +0000 https://dnews.com.br/alta-do-petroleo-mobiliza-potencias-do-g7-em-meio-a-guerra-no-ira/ O aumento do preço do barril de petróleo vem mobilizando as potências ocidentais reunidas no G7, grupo dos países mais industrializados do mundo. Os ministros das finanças do grupo se reuniram, nesta segunda-feira (9), para discutir medidas contra a disparada dos preços no mercado mundial.   Por enquanto, as potências decidiram não liberar as reservas […]

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O aumento do preço do barril de petróleo vem mobilizando as potências ocidentais reunidas no G7, grupo dos países mais industrializados do mundo. Os ministros das finanças do grupo se reuniram, nesta segunda-feira (9), para discutir medidas contra a disparada dos preços no mercado mundial.  

Por enquanto, as potências decidiram não liberar as reservas de emergência para forçar a queda dos preços. O barril chegou a quase US$ 120, maior valor desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Houve um aumento de até 30% desde o início da guerra no Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.

As potências do G7 – França, Alemanha, Estados Unidos (EUA), Itália, Japão, Canadá e Reino Unido – discutiram a liberação das reservas estimadas em 1,2 bilhão de barris de petróleo, além de 600 milhões mantidos por obrigação governamental.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros, com bolsas caindo em todo o mundo.

As retaliações de Teerã contra alvos nos países do Golfo Pérsico também contribuíram para reduzir a oferta no mercado de grandes produtores como Bahrein e Catar.

“Além dos desafios da travessia do Estreito de Ormuz, uma parcela substancial da produção de petróleo foi reduzida. Isso está criando riscos significativos e crescentes para o mercado”, afirmou o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destacou à Agência Brasil que o mercado projetava, para 2026, um preço médio em torno dos US$ 70 o barril.

“Os mais impactados imediatamente devem ser, nessa ordem, Ásia e Europa. Só que, se o conflito se mantiver, se aprofundar, a tendência é que haja um impacto global de maiores repercussões”, comentou.

A AIE estima que 80% do petróleo que transitou pelo Estreito de Ormuz, em 2025, foi com destino à Ásia. “No entanto, os impactos de uma interrupção prolongada no transporte marítimo seriam globais”, disse a agência internacional.

Petrobras pode se beneficiar

Ticiana Álvares acrescentou que a Petrobras pode se beneficiar como alternativa à queda da oferta do óleo do Oriente Médio e estima que a China pode “segurar” o não fornecimento do Irã por cerca de dois meses.

“A própria geografia do fornecimento do petróleo vai ser impactada. O Brasil pode ser uma alternativa para o fornecimento de muita gente, elevando ainda mais a produção no Brasil. Os EUA também são grandes fornecedores de petróleo, principalmente de derivados”, completou Ticiana.

Liberação dos estoques

Apesar dos riscos para o mercado global, os países do G7 decidiram não liberar, por enquanto, os estoques de emergência, o que poderia derrubar os preços.

“Ainda não chegamos lá [na liberação das reservas]. O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se preciso for, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação dos estoques necessários”, disse à Reuters o ministro da Economia francês, Rolando Lescure.

Para a especialista do Ineep, os estoques da AIE não conseguem segurar o preço por muito tempo. “A medida estudada pelo G7 teria eficácia pequena porque isso sustenta por um tempo muito pequeno uma maior oferta de petróleo”, disse Ticiana.

 


Smoke rises following an explosion, after Israel and the U.S. launched strikes on Iran, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY
Smoke rises following an explosion, after Israel and the U.S. launched strikes on Iran, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 2, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY

Fumaça sobe após explosão depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã em 2 de março de 2026 – Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters – Proibido reprodução

Irã responsabiliza EUA e Israel

Autoridades iranianas destacam que a alta dos preços é responsabilidade dos EUA e de Israel, que iniciaram a agressão contra Teerã, conforme afirmou o presidente do Legislativo, Mohammad Bagher (MB) Ghalibaf.

“O impacto econômico dessa guerra, que se alastra para a infraestrutura em toda a região e no mundo, será vasto e duradouro. O preço do petróleo pode permanecer acima de US$ 100 por algum tempo. A política de Donald Trump pode levar à ruína não só a América, mas o mundo inteiro”, comentou MB em uma rede social.

Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a subida do valor do barril de petróleo é um preço “muito pequeno” a se pagar “pela segurança e paz dos EUA e do mundo”. “Só os tolos pensariam diferente”, afirmou. Para Trump, os preços cairão assim que a “ameaça” do Irã for eliminada.

 


10/01/2026 - Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã. Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
10/01/2026 - Trump diz que Estados Unidos “estão prontos para ajudar o Irã. Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Para Trump, preços do petróleo cairão quando “ameaça” do Irã for eliminada – Foto: Arquivo/Reuters/Jonathan Ernst/Proibida reprodução

França vai ao Mar Vermelho

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que o país enviará uma dúzia de navios de guerra e um porta-aviões para o Mar Vermelho na tentativa de possibilitar “a livre navegação e segurança marítima” perto do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã, em uma operação “puramente defensiva”.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, também manifestou preocupação com o aumento do preço da energia, com o governo de Berlim estudando a regulação mais rigorosa para empresas petrolíferas por meio de limites ao reajuste de preços, segundo informa a mídia alemã Deutschlandfunk.

Brasil e a inflação

Apesar de a Petrobras poder se beneficiar da queda na oferta de petróleo do Oriente Médio, o Brasil pode sofrer com uma inflação global ou com uma recessão mundial, caso a guerra se prolongue por muito tempo.

Especialista do Ineep, Ticiana Álvares pondera, por outro lado, que a Petrobras teria condições de amortecer o impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

“A Petrobras tem condições de segurar a variação do preço de importação de derivados. É possível amortecer os efeitos dessa alta nas bombas de gasolina, pelo menos por um tempo, aqui internamente no Brasil”, disse.

Porém, a especialista lembra que o amortecimento dos preços é limitado uma vez que o Brasil é importador de produtos derivados do petróleo, como gasolina e diesel, e hoje tem várias refinarias privadas.

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

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