Arquivo de Educação - DNEWS JORNAL https://dnews.com.br/category/educacao/ Notícias do Brasil e do Mundo Mon, 26 Jan 2026 00:48:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 170084987 Como os Estados Unidos compraram metade do seu território https://dnews.com.br/como-os-estados-unidos-compraram-metade-do-seu-territorio/ https://dnews.com.br/como-os-estados-unidos-compraram-metade-do-seu-territorio/#respond Mon, 26 Jan 2026 00:48:38 +0000 https://dnews.com.br/como-os-estados-unidos-compraram-metade-do-seu-territorio/ Donald Trump causou alvoroço na política internacional quando, no início de seu segundo mandato, verbalizou o desejo de anexar a Groenlândia (entre outros lugares) ao território americano. O que parecia ser um interesse estratégico tornou-se praticamente uma obsessão após seu governo capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro.  Independentemente do que pensam apoiadores e opositores de […]

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Donald Trump causou alvoroço na política internacional quando, no início de seu segundo mandato, verbalizou o desejo de anexar a Groenlândia (entre outros lugares) ao território americano.

O que parecia ser um interesse estratégico tornou-se praticamente uma obsessão após seu governo capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. 

Independentemente do que pensam apoiadores e opositores de Trump, a compra e anexação de territórios aos EUA não é novidade na história do país. Pelo contrário: é uma prática recorrente e que foi fundamental para a consolidação do país como a potência hegemônica no Ocidente.

A seguir, vamos entender melhor a gênese dessa prática e recapitular alguns dos principais episódios envolvendo anexação de territórios aos EUA após o nascimento da nação. 

Nação expansionista

“A lógica dos Estados Unidos, de 1776 para cá, foi a de dominação e controle”, define o professor Wesley Spinoza Santana, doutor em Educação, Arte e História da Cultura e docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Ele explica que, desde muito cedo, os EUA entenderam que a “lógica do capital” deveria definir não apenas as relações comerciais, mas também as políticas — e dentro de um sistema histórico em que o capital organiza a política, a expansão territorial aparece como uma consequência quase natural dessa engrenagem.

“Para nós termos uma ideia, os Estados Unidos se tornam independentes em 1776 e já no início do século XIX, em 1803, compram a Luisiana dos franceses”, comenta Santana.

O professor explica que à época da Independência dos Estados Unidos, o país já era uma potência comercial, com presença forte no Caribe e domínio do eixo Atlântico com a Europa.  “A ideia de ter condições de barganha, de negociar com a Europa, que um dia foi metrópole […], mostra o desenvolvimento dos Estados Unidos e a sua política imperialista desde a origem”, acrescenta o professor.

Para garantir a expansão e o controle de territórios, Santana destaca que os EUA usavam todas as “cartas disponíveis em seu baralho geopolítico. “Então esses acordos, essas compras, têem um quê de diplomacia, um quê de geopolítica, um quê de econômico e um quê de militarização”, resume.

Luisiana

A Compra da Luisiana, concluída em 1803, é considerada o marco inaugural da expansão territorial americana por via diplomática.

Em uma negociação com a França de Napoleão Bonaparte, os Estados Unidos adquiriram um território de cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, praticamente dobrando sua extensão territorial e redefinindo o futuro político da América do Norte.

O valor pago — US$ 15 milhões — foi modesto mesmo para os padrões da época e tornou-se símbolo de um dos negócios territoriais mais vantajosos da história do país. O montante equivale a algumas centenas de milhões de dólares atualmente

O contexto internacional foi decisivo. A França, enfraquecida por conflitos na Europa e pela revolta na República Dominicana, avaliou que manter a Louisiana era caro e arriscado. Inicialmente interessados apenas no porto de Nova Orleans, os diplomatas americanos acabaram aceitando a proposta de compra de todo o território.

A decisão colocou o presidente Thomas Jefferson diante de um dilema constitucional, já que a Carta não previa explicitamente aquisições territoriais. Ainda assim, o Congresso ratificou o acordo, consolidando a ideia de poderes implícitos do governo federal e estabelecendo um precedente duradouro para a expansão por compra.

Flórida

A incorporação da Flórida seguiu uma lógica distinta, não sendo necessariamente uma compra. Formalizada pelo Tratado de Adams-Onís, em 1819, a anexação não envolveu pagamento direto pelo território, mas resultou de uma combinação de instabilidade regional, pressão militar e enfraquecimento da Espanha.

Pouco povoada e mal defendida, a Flórida havia se tornado foco de tensões, e servia ndo de refúgio para indígenas seminoles e escravizados fugitivos.

Uma invasão ao território, conduzida por Andrew Jackson em 1818, evidenciou a disposição americana de agir militarmente, mesmo sem autorização explícita. Sem condições de reagir, a Espanha aceitou negociar.

Pelo tratado, os espanhóis cederameu a Flórida aos Estados Unidos, que assumiram indenizações de até US$ 5 milhões e, em contrapartida, renunciaram temporariamente a reivindicações sobre o Texas.

Territórios mexicanos

O capítulo mais conflituoso da expansão territorial dos EUA envolveu territórios que pertenciam ao México.

O processo teve início com a independência do Texas, em 1836, e sua posterior anexação pelos Estados Unidos, em 1845. Essa decisão levou à ruptura diplomática com o governo mexicano.

A disputa sobre a fronteira texana escalou para a Guerra Mexicano-Americana (1846–1848), vencida pelos EUA.

O Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado em 1848, formalizou a chamada Cessão Mexicana. Pelo acordo, o México cedeu cerca de 55% de seu território original, incluindo áreas que hoje correspondem a partes da Califórnia, Nevada, Utah, Novo México, Arizona e Colorado.

Em troca, os Estados Unidos pagaram US$ 15 milhões e assumiram dívidas do governo mexicano com cidadãos americanos. O tratado redefiniu profundamente o mapa do Oeste e acelerou a ocupação dessas regiões.

Em 1853, a Compra Gadsden completou o redesenho da fronteira sul. Por US$ 10 milhões, os EUA adquiriram cerca de 78 mil quilômetros quadrados no sul do Arizona e do Novo México, com o objetivo estratégico de viabilizar uma ferrovia transcontinental.

Juntos, esses episódios consolidaram a fronteira atual entre os dois países e demonstraram como a expansão americana combinou guerra, diplomacia e transações financeiras.

Alasca

A compra do Alasca, em 1867, ampliou a presença dos Estados Unidos para além do continente contínuo.

O território foi adquirido do Império Russo por US$ 7,2 milhões, em um contexto de dificuldades financeiras e estratégicas enfrentadas por São Petersburgo. Temendo perder o Alasca para os britânicos em um conflito futuro, a Rússia optou por vendê-lo aos americanos.

À época, o negócio foi alvo de críticas e ironias; o acordo foi , sendo chamado de “loucura de Seward” (então secretário de Estado americano).

Décadas depois, a descoberta de riquezas minerais e a importância estratégica do território no Ártico mudaram essa percepção. O Alasca tornou-se estado em 1959 e passou a ser visto como uma das aquisições mais visionárias da história americana.

Havaí

A anexação do Havaí marcou a transição dos EUA para uma potência com ambições ultramarinas. Em 1893, um grupo de plantadores e comerciantes organizou um golpe de Estado contra a monarquia local, com apoio de representantes diplomáticos e da presença militar americana no arquipélago.

A rainha foi deposta e, para evitar derramamento de sangue, optou por não resistir militarmente, esperando que os Estados Unidos revertessem o golpe — o que não ocorreu.

Isso ocorreu sobretudo porque, durante a Guerra Hispano-Americana, o Havaí passou a ser visto como essencial para operações militares no Pacífico. Apesar da resistência de parte da população nativa, a anexação consolidou a presença americana na região.

O arquipélago tornou-se estado apenas em 1959, encerrando um ciclo iniciado no auge do expansionismo do século XIX.

Groenlândia: um interesse antigo

É à luz desse histórico que se insere o interesse americano pela Groenlândia. Desde o século XIX, logo após a compra do Alasca, autoridades dos EUA cogitaram estender sua influência no Ártico com a aquisição da ilha.

Ao longo do século XX, esse interesse ressurgiu, incluindo uma oferta formal feita em 1946, recusada pela Dinamarca.

A presença militar americana na ilha consolidou-se durante a Segunda Guerra Mundial e foi formalizada no pós-guerra por acordos de defesa.

Nas últimas décadas, porém, fatores como recursos naturais, rotas estratégicas e rivalidade global reacenderam o debate. Recentemente, com Donald Trump, a ideia de adquirir ou controlar a Groenlândia voltou ao centro da política internacional, provocando reações duras de Copenhague e das lideranças locais.

Novo contexto

A recorrência histórica da expansão territorial americana ajuda a compreender por que a ideia de “comprar” a Groenlândia não soa absurda dentro de certos círculos políticos dos Estados Unidos.

Trata-se de uma mentalidade moldada desde o nascimento da nação.

 O que mudou não foi a lógica, mas o contexto em que ela se expressa e as resistências que encontra.

No século XXI, anexações não se fazem apenas com tratados e cheques. Elas esbarram em soberanias consolidadas, identidades locais e em uma ordem internacional que, embora frágil, ainda impõe limites à lógica do mais forte.

Por isso, Aa Groenlândia, nesse sentido, funciona como um espelho histórico: ao mesmo tempo em que revela a persistência do expansionismo americano, expõe as tensões de um mundo que já não aceita tão facilmente as regras do século XIX.

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Lula assina MP que muda cálculo para aumento salarial de professores https://dnews.com.br/lula-assina-mp-que-muda-calculo-para-aumento-salarial-de-professores/ https://dnews.com.br/lula-assina-mp-que-muda-calculo-para-aumento-salarial-de-professores/#respond Thu, 22 Jan 2026 12:48:05 +0000 https://dnews.com.br/lula-assina-mp-que-muda-calculo-para-aumento-salarial-de-professores/ O governo Lula (PT) publicou, na edição desta quarta-feira (21) do Diário Oficial da União , a Medida Provisória (MP) nº 1.334, que muda o cálculo para o reajuste do piso nacional do magistério, aplicável a todos os professores do ensino básico na rede pública. Com a MP, a atualização do salário dos professores passa […]

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O governo Lula (PT) publicou, na edição desta quarta-feira (21) do Diário Oficial da União , a Medida Provisória (MP) nº 1.334, que muda o cálculo para o reajuste do piso nacional do magistério, aplicável a todos os professores do ensino básico na rede pública.

Com a MP, a atualização do salário dos professores passa a, obrigatoriamente, superar a inflação. Hoje, o valor é de R$ 4.867,77 para uma jornada de 44 horas semanais. Pela regra antiga, o salário iria, em 2026, para R$ 4.885,77 (aumento de R$ 18). Agora, a atualização precisa passar o piso para R$ 5.130,63 (aumento de 5,4% ou R$ 262,86). Os estados e municípios têm como recurso para lidar com as despesas no ensino público o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A nova fórmula soma a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a metade da média de variação da receita dos estados e municípios, tendo como referência o próprio Fundeb. O resultado final não pode ser menor do que o INPC e nem maior do que a variação da receita do Fundeb nos dois anos anteriores. Antes disso, o reajuste precisava apenas ser igual ao Valor Aluno Ano (VAAF) dos dois anos anteriores.

O ministro da Educação, Camilo Santana, chamou a nova regra de “vitória histórica dos professores de todo o Brasil” e classificou a atitude de Lula como “respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar.”

A conta ficará com estados e municípios. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) chama a medida de “oportunista e eleitoreira” e estima um impacto de R$ 8 bilhões. A entidade chama a atenção para a situação financeira diferenciada de cada município e defende que cada prefeitura possa negociar com seus respectivos professores.

VEJA TAMBÉM:

  • Lula e ministros assinam MP que altera cálculo para piso do magistério. Municípios defendem liberdade para negociação.

    Municípios chamam de “oportunista e eleitoreira” MP de Lula que altera cálculo para aumento a professores

“A Confederação destaca que o governo federal faz mais uma vez bondade com chapéu alheio e enfatiza que não se constrói valorização da educação com medidas casuísticas, nem se respeita o pacto federativo com decisões unilaterais em ano eleitoral. O piso deve ser política de Estado, responsável e consequente”, conclui a nota assinada pelo presidente Paulo Ziulkoski.

A norma já está em vigor. Por ser uma Medida Provisória, precisa passar pelo aval do Congresso Nacional em até 120 dias. Depois disso, ela perde a validade (caduca).

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30% dos cursos de Medicina têm nota baixa; confira resultados https://dnews.com.br/30-dos-cursos-de-medicina-tem-nota-baixa-confira-resultados/ https://dnews.com.br/30-dos-cursos-de-medicina-tem-nota-baixa-confira-resultados/#respond Tue, 20 Jan 2026 17:50:23 +0000 https://dnews.com.br/30-dos-cursos-de-medicina-tem-nota-baixa-confira-resultados/ Cerca de 30% dos cursos de Medicina do Brasil tiveram desempenho abaixo do esperado no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação na última segunda-feira (19) e estão disponíveis na tabela abaixo. Dos 350 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e devem sofrer […]

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Cerca de 30% dos cursos de Medicina do Brasil tiveram desempenho abaixo do esperado no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação na última segunda-feira (19) e estão disponíveis na tabela abaixo.

Dos 350 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e devem sofrer sanções, como suspensão de vestibulares e restrições de acesso a programas de financiamento estudantil a partir de 2026. Além disso, apenas 30 faculdades alcançaram nota máxima — conceito 5.

O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) é o novo critério do Ministério da Educação (MEC) para medir a qualidade da formação médica no Brasil. A proposta gerou divergência entre conselhos profissionais da área e representantes de instituições privadas de ensino superior no final do ano passado, mas foi oficializada.

A partir de agora, a prova substitui o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de Medicina. Ela será aplicada anualmente por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais e competências profissionais esperadas de futuros médicos.

Segundo dados preliminares do MEC, mais de 96 mil estudantes participaram desta primeira edição do exame, que abrangeu concluintes e profissionais já formados que pretendem usar o resultado da avaliação para seleção em residências médicas.  

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Enamed expõe “problema estrutural gravíssimo”, diz presidente do CFM https://dnews.com.br/enamed-expoe-problema-estrutural-gravissimo-diz-presidente-do-cfm/ https://dnews.com.br/enamed-expoe-problema-estrutural-gravissimo-diz-presidente-do-cfm/#respond Tue, 20 Jan 2026 14:45:02 +0000 https://dnews.com.br/enamed-expoe-problema-estrutural-gravissimo-diz-presidente-do-cfm/ O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comentou os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados nesta segunda-feira (19). Para ele, o dado da primeira edição “é assustador”. Cerca de 14 mil médicos formados em 2025 atingiram notas 1 e 2 em uma escala que vai até […]

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O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comentou os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados nesta segunda-feira (19). Para ele, o dado da primeira edição “é assustador”. Cerca de 14 mil médicos formados em 2025 atingiram notas 1 e 2 em uma escala que vai até 5.

O exame foi aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC). Para Hiran, “Quando mais de um terço dos egressos de Medicina obtêm desempenho considerado insuficiente pelo próprio MEC, estamos diante de um problema estrutural gravíssimo.”

A avaliação atinge apenas as instituições de ensino. O CFM, no entanto, defende que haja aos médicos recém-formados uma prova nos moldes do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cuja aprovação seja obrigatória para o exercício da profissão. O Enamed é obrigatório, mas não impede o exercício da Medicina, embora abra portas para o programa de residência médica unificado do MEC.

VEJA TAMBÉM:

  • Cursos de medicina têm baixo desempenho em exame e MEC deve restringir vagas
  • “OAB da Medicina” acirra disputa entre CFM e faculdades privadas

O senador Marcos Pontes (PL-SP) apresentou uma proposta nesse sentido. Atualmente, ela tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Hoje, são 304 cursos de Medicina ativos no Brasil. Um terço deles não conseguiu desempenho satisfatório de pelo menos 60% dos concluintes.

Agora, o MEC irá conceder prazo de 30 dias para que as faculdades prestem esclarecimentos. Depois disso, entram em vigor sanções que vão desde a redução do número de vagas autorizadas até a suspensão de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). São 99 os cursos com risco de penalização.

Estão sujeitas às sanções apenas as universidades federais e instituições privadas. Instituições de ensino público estaduais ou municipais são supervisionadas pelas secretarias a que estão vinculadas.

Os piores resultados registrados foram de estudantes da rede municipal. Entre eles, a média ficou em 49,7% da pontuação máxima, resultado considerado insuficiente.

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MEC revê piso salarial dos professores após pressão sindical https://dnews.com.br/mec-reve-piso-salarial-dos-professores-apos-pressao-sindical/ https://dnews.com.br/mec-reve-piso-salarial-dos-professores-apos-pressao-sindical/#respond Mon, 19 Jan 2026 17:11:55 +0000 https://dnews.com.br/mec-reve-piso-salarial-dos-professores-apos-pressao-sindical/ A previsão de reajuste de apenas 0,37% do piso salarial para professores da educação básica, equivalente a cerca de R$ 18,00, gerou forte reação de sindicatos contra o governo Lula. Após a informação ser divulgada, o ministro da Educação, Camilo Santana, publicou um vídeo nas redes sociais garantindo que, até o fim do mês, apresentará […]

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A previsão de reajuste de apenas 0,37% do piso salarial para professores da educação básica, equivalente a cerca de R$ 18,00, gerou forte reação de sindicatos contra o governo Lula. Após a informação ser divulgada, o ministro da Educação, Camilo Santana, publicou um vídeo nas redes sociais garantindo que, até o fim do mês, apresentará uma medida provisória com um novo cálculo e um valor maior para o piso do magistério.

A Lei do Piso do Magistério determina que o reajuste seja calculado a partir do Valor Anual por Aluno (VAAF) do Fundo Nacional de Educação dos dois anos anteriores. Em 2026, esse critério resultou no valor de 0,37%, ficando bem abaixo da inflação de 2025, que foi de 4%. Se a fórmula se mantiver, a previsão para 2027 também aponta para um aumento abaixo da inflação ou até mesmo nulo.

“Quero dizer que hoje eu tive uma reunião com o presidente Lula, acompanhado pelo ministro da Casa Civil e o ministro da Fazenda, e dizer que em breve nós vamos anunciar medidas de mudanças do cálculo para o piso do magistério brasileiro. Nós não podemos admitir que a regra atual com esse cálculo vai dar apenas 0,37% para os professores. Isso é inadmissível”, prometeu Santana, em vídeo publicado.

Por que Bolsonaro deu 33,24% de aumento a professores em 2022

A atualização da lei do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) em 2020 alterou o VAAF e determinou que o Congresso Nacional deveria elaborar uma lei específica para tratar do reajuste salarial dos professores. Com essa brecha, a cúpula do MEC no governo Bolsonaro defendeu que o aumento fosse vinculado ao INPC, índice que mede a inflação.

A proposta na época enfrentou resistência de sindicatos, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que defendiam a manutenção vinculada ao VAAF, que naquele ano havia registrado um aumento elevado, para garantir reajustes superiores à inflação, na tentativa de compensar a defasagem salarial da categoria.

Diante da pressão, Bolsonaro manteve o critério previsto na Lei do Piso do Magistério. Com a mudança do Fundeb aprovada pelo Legislativo em 2020, os recursos ao Fundo cresceram significativamente em 2022, fazendo o valor aluno/anual disparar e possibilitando o aumento recorde de 33,24%, dado pelo ex-presidente.

MEC agora tem cenário de cortes e contingenciamento

Diferentemente de 2022, o Fundeb sofreu contingenciamento e cortes nos últimos dois anos, impulsionados pela PEC do corte de gastos, aprovada em 2024, e por decisões do governo Lula que reduziram as transferências ao Fundo. Essa redução impactou diretamente o VAAF e, consequentemente, o reajuste salarial dos professores.

Com a projeção de aumentos irrisórios para 2026 e 2027, os sindicatos passaram a exigir mudanças na fórmula de cálculo. Entre as propostas, está a incorporação da inflação com ganho real, somada a uma porcentagem do VAAF.

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Cursos de medicina têm baixo desempenho em exame https://dnews.com.br/cursos-de-medicina-tem-baixo-desempenho-em-exame/ https://dnews.com.br/cursos-de-medicina-tem-baixo-desempenho-em-exame/#respond Mon, 19 Jan 2026 16:10:54 +0000 https://dnews.com.br/cursos-de-medicina-tem-baixo-desempenho-em-exame/ Um terço dos cursos de graduação em Medicina do Brasil foi mal avaliado pelo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, novo critério de avaliação instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para medir a qualidade da formação médica no País. Dos 351 cursos analisados, aproximadamente 99 ficaram com os conceitos 1 e 2 — classificações consideradas insatisfatórias. […]

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Um terço dos cursos de graduação em Medicina do Brasil foi mal avaliado pelo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, novo critério de avaliação instituído pelo Ministério da Educação (MEC) para medir a qualidade da formação médica no País. Dos 351 cursos analisados, aproximadamente 99 ficaram com os conceitos 1 e 2 — classificações consideradas insatisfatórias.

Na escala de avaliação, que varia de 1 a 5, notas 1 e 2 são consideradas abaixo do proficiente. Além dos cerca de 99 cursos mal avaliados, apenas 30 alcançaram a nota máxima (conceito 5), enquanto a quantidade de cursos com conceito intermediário (3 e 4) variou de acordo com a instituição.

O desempenho deficiente se concentrou, sobretudo, em determinadas categorias de instituições de ensino: cursos públicos municipais e privados com fins lucrativos foram os que mais registraram notas insatisfatórias, segundo levantamento extraoficial de desempenho. Por outro lado, instituições públicas federais e estaduais tendem a registrar melhores resultados nas faixas superiores de conceito.

Segundo dados preliminares divulgados pelo MEC, a participação dos estudantes superou 96 mil inscrições confirmadas em toda a primeira edição do exame, abrangendo concluintes e profissionais formados que optaram por utilizar o resultado também na seleção de residências médicas.

O Enamed, criado em abril de 2025 por meio de portaria do MEC, substituiu a avaliação tradicional do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de Medicina. A prova foi aplicada no dia 19 de outubro de 2025 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais e critérios relacionados às competências profissionais esperadas de futuros médicos.

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  • “OAB da Medicina” acirra disputa entre CFM e faculdades privadas
  • CFM e faculdades de medicina travam embate no STF por fiscalização de estágios

Ministério da Educação deve impor restrições à univerdades diante dos resultados 

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta segunda-feira (19), em reunião com a imprensa, que os cursos mal avaliados vão passar por penalidades. Ele lembrou que as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério e por isso, não podem ser punidas.

Instituições com desempenho considerado insatisfatório podem ser submetidas a um regime de supervisão estratégica no ciclo avaliativo a partir de 2026. Isso inclui restrições administrativas como impedimento de ampliação de vagas, suspensão de vestibulares e proibição de oferta de novos cursos, além de possíveis penalidades no acesso a programas de financiamento estudantil e bolsas vinculadas ao Fies e ao ProUni.

“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, disse Camilo.

Entre as medidas previstas, o MEC afirmava que cursos de Medicina com desempenho abaixo do padrão poderiam enfrentar penalizações mais severas, inclusive a desativação de turmas ou fechamento de cursos, caso não haja melhoria nos indicadores ao longo do tempo.

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Ex-juíza Ludmila Grilo aponta “bizarrices” de Moraes contra CFM https://dnews.com.br/ex-juiza-ludmila-grilo-aponta-bizarrices-de-moraes-contra-cfm/ https://dnews.com.br/ex-juiza-ludmila-grilo-aponta-bizarrices-de-moraes-contra-cfm/#respond Thu, 08 Jan 2026 21:25:01 +0000 https://dnews.com.br/ex-juiza-ludmila-grilo-aponta-bizarrices-de-moraes-contra-cfm/ A ex-juíza Ludmila Grilo — aposentada compulsoriamente pelo TJ-MG que segue em asilo político nos Estados Unidos — apontou “bizarrices” na decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM). O Conselho apuraria possíveis falhas na assistência de saúde prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, mas foi […]

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A ex-juíza Ludmila Grilo — aposentada compulsoriamente pelo TJ-MG que segue em asilo político nos Estados Unidos — apontou “bizarrices” na decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM). O Conselho apuraria possíveis falhas na assistência de saúde prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, mas foi barrado por Moraes na última quarta-feira (7). Os apontamentos de Ludmila foram realizados durante super live do 8 de janeiro nesta quinta-feira (8).

Segundo ela, o primeiro problema é que Moraes apresenta decisão a respeito de uma instituição que não é parte do processo envolvendo Bolsonaro. “Esse modelo de tirania ainda não tinha acontecido”, comentou, ao classificar o fato como “bizarrice diferente daquelas que ele [Moraes] costumava praticar” e ainda mais grave por ser “inexistente no mundo jurídico”.

A ex-juíza explicou ainda que a decisão foi dada de ofício, sem solicitação da Polícia Federal (PF) ou da Procuradoria-Geral da República (PGR), como deve ocorrer. De acordo com ela, o ministro citou notícias veiculadas pela imprensa e agiu sem pedido formal do Ministério Público, violando um princípio chamado de inércia de jurisdição. “Ele é promotor e juiz ao mesmo tempo”, apontou a juíza.

Ludmila explicou ainda que Moraes “fingiu” não saber que o CFM tem competência para atuar como órgão fiscalizador da conduta dos médicos que atuam na PF como peritos. “Todos eles estão sujeitos às normas éticas do CFM e dos conselhos regionais”, ressaltou a ex-juíza, afirmando que o ministro ignorou essa atribuição do CFM e “constrangeu o presidente do Conselho a ser ouvido pela Polícia Federal, como se tivesse praticado grande delito.”

Segundo ela, Moraes está perseguindo uma entidade de classe ao proibi-la de fazer seu trabalho de instaurar procedimentos para investigar a ética médica. “É uma sucessão de arbítrios, a coisa não tem fim”, finalizou.

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Brasil vai na contramão e amplia laços universitários com a China https://dnews.com.br/brasil-vai-na-contramao-e-amplia-lacos-universitarios-com-a-china/ https://dnews.com.br/brasil-vai-na-contramao-e-amplia-lacos-universitarios-com-a-china/#respond Sat, 20 Dec 2025 22:24:04 +0000 https://dnews.com.br/brasil-vai-na-contramao-e-amplia-lacos-universitarios-com-a-china/ Ampliar as conexões com a China, para além dos resultados já expressivos alcançados em 2025: 3.966 matrículas em cursos de língua chinesa, 1.182 exames de proficiência realizados, mais de 25 atividades culturais, com cerca de 50 mil participantes, e mais de 50 delegações chinesas recebidas ao longo do ano. Este é o objetivo declarado da […]

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Ampliar as conexões com a China, para além dos resultados já expressivos alcançados em 2025: 3.966 matrículas em cursos de língua chinesa, 1.182 exames de proficiência realizados, mais de 25 atividades culturais, com cerca de 50 mil participantes, e mais de 50 delegações chinesas recebidas ao longo do ano.

Este é o objetivo declarado da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), que desde 2008 mantém, via universidade de Huei, uma parceria com o Instituto Confúcio, uma organização criada pelo governo chinês quatro anos antes. Atualmente, a iniciativa chinesa parte de uma rede internacional de mais de 500 unidades, presentes em 146 países, “que têm por missão o ensino e a promoção da língua e da cultura chinesa”, segundo a página oficial.

O intercâmbio com a instituição paulista é estendido, via convênios, à Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e à Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mas outras universidades brasileiras, principalmente públicas, mas também privadas, mantêm parcerias próprias com o Instituto Confúcio – a lista inclui Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de Brasília (UnB).

No caso da Unesp, o incentivo ao intercâmbio com instituições de ensino e pesquisas chineses já se tornou tradição, como informa uma notícia publicada, em novembro de 2024, na página oficial da instituição: “Nos últimos tempos tem se tornado uma espécie de tradição que, ao final do ano, a Unesp envie uma delegação de representantes à China. A principal motivação para essas visitas é a participação da universidade na reunião anual do Instituto Confúcio, mas a agenda em geral costuma incorporar também reuniões com instituições de ensino e pesquisa do país asiático, no intuito de prospectar possíveis parcerias no âmbito acadêmico e científico”. No conteúdo que consta do site da Unesp, o reitor, Pasqual Barretti, concedia uma entrevista em que dizia: “Podemos ser a universidade parceira número um da China”.

Um ano depois, em novembro de 2025, a atual reitora da instituição, Maysa Furlan, também visitou o país. Foi recebida pelo reitor da Universidade Jiao Tong de Xangai, Ding Kuiling. Na Universidade de Huei, anunciou a criação do curso de graduação em Língua e Cultura Chinesa no campus de Assis (SP), previsto para ter início já no segundo semestre de 2026.

Quantos estudantes brasileiros a Unesp envia ao território chinês? “Apenas para o aprendizado da língua, via Instituto Confúcio, em média, 50 alunos por ano, mas há outros acordos de cooperação em áreas específicas, sobretudo na área de tecnologia, com universidades chinesas, que também contemplam intercâmbio de professores e alunos”, responde Luis Antonio Paulino, diretor do Instituto Confúcio na Unesp.

Reação nos países desenvolvidos

Em pouco mais de duas décadas de existência, o instituto galgou espaços em centros universitários de todo o mundo. Como descreve a jornalista Madeleine Lacsko em artigo para a Gazeta do Povo, a escolha do nome é curiosa: “O Partido Comunista Chinês atacou sistematicamente Confúcio nas décadas anteriores porque ele representava tudo o que a Revolução Cultural queria pisotear: valores conservadores, hierárquicos e patriarcais. Mas o China Post, jornal independente de Taiwan, explicou por que este foi o nome dado à instituição: ‘Certamente, a China teria feito poucos progressos se os tivesse nomeado como Institutos Mao, ou até mesmo os Institutos Deng Xiaoping, mas, ao tomar emprestado o nome Confúcio, criou uma marca que foi imediatamente reconhecida como um símbolo de cultura chinesa, radicalmente diferente da imagem do Partido Comunista’.”

Com o passar do tempo, uma série de países desenvolvidos passou a proibir, restringir ou retirar financiamento de suas atividades. A lista inclui Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Suécia, Austrália, França e Espanha – a jornalista e documentarista chinesa que vive no Canadá, Doris Liu, mantém uma lista atualizada das dezenas de instituições que deixaram de manter vínculos com o instituto. Além disso, a organização Human Rights Watch recomenda fortemente que universidades de todo o mundo evitem alimentar quaisquer conexões com a entidade chinesa.

“Rivalidade estratégica”

“A Unesp mantém acordos de cooperação com centenas de universidades em todo o mundo. A parceria com o Instituto Confúcio se insere nesse contexto na medida em que, pelo ensino da língua, facilita o intercâmbio científico com universidades chinesas que hoje lideram pesquisas em setores de ponta de interesse do Brasil e da Unesp como, por exemplo, transição energética”, afirma Paulino, que é supervisor convidado do programa Master of Teaching Chinese Language to Speakers of Other Languages (MTCSOL) da Universidade de Hubei, onde também atua como pesquisador do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Hubei.

Sobre a lista de países que vem restringindo as atividades do instituto, o diretor declara: “Trata-se de decisões políticas, no contexto da rivalidade estratégica entre potências ocidentais e China, na medida em que a China vai tomando a dianteira em inúmeras tecnologias que, na visão desses países, colocam em risco sua hegemonia econômica e tecnológica”.

A medida é ineficaz, argumenta ele. “A China, em termos de tecnologia, alcançou um ponto de não retorno e não serão medidas desse tipo que impedirão o desenvolvimento tecnológico da China e o aumento da sua influência global. Seria muito mais sensato, em vez de tentar impedir o desenvolvimento chinês, que, em última instância, é positivo para a economia mundial no seu conjunto (e para o Brasil em particular), investir mais em ciência e tecnologia para manter a dianteira tecnológica que esses países ainda têm, eventualmente, em relação à China”. 

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O método Paulo Freire alicia estudantes para a seita woke https://dnews.com.br/o-metodo-paulo-freire-alicia-estudantes-para-a-seita-woke/ https://dnews.com.br/o-metodo-paulo-freire-alicia-estudantes-para-a-seita-woke/#respond Sat, 29 Nov 2025 18:58:28 +0000 https://dnews.com.br/o-metodo-paulo-freire-alicia-estudantes-para-a-seita-woke/ Este artigo é um recorte do livro “Escola Woke: Como o Método Paulo Freire foi retrofitado para os dias de hoje”, de Anamaria Camargo. Pais e mães brasileiros têm cada vez menos liberdade para fazer reais escolhas para a educação de seus filhos. Embora os mais atingidos sejam obviamente aqueles que não podem pagar por […]

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Este artigo é um recorte do livro “Escola Woke: Como o Método Paulo Freire foi retrofitado para os dias de hoje”, de Anamaria Camargo.

Pais e mães brasileiros têm cada vez menos liberdade para fazer reais escolhas para a educação de seus filhos. Embora os mais atingidos sejam obviamente aqueles que não podem pagar por uma escola privada, eles não são os únicos, uma vez que, mesmo na rede privada, a diversidade de oferta curricular tem sido continuamente tolhida. Afinal, os currículos de todas as escolas, sejam públicas ou privadas, precisam incluir os objetivos de aprendizagem estabelecidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Pior: os cursos de formação de todos os professores, de todas as escolas, públicas ou privadas, devem obrigatoriamente seguir currículos chancelados pelo Ministério da Educação (MEC).

Embora ainda existam materiais didáticos abertamente enviesados por conteúdos “marxistas raiz”, eles não representam o maior risco porque são transparentes, fáceis de apontar. Já a linguagem woke, por seu lado, manifesta-se em palavras e expressões que conhecemos, mas cujos significados foram corrompidos sem que a maioria de nós se desse conta. Diversidade, empatia, inclusão, equidade, resiliência, democracia, sustentabilidade, bem-estar, tolerância e direitos humanos são apenas alguns exemplos. Deturpados, tais termos estão presentes em documentos oficiais de órgãos do governo brasileiro que determinam abordagens educacionais, conteúdos curriculares, formação docente e políticas de combate à violência nas escolas, entre outros.

É importante lembrar que nem todos os que usam a linguagem woke em contextos educacionais o fazem com intuito de enganar ou manipular. Muitos professores simplesmente não aprenderam outra forma de falar sobre o seu trabalho senão através de algum arremedo de pedagogia neomarxista e doutrina woke. Por isso, pais e mães precisam ser capazes de questionar mesmo pessoas insuspeitas e provavelmente bem-intencionadas, como o coordenador acadêmico que pretende levar adiante um projeto interdisciplinar que mistura matemática e racismo ou a diretora que adota políticas disciplinares, talvez estranhas ao que você considere de bom senso, para lidar com alunos violentos.

Dito isso, que não restem dúvidas: há também professores e gestores educacionais que não ignoram a manipulação, mas se sentem legitimados em assim agir porque são movidos pela “missão” de despertar a “consciência crítica” de crianças e adolescentes para que “transformem o mundo” segundo os cânones da doutrina woke. São aqueles que leram os textos sagrados de Paulo Freire, de onde pinçam os trechos que regurgitam para embasar as práticas pedagógicas atuais. Refiro-me aqui principalmente ao Método Paulo Freire, que foi retrofitado para os dias de hoje e cuja linguagem e relações com o wokismo vamos desvelar.

O wokismo é, antes de tudo, uma seita totalitária, coletivista e fundamentalista e, apesar da tão defendida laicidade do ensino estatal, está presente, em maior ou menor grau, em todas as escolas públicas brasileiras. É evidente que pais e mães woke devem poder acessar escolas privadas cuja missão seja explicitamente woke. Por outro lado, não há como justificar que sejam impostos a escolas públicas e privadas, laicas ou confessionais tradicionais, o proselitismo e os ensinamentos de uma doutrina sectária que explicitamente refuta os valores judaico-cristãos e a epistemologia ocidental, que tem por fundamentos a racionalidade e a lógica.

Levada a cabo através da formação docente, dos documentos curriculares, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que orienta os conteúdos escolares, e da compulsoriedade da frequência a escolas chanceladas pelo MEC para crianças dos 4 aos 17 anos, tal imposição representa um poderoso entrave à liberdade de escolha educacional. Impede pais e mães de exercerem não apenas o direito de garantir um ensino robusto, baseado na racionalidade das ciências e na profundidade estética da literatura e da arte, como também o direito de transmitir os seus valores morais e/ou religiosos aos seus filhos. Mesmo que não saibamos até que ponto as determinações expressas nos documentos da política educacional do Estado de fato se concretizam nas salas de aula, não há dúvida quanto à intenção de fazer com que professores doutrinem crianças e adolescentes conforme os dogmas woke. Exercer o protagonismo que lhes cabe na educação dos seus filhos e o direito de escolher para eles uma escola que não seja woke depende, em primeiro lugar, que pais e mães sejam capazes de identificar as práticas e, principalmente, a linguagem da Escola Woke, para, então, reagir pontualmente ou por meio de movimentos de base comprometidos com o fim da hegemonia woke imposta pelo Estado nas escolas brasileiras.

A ideia aqui é discernir os termos usados nesses documentos, contextualizando-os e referenciando-os, para que restem claras as intenções de quem os produziu. A partir desse entendimento, será possível identificar linguagem semelhante no contexto escolar dos seus filhos, na mídia e nas propostas de, assim intitulados, especialistas em educação mais interessados na disseminação do wokismo do que na educação em si mesma. Dessa forma, pais, mães e cidadãos em geral estarão mais bem posicionados para reagir.

O que é o wokismo

De maneira bem resumida, o wokismo é a seita baseada na crença de que todas as relações sociais e tudo o que a sociedade produz resultam da ação, consciente ou não, de grupos que desejam manter os sistemas de poder que os beneficiam, às custas de grupos oprimidos, marginalizados. Esses sistemas de poder, tais como o racismo estrutural e a homofobia, reforçam os privilégios de uns, enquanto impõem barreiras a outros, conforme suas identidades. Como as pessoas têm múltiplas identidades — por exemplo, raça/etnia, sexo, orientação sexual, religião, aparência gorda ou magra, capacidade física e mental etc. —, elas são mais ou menos oprimidas ou mais ou menos opressoras conforme as interseções de suas identidades com os sistemas de poder. Essas interseções definem a posicionalidade de cada um. Assim, supostamente, a experiência de opressão de uma mulher negra heterossexual é diferente da de uma mulher negra homossexual, e a de uma mulher negra homossexual magra, diferente da de uma mulher negra homossexual gorda, e assim por diante.

O sectário woke refere-se a essa crença como consciência crítica, e, para ele, quem a possui — quem “acordou” — tem como missão transformar a sociedade ocidental, fundada em valores judaico-cristãos, em uma sociedade fundada na justiça social. Representa entender sua posicionalidade e nela basear e justificar todas as suas ações e relações. A partir dessa autoconsciência, cabe ao sectário engajar-se como ativista, ou, pelo menos, como aliado, na luta contra as ideologias que mantêm os tais sistemas de poder. Supostamente, é a adesão cega a essas ideologias — principalmente a supremacia branca, o patriarcado e a cis-heteronormatividade — que garantem a reprodução do status quo através de instituições como família, religião e educação. A Escola Woke é, portanto, no seu sentido primeiro, aquela cuja missão fundamental é (de)formar crianças e jovens, transformando-os em ativistas e aliados.

Conforme pretendo demonstrar ao longo deste livro, Paulo Freire, ainda que megalomaníaco, provavelmente não supôs que influenciaria a formação de uma seita como o wokismo, hoje absolutamente hegemônico nas instituições educacionais do mundo ocidental. A presença de Freire é, no entanto, indiscutível. Referências implícitas ou explícitas ao seu pensamento estão em diversos cursos de formação universitária e nos critérios para financiamento de pesquisas pretensamente científicas — não apenas na área de Educação e das Humanidades em geral. Estão também em documentos da Unesco que embasam metas globalistas com as quais o Brasil se comprometeu e em planos nacionais e estaduais de educação.

Criticamente, estão nas salas de aulas, onde o Método Paulo Freire, uma vez repaginado (retrofitado) em abordagens pretensamente pedagógicas, é utilizado para o aliciamento de crianças e adolescentes para a seita woke. Ainda que não seja possível provar que o wokismo não existiria sem Paulo Freire, parece claro que, sem a sua influência, provavelmente o wokismo seria muito menos nefasto.

Anamaria Camargo é mestre em Educação pela Universidade de Hull, na Inglaterra, e diretora-executiva do Instituto Livres pra Escolher.

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Como evitar golpes na Black Friday: conheça seus direitos e faça compras seguras https://dnews.com.br/como-evitar-golpes-na-black-friday-conheca-seus-direitos-e-faca-compras-seguras/ https://dnews.com.br/como-evitar-golpes-na-black-friday-conheca-seus-direitos-e-faca-compras-seguras/#respond Wed, 26 Nov 2025 19:40:57 +0000 https://dnews.com.br/?p=104683 Advogada fornece dicas para evitar problemas no período de promoções Com a proximidade da Black Friday, a maior temporada de descontos do ano, é fundamental que os consumidores se preparem para evitar fraudes e garantir uma experiência de compra segura. Saber seus direitos e tomar precauções contra golpes comuns é essencial para aproveitar as promoções […]

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Advogada fornece dicas para evitar problemas no período de promoções

Com a proximidade da Black Friday, a maior temporada de descontos do ano, é fundamental que os consumidores se preparem para evitar fraudes e garantir uma experiência de compra segura. Saber seus direitos e tomar precauções contra golpes comuns é essencial para aproveitar as promoções de maneira tranquila.

Priscila Rosa, advogada e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UNINASSAU Rio de Janeiro, destaca o Direito de Arrependimento como uma ferramenta importante. “Previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), ele permite que o cliente desista de uma compra on-line em até 7 dias após o recebimento do produto, com a devolução do valor pago de forma imediata e atualizada”, explica. Porém, esse direito não se aplica a compras presenciais, pois o consumidor pode examinar o produto antes da aquisição.

Outro aspecto crucial é a transparência nas informações. Durante esse período, empresas são obrigadas a fornecerem dados claros sobre produtos e serviços. “Os compradores devem estar atentos a detalhes sobre preço, especificações e características do item”, ressalta Priscila. Esses cuidados ajudam na avaliação da qualidade e da segurança das peças, evitando possíveis problemas.

A publicidade enganosa também é algo recorrente na Black Friday. “Promoções falsas, prometendo produtos ou descontos que não existem, são comuns. A dica é sempre desconfiar de valores muito abaixo da média de mercado e verificar a reputação da loja. Para isso, vale a pena conferir avaliações de outros clientes e buscar informações sobre a empresa em órgãos de defesa do consumidor”, alerta a advogada.

Com essas dicas e um pouco de atenção, é possível aproveitar as ofertas de Black Friday com segurança, evitando dores de cabeça e reduzindo o risco de cair em fraudes.

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