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'As pessoas de Rafah não sabem para onde ir', diz chefe de agência da ONU; Netanyahu ordenou retirada total do último refúgio de Gaza

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Netanyahu pediu que o Exército israelense elabore um plano para a retirada da população da cidade, na fronteira do Egito com a Faixa de Gaza, para onde cerca de 1,5 milhão de palestinos fugiram desde o início da guerra. Guerra em Gaza: palestinos observam destruição causada por bombardeio de Israel em Rafah, em 9 de fevereiro de 2023.
Mahmud Hams / AFP
Os habitantes de Rafah, no Egito, estão preocupados com o avanço do exército israelense na cidade, disse Philippe Lazzarini, chefe da UNRWA — agência da ONU que dá assistência a refugiados palestinos, nesta sexta-feira (9).
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (9) que seu Exército prepare um plano de retirada da população civil da cidade de Rafah, que faz fronteira com a Faixa de Gaza.
Rafah é considerada o último refúgio de cerca de 1,5 milhão de pessoas — quase toda a população da Faixa de Gaza — que, desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, deixaram o norte, o centro e outras cidades do sul do território palestino por conta de bombardeios e ações por terra do Exército de Israel.
Veja abaixo o ANTES e o DEPOIS da fuga dos palestinos a Rafah
“Há um sentimento crescente de ansiedade e pânico em Rafah, porque basicamente as pessoas não têm ideia para onde ir”, disse Lazzarini.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou na sexta (9) que os civis palestinos em Rafah, na Faixa de Gaza, precisam ser protegidos, mas é contra um deslocamento forçado em massa de pessoas. A declaração veio em meio à ordem de Netanyahu para evacuação da cidade.
“Estamos extremamente preocupados com o destino dos civis em Rafah. As pessoas precisam ser protegidas, mas também não queremos ver nenhum deslocamento forçado em massa de pessoas, o que é, por definição, contra a vontade delas. Não apoiaríamos de forma alguma o deslocamento forçado, que vai contra o direito internacional”, disse Dujarric.
ONU: avanço sobre Rafah aumenta pesadelo humanitário
O Secretário-Geral do Conselho Norueguês para Refugiados, Jan Egeland, alertou para um “banho de sangue” caso as operações israelenses se expandam em Rafah.
“Não se pode permitir uma guerra em um campo de refugiados gigantesco,” disse Egeland.
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Avanço israelense em Rafah
Benjamin Netanyahu anunciou nesta sexta-feira que pretende ocupar toda a cidade temporariamente e que, por isso, pediu um plano de evacuação dos civis aos seus militares. Segundo o premiê israelense, Rafah é também o último bastião do Hamas e, portanto, o último front de batalha para completar sua guerra contra o grupo terrorista.
O avanço israelense sobre Rafah foi ordenado dias depois de Netanyahu rejeitar proposta por uma nova trégua na guerra.
Nesta sexta, o Exército israelense já bombardeou alvos em Rafah. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, oito pessoas morreram.
É na cidade, também, para onde os milhares de estrangeiros que estavam na Faixa de Gaza vão quando recebem autorização para deixar o território — eles saem de lá pela passagem fronteiriça com o Egito, aberta apenas para a entrada de ajuda humanitária e saída de estrangeiros previamente autorizados ou de casos hospitalares emergenciais.
Israel anuncia ampliação da guerra no sul da Faixa de Gaza
O Egito não autoriza a entrada de palestinos em seu território, a não ser em casos excepcionais.
O anúncio foi criticado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que disse que a ocupação pode ter graves consequências humanitárias, já que a população não tem para onde ir.
Os Estados Unidos, que têm criticado as ações de Israel em Gaza, também vinham tentando que o acordo para uma nova trégua entre as duas partes saísse antes de Tel Aviv anunciar a ofensiva em Rafah.
No entanto, as negociações fracassaram, e uma nova rodada foi aberta na quinta-feira (8), em Cairo, no Egito.
Rafah antes e depois dos refugiados da guerra
Imagens aéreas de Rafah mostram o assentamento de refugiados da guerra no local. É possível ver o impacto do deslocamento de cerca de 1,5 milhão de pessoas de diversas regiões da Faixa de Gaza para a cidade, que tem população de 280 mil pessoas. Veja foto abaixo.
Veja impacto do deslocamento da população da Faixa de Gaza para a cidade de Rafah, no Egito.
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Egito reforça segurança
O Egito enviou cerca de 40 tanques e veículos blindados de transporte de pessoal para a região da cidade de Rafah, no nordeste do Sinai, nas últimas duas semanas.
A medida do governo egípcio faz parte de uma série de medidas para reforçar a segurança na fronteira com Gaza, segundo duas fontes de segurança do país ouvidas pela Reuters. O destacamento ocorreu antes da expansão das operações militares israelenses em torno de Rafah.

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Balão misterioso a 13 km de altura mobiliza caça militar nos EUA

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O Comando Aéreo dos EUA e do Canadá enviou um avião para analisar o objeto e concluiu que o balão não é uma ameaça à segurança nacional. Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011
Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo
As forças militares dos Estados Unidos detectaram um balão de pequeno porte que voa em alta altitude no espaço aéreo americano, segundo reportagens da mídia do país nesta sexta-feira (23).
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Um caça militar se aproximou do balão para tentar entender do que se trata, mas ainda não se sabe qual é o propósito do objeto e nem a origem.
A rede CBS afirmou que os militares estavam monitorando o balão. O comando de defesa aeroespacial dos EUA e do Canadá, conhecido pela sigla Norad, ficou preocupado e enviou uma aeronave investigar.
O objeto está a uma altitude de cerca de 13 quilômetros.
O avião do Norad se aproximou do balão no espaço aéreo do estão de Utah. Os militares concluíram que o balão não atende a comandos e não é uma ameaça à segurança nacional.
Segundo a CBS, a expectativa é que o balão alcance o estado da Georgia. A rede ouviu uma autoridade que afirmou que o objeto tem uma película térmica resistente que levam duas pequenas caixas.
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Balão chinês
EUA recuperam partes do balão chinês, abatido há dez dias no litoral americano
No começo de 2023, as Forças Armadas dos EUA identificaram um o balão chinês que voou pelo território americano. O objeto não chegou a coletar informações das instalações militares norte-americanas, segundo autoridades do país.
O balão, controlado por Pequim, foi capaz de fazer vários voos no mês de fevereiro. Na época, as autoridades norte-americanas minimizaram o impacto do balão na segurança nacional.
O balão, que Pequim nega ser um objeto espião do governo, passou uma semana sobrevoando os Estados Unidos e o Canadá no início de fevereiro de 2023 antes de ser abatido na costa do Atlântico por ordem de Biden.
O incidente do balão chinês levou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a adiar uma visita planejada à China e prejudicou ainda mais as relações entre Washington e Pequim.

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A-50U: avião militar russo que Ucrânia disse ter derrubado tem super-radar que detecta alvos a 650 km e vale R$ 1,6 bilhão | Mundo

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As forças russas não fizeram nenhum comentário sobre a queda da aeronave, mas autoridades de emergência da região de Krasnodar, em território russo, disseram que um avião caiu na área. Diversos blogueiros que cobrem o universo militar russo confirmaram a derrubada do avião, e parte deles diz que foi “fogo amigo” que derrubou a aeronave –ou seja, foi uma confusão das próprias forças russas.

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Esposa de Daniel Alves fala pela primeira vez após condenação por estupro: ‘Nem sempre preciso dizer como me sinto’ | Mundo

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A sentença, de 61 páginas, considera provado que “o acusado agarrou bruscamente a denunciante, derrubou-a no chão e, impedindo-a de se mover, penetrou-a, apesar de a denunciante dizer que não, que queria ir embora”. E entende que “com isso se configura a ausência de consentimento, com o uso de violência e com acesso carnal”.

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Ucrânia diz ter derrubado aeronave militar russa de R$ 1,6 bilhão; guerra completa dois anos neste sábado

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Em 2023, a Ucrânia fez uma contraofensiva para recuperar parte do território que os russos conseguiram ocupar, mas essa ação foi tida como fracassada. Imagem de aeronave que as forças ucranianas dizem ter derrubado
Reprodução/@DefenceU
As Forças Aéreas da Ucrânia afirmaram nesta sexta-feira (23) terem derrubado um radar russo A-50, uma aeronave militar de detecção e controle —que, segundo a Ucrânia, vale US$ 330 milhões (R$ 1,6 bilhão).
As Forças Aéreas não especificaram onde a aeronave foi derrubada —se na Ucrânia ou na Rússia. A Rússia ainda não se manifestou.
A guerra na Ucrânia começou há dois anos, em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o território ucraniano. Nos meses iniciais, houve um rápido avanço russo, mas entre maio de 2023 e fevereiro deste ano a situação territorial dos dois países pouco mudou.
Guerra da Ucrania
GETTY IMAGES
No ano passado, a Ucrânia fez uma contraofensiva para recuperar parte do território que os russos conseguiram ocupar, em ação tida como fracassada.

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Alemanha legaliza maconha: o que muda com as novas regras?

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O Parlamento alemão aprovou uma nova lei que permite o uso adulto da cannabis sativa, a popular maconha. A polícia em algumas áreas da Alemanha, incluindo Berlim, já faz vista grossa ao consumo de cannabis em público
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O Parlamento alemão aprovou uma nova lei que permite o uso adulto de cannabis sativa, a maconha.
Segundo a lei, os maiores de 18 anos na Alemanha poderão possuir quantidades substanciais de cannabis, mas regras rigorosas vão dificultar a compra da droga.
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Usar cannabis em muitos espaços públicos da Alemanha será permitido pela lei a partir de 1º de abril.
A posse de até 25 gramas será liberada em espaços públicos. Em residências particulares o limite legal será de 50 gramas.
A polícia de algumas partes da Alemanha, como Berlim, já faz muitas vezes vista grossa ao uso em público, embora quem fosse pego com a droga para uso adulto pudesse ser processado.
O consumo de maconha entre os jovens tem aumentado durante anos, apesar da lei existente, afirma o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, que apoiou a reforma.
Seu projeto tem como objetivo minar o mercado ilegal, proteger os usuários da cannabis de baixa qualidade e cortar os fluxos de receitas das quadrilhas do crime organizado.
Mas os “cafés de cannabis legalizada” não vão surgir repentinamente em todo o país.
Um debate feroz sobre a descriminalização da planta tem sido travado há anos na Alemanha, com grupos de médicos expressando preocupações relativas ao consumo dos jovens. Já políticos conservadores dizem que a liberalização irá alimentar o consumo de drogas.
A deputada Simone Borchardt, da oposição conservadora CDU, disse ao Bundestag, o parlamento alemão, que o governo avançou com a sua “lei completamente desnecessária e confusa”, independentemente dos avisos de médicos, policiais e psicoterapeutas.
Alemanha legaliza maconha
Getty Images
Já Lauterbach disse que a situação atual não é sustentável: “O número de consumidores com idades entre os 18 e os 25 anos duplicou nos últimos 10 anos”.
Como tantas vezes acontece na Alemanha, a lei aprovada pelos deputados na tarde de sexta-feira é complexa.
Fumar cannabis em algumas áreas, como perto de escolas e campos desportivos, ainda será ilegal. De maneira geral, o mercado será estritamente regulamentado, por isso comprar maconha não será tão fácil.
Os planos originais para permitir que lojas e farmácias licenciadas vendessem cannabis foram descartados devido às preocupações da União Europeia de que isso poderia levar a um aumento nas exportações de drogas.
Em vez disso, os clubes não comerciais, apelidados de “clubes sociais da cannabis”, vão distribuir uma quantidade limitada da droga.
Cada clube terá um limite máximo de 500 membros, o consumo de cannabis no local não será permitido e a adesão estará disponível apenas para residentes na Alemanha.
O auto cultivo da planta também será liberado a partir de abril, sendo permitido até três plantas de maconha por família.
Isso significa que a Alemanha poderá estar na posição paradoxal de permitir a posse de grandes quantidades da droga, ao mesmo tempo que dificulta a sua compra.
Os consumidores regulares serão beneficiados, mas os ocasionais terão dificuldade em comprar legalmente – será proibido vender para turistas, por exemplo. Os críticos dizem que essas restrições vão fomentar o mercado paralelo e ilegal.
Nos próximos anos, o governo alemão pretende avaliar o impacto da nova lei e, eventualmente, introduzir a venda licenciada de cannabis.
Entretanto, os conservadores da oposição dizem que se chegarem ao governo no próximo ano, irão anular totalmente a lei. É pouco provável que a Alemanha se torne a nova Amsterdam da Europa tão cedo.

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Após morte de Navalny, EUA anunciam pacote de sanções econômicas; medida atinge duas das maiores empresas russas, diz jornal

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Guerra contra a Ucrânia também foi citada pelo governo americano. As sanções miram o setor financeiro e o complexo militar e industrial russo, com mais de 500 empresas e pessoas. Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (23) um pacote de sanções econômicas à Rússia. Segundo o jornal americano “The New York Times”, duas das maiores empresas russas estão na lista.
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O pacote tem o objetivo de “responsabilizar a Rússia” pela morte de Alexei Navalny, líder da oposição ao governo de Vladimir Putin. Navalny morreu em 16 de fevereiro em uma prisão da Sibéria —assessores e a família dizem que ele foi assassinado pelo governo russo, que nega.
A medida também é uma retaliação à Rússia pela invasão à Ucrânia, em 2022, segundo o Departamento do Tesouro americano. O conflito faz dois anos neste sábado (24).
“As sanções garantirão que Putin pague um preço ainda mais alto por sua agressão no exterior e repressão interna”, disse o presidente Joe Biden.
Sanções econômicas são medidas usadas por países contra outras nações, regimes políticos ou empresas. Na prática, variam de embargos até a proibição de transações comerciais.
As sanções miram o setor financeiro e o complexo militar-industrial russo, com mais de 500 empresas e pessoas ligadas ao país. Elas abrangem o sistema de pagamento estatal russo, instituições financeiras do país, a base industrial militar russa e fontes de energia renováveis do país.
Foram atingidas pelas medidas duas das maiores empresas russas em termos de receita, a SUEK e a Mechel, segundo o jornal americano “The New York Times”. A SUEK atende o exército russo por meio de suas operações de transporte e logística, enquanto a Mechel é uma grande produtora de aços especiais.
As medidas também miram o setor financeiro da Rússia, com sanções à empresa de capital aberto National Payment Card System, que opera o sistema de pagamento nacional russo, o Mir. Esse método de pagamento passou a ser o mais utilizado na Rússia desde o início da guerra contra a Ucrânia porque permitia ao país continuar as atividades econômicas mesmo com sanções anteriores do Ocidente.
Os Estados Unidos também sancionaram entidades sediadas na China, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão e Liechtenstein por estarem ligadas ao fornecimento de insumos para o exército russo.

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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