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As negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza ganharam um novo impulso com a chegada de autoridades do alto escalão dos Estados Unidos e de Israel, após o grupo terrorista Hamas entregar sua lista de reféns e prisioneiros palestinos a serem libertados em um acordo de troca.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump, chegaram, nesta quarta-feira (8), a Sharm el-Sheikh, onde ocorrem as tratativas, segundo uma fonte.
Já um funcionário do governo israelense confirmou a presença do ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, nas negociações. Dermer é um aliado próximo ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Eles devem participar das negociações juntamente com o premiê do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, que se posiciona como mediador das conversas.
Países europeus, árabes e outros se reunirão em Paris na quinta-feira (9) para discutir a transição de Gaza no pós-guerra, com a provável presença de uma delegação americana, segundo fontes diplomáticas.
Alguns detalhes cruciais, porém, ainda precisam ser definidos, incluindo o cronograma, o futuro governo da Faixa de Gaza após a guerra e o destino do Hamas. O grupo afirmou que entregou suas listas de reféns e prisioneiros palestinos para troca e demonstrou otimismo em relação ao andamento das negociações até agora.
A lista de palestinos que o Hamas deseja libertar deve incluir alguns dos prisioneiros mais proeminentes já detidos por Israel, cuja libertação era proibida em acordos de cessar-fogo anteriores.
De acordo com uma fonte palestina, a lista inclui Marwan al-Barghouti, líder do movimento Fatah, e Ahmed Saadat, chefe da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Ambos cumprem múltiplas penas de prisão perpétua por envolvimento em ataques que mataram israelenses.
O Hamas afirma que as negociações indiretas até agora se concentraram em três questões: a interrupção do conflito, a retirada das forças israelenses de Gaza e o acordo de troca de prisioneiros.
O grupo tem se recusado a discutir a exigência de Israel de que o Hamas entregue suas armas, algo que, segundo a fonte palestina, será rejeitado enquanto tropas israelenses ocuparem o território palestino.
Duas fontes confirmaram que os pontos de impasse incluem o mecanismo de retirada israelense, com o Hamas buscando um cronograma claro vinculado à libertação dos reféns e garantias de uma retirada completa das forças israelenses.