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A sub-representação feminina na política piauiense

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Por Nayana Castro, cientista política graduada pela UFPI
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Piauí

Com a posse administrativa de Rejane Dias para o conselho do Tribunal de Contas do Piauí (TCE/PI), o estado passa a listar junto a Alagoas, Amazonas, Paraíba e Tocantins o rol de nenhuma candidata na bancada feminina junto à Câmara Federal, sua representatividade está aquém e entra na contramão do que se espera de uma democracia que prega a igualdade como um de seus principais fundamentos. Diferentemente disso, em 2018, numa magnitude de dez cadeiras no Legislativo Federal, quatro foram conquistadas por mulheres. Apesar de muito se debater acerca de uma representação política com maior equidade, o cenário político atual exige uma abordagem sobre a sub-representação, tema recorrente e preocupante que tem se insurgido com frequência quando o assunto é a presença feminina nos espaços de poder. O ambiente em que se disputam cargas eletivas, tomadas de decisões e visibilidade política envolvem também a reprodução de desigualdades.

A sub-representação feminina na política piauiense
Reprodução

Ocorre que, ao passo em que se diminui a representação descritiva de mulheres no exercício dos direitos políticos, mais difícil se torna a representação subjetiva pois, é esta quem dá voz e lugar à elaboração de políticas tratadas para a ocupação feminina na disputa eleitoral. Embora, como as mulheres não tenham se subjugado ao silêncio e, historicamente, tenham conquistado direitos civis de igualdade, são muitos os caminhos a se percorrer rumo à diminuição e ao fim da disparidade com os homens. O campo político, por exemplo, é uma das estruturas sociais em que se predomina uma aversão significativa aos direitos femininos sobretudo no que tange às candidaturas e às eleições, é um fenômeno socialmente admitido e resultante da cultura política marcada por uma forte separação de espaços onde o público é de domínio masculino e privado, de domínio feminino; uma relação de poder assimétrico entre homens e mulheres que mantêm estas últimas em posição de submissão, transparente e silenciamento. Uma cultura patriarcal que guarda um sentido político, sobretudo quando quer definir quais lugares nas relações políticas e sociais devem ser ocupados, por quem é como.

Nos padrões de comportamento cultural vigentes no Brasil, podemos elencar também a violência política de gênero como um dos reflexos que negam a existência de um espaço essencial para a defesa dos direitos políticos femininos e para a implementação de suas pautas; o que potencializa o vazio causado pela baixa representatividade. Não se trata de um fenômeno recente, ao contrário disto, se manifesta livremente, pois se apresenta enraizado na história e na sociedade onde a “naturalização” desta prática é comum de forma que a política institucionalizada passa a ser local de disputas intensas e desiguais entre os gêneros. Quanto mais evidenciada a capacidade feminina de administrar e comandar; maiores também são os obstáculos impeditivos para sua atuação em cargas eletivas travestidas em tentativas contumazes de desqualificação.

Rejane Dias tinha sido a única mulher reeleita deputada federal no pleito de 2022 no Piauí
Jade Araújo / A10+

Outro fator preponderante é o desinteresse das estruturas partidárias no que diz respeito ao aumento significativo de mulheres na função política, seja pela distribuição desigual de recursos financeiros nas candidaturas, seja pela pouca visibilidade dada à figura feminina restringindo a sua autonomia, seja pela quantidade de mulheres que se candidatam e não obtivem nenhum voto – dado que reforça o pensamento de que muitas mulheres são postas na competição apenas para fins de cumprimento das cotas – seja qual for a motivação, o objetivo é sempre o mesmo: manter-las distantes da competição eleitoral . Em que pesem todas as ações já adotadas no sentido de assegurar o alcance de, pelo menos 30% de candidaturas femininas para garantir o número de representantes em cargas eletivas; o resultado das eleições para a Câmara Federal no Piauí sinaliza uma grande resistência de mulheres na busca por igualdade e respeito às suas pautas e conquistas. Percebe-se, portanto, que a sub-representação feminina tornou-se uma discussão urgente a ser resolvida quanto à democracia brasileira cuja representatividade ainda é muita baixa.

O Brasil, após incansáveis ​​apoios defendidos por parlamentares mulheres, assumiu o segundo lugar na América Latina como país a sancionar uma lei específica de proteção às mulheres candidatas e eleitas; trata-se da lei 14.192/21, de 04/08/2021, que visa combater a violência política de gênero e, embora não aponte diretamente para a sub-representação, forneça atendimentos para que mulheres se percebam mais protegidas e predisponham a concorrer ao exercício da função política buscando reprimir também o discurso do patriarcado de que elas estão preenchendo um espaço que não é o seu quando desistem de atuar politicamente.

Nessa perspectiva, é necessário também que se compreenda a cultura política como fator condicionante ao afastamento feminino de disputas eleitorais, assimilando o quão longo e difícil tem sido o caminho traçado na luta pela igualdade de direitos e que; a violência política de gênero induz a profundos debates sobre como combatê-la. Sociedade, partidos políticos e instituições precisam se manter atentos ao comportamento político e de que forma seus ajustes podem afetar o equilíbrio do processo democrático. Vislumbrar transformado na cultura patriarcal combinada às discussões acerca dos controles legais de proteção às candidaturas femininas pode ser um caminho para viabilizar a igualdade de gênero e promover uma maior representatividade feminina nos espaços disputados de poder e decisão.

*Este artigo é de responsabilidade de Nayana Castro e não reflete, necessariamente, a opinião do A10+

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Fonte: Portal A10+






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Esportes

Confira imagens dos guerreiros tricolores em campo no Fla-Flu deste domingo

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Fluzão foi a campo neste domingo













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Celebridades

‘BBB 24’: Fernanda, Lucas Henrique e Rodriguinho formam décimo Paredão

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Público vota em quem deve sair da casa. Paredão foi formado na noite de domingo (25). Fernanda, Lucas e Rodriguinho formam o décimo Paredão do ‘BBB 24’
Divulgação/BBB
Fernanda, Lucas Henrique e Rodriguinho formam décimo Paredão do “BBB 24” na noite desta domingo (25).
O público deve votar em que ele quer que saia da casa. A eliminação é na noite desta terça-feira (27). Confira como foi a formação desta berlinda:
Michel, anjo da semana, ganhou imunização e escolheu Giovanna para imunizar. Ambos estavam na mira de Beatriz, líder da semana;
Bia, a líder, indicou Rodriguinho;
Isabelle, que venceu a prova do líder ao lado de Bia, também pode fazer uma indicação. Ela escolheu Lucas Henrique;
Leidy Elin arrematou o Poder Coringa e indicou Fernanda;
Com 9 votos, Bin Laden foi o mais votado pela casa;
Bin Laden se livrou da berlinda depois de vencer a prova bate e volta;
Com isso, formam o Paredão: Rodriguinho, Lucas Henrique e Fernanda.
‘Com certeza foram dores minhas que vieram à tona lá dentro, isso eu não tenho dúvida’: o relato de Vanessa Lopes após desistir do BBB

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Esportes

Tite volta a se defender após eleger o Carioca mais difícil

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Após estreia no Campeonato Carioca, Tite escolheu competição como mais difícil entre os estaduais


A primeira entrevista de Tite após um jogo do Campeonato Carioca rende até os dias de hoje. Após da vitória do Flamengo na estreia da competição, sobre o Audax, no dia 17 de janeiro, o treinador disse que o estadual do Rio de Janeiro é o mais difícil do Brasil. No entanto, o técnico já teve que se explicar em outras oportunidades e, novamente, neste domingo (25), após bater o Fluminense, por 2 a 0, no Maracanã.

Eu me expressei mal e tomei pau pra caramba. Justo. Quando quis falar que o Carioca era mais difícil era do momento dos quatro grandes em relação a São Paulo, não no contexto todo. Eu não me expressei bem. Mas Flamengo tem um grande poderio, Botafogo que esteve na iminência do título, Fluminense campeão da Libertadores e Vasco em ascensão — disse Tite.

E no comparativo ao momento dos grandes de São Paulo, é mais difícil. Mas também, há algum tempo atrás, quando Nova Iguaçu começou a fazer uma série de pontos, fizemos uma roda: “Atenção, temos que pontuar, crescer na tabela porque tem uma equipe botando pressão. Daqui a pouco algum grande vai sobrar”. Sobrou. Fica o reconhecimento ao Nova Iguaçu pelo trabalho — acrescentou Tite.

SEGUNDA VEZ QUE SE EXPLICA

No dia 04 de fevereiro, Tite também foi questionado sobre a frase dita em 17 de janeiro. Dessa forma, depois do empate em 0 a 0 com o Vasco, o treinador respondeu “que fez uma menção parcial e não contextualizou”. Além disso, o gaúcho disse que, na ocasião, os quatro grandes de São Paulo estavam “retornando ao seu melhor” e por isso pontuou o Cariocão como principal.

O CARIOCA

Entre parte da imprensa paulista, a grande crítica era que o Campeonato Carioca é dominado pelos chamados grandes. De acordo com alguns jornalistas de São Paulo, por lá, equipes do interior são mais fortes. No entanto, o estadual do Rio tem uma surpresa nesta edição fora dos quatro principais: o Nova Iguaçu, elogiado por Tite.

A equipe laranja tem os mesmos 21 pontos do Fluminense e está garantido na semifinal. Dessa forma, Botafogo ou Vasco darão adeus mais cedo. Os dois brigam pela última vaga no próximo domingo (03). O primeiro encara o clube das Laranjeiras, já o segundo pega a Portuguesa.

Já o Flamengo, virtualmente campeão da fase de classificação, que dará a Taça Guanabara, joga no sábado (02), contra o Madureira, a partir das 16h (horário de Brasília), no Maracanã. Para ficar com o troféu, um empate garante matematicamente. No entanto, em caso de derrota, o Fluminense precisa tirar a diferença de 11 gols de saldo. Hoje, o Mengão tem 19, já o clube das Laranjeiras possui oito.

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Esportes

Rafael Matos conquista o primeiro título brasileiro em um Rio Open

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O último dia do ATP 500 em solo carioca entrou para história do tênis brasileiro. Sob forte calor, o gaúcho Rafael Matos foi o primeiro representante do Brasil a comemorar um título no saibro do Rio Open, o maior torneio da modalidade na América do Sul. O gaúcho e o colombiano Nicolas Barrientos ditaram o ritmo do jogo no último domingo (25) e venceram a dupla austríaca formada por Alexander Erler e Lucas Miedler por 2 sets a 0 (parciais de 6/4 e 6/3).

Uma curiosidade da dupla campeã é que Rafael Matos e Nicolas Barrientos conquistaram o primeiro título juntos. Demorou, mas a torcida fez a festa. A decepção pela eliminação dos três outros brasileiros nas simples não afastou os amantes do tênis. Embalados pelo samba do Salgueiro, a dupla recebeu o prêmio da 10ª edição do Rio Open.

Antes de a bolinha amarela quicar na quadra Guga Kuerten na final de simples, o cantor e compositor Seu Jorge cantou o hino nacional. A final argentina contou com a vitória do cabeça de chave número cinco do torneio Sebastian Baez. Ele levou a melhor contra o compatriota Mariano Navone ao fechar o jogo em 2 sets a 0 (parciais de 6/2 e 6/2). Baez sai do Rio Open com o maior título da carreira. Além disso, se tornou o sexto representante de seu país a festejar um título de ATP 500, o segundo na etapa carioca.

Com o troféu em mãos, Baez agradeceu sua equipe, os adversários e o público do Rio Open, e ainda arriscou o português: “Quero dizer muito obrigado, galera! Eu amo o Brasil”. Já Navone perde a final dentro de quadra, mas viveu momentos curiosos no torneio. Após sofrer agressões xenofóbicas de uma pequena parte da torcida no jogo no qual derrotou o brasileiro João Fonseca, o argentino virou o queridinho da torcida na decisão. Dá para afirmar que Navone foi uma atração do Rio Open. Também vale lembrar que o argentino começou no qualifying e chegou à final.

Porém, uma coisa é certa, um momento vai ficar na memória dos dois finalistas argentinos. Eles tiveram o prazer de falar e tirar fotos ao lado de Gustavo Kuerten e do ex-tenista espanhol David Ferrer.

Fim de festa, é hora fazer um balanço do evento. A direção do Rio Open afirma que a 10ª edição foi um sucesso, com quebra de recordes de público, sem falar dos resultados positivos entre os tenistas brasileiros no torneio. Uma novidade que chamou a atenção de muita gente foi o primeiro torneio de duplas de tênis em cadeira de rodas vencido pelos britânicos Alfie Hewett e Gordon Reid. Eles levaram a melhor contra o japonês Shingo Kunieda e o brasileiro Daniel Rodrigues ao fecharem o jogo em 2 sets a 0 (parciais de 6/2 e 6/4). Após o jogo, Daniel disse que estava feliz e emocionado por participar da primeira edição da competição e ver o público PcD (Pessoa com Deficiência). Na final de simples do Wheelchair Tennis Elite, Alfie Hewett derrotou o compatriota Gordon Reid por 2 sets a 0 (com um duplo 6/3). Agora fica a expectativa para a realização de um torneio feminino semelhante no Brasil nas próximas edições do ATP no Brasil.



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Esportes

Assista à íntegra do empate entre Ferroviária e Capivariano pelo Paulistão A2

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<img src=”https://vtb.akamaized.net/image/399599/2024/02/25/65dbdaf143527f6149002d26/b08554af0270468384d2c29e74f25a6e__2552074_EPP_2502_CSP_INTEGRA_SERIEA2_thumb_thumb.jpg” /><br />
Neste domingo (25), Ferroviária e Capivariano empataram por 1 x 1 na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), pela 11ª rodada da Série A2 do Campeonato Paulista. Veja a partida completa, que teve transmissão da RECORD .

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Esportes

Acompanhe os melhores momentos do empate entre Guarani e São Paulo pelo Paulistão

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<img src=”https://vtb.akamaized.net/image/399599/2024/02/25/65dbeb8f4b4955b86d000dcb/740702f9542c4c899c107d2357680966__2552351_EMP_PO_CSP24_MM_GUA_X_SAO_2502_thumb.jpg” /><br />
No Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP), o São Paulo saiu na frente com um gol de Calleri, de pênalti, mas cedeu o empate para o Bugre, que marcou com Léo Santos ainda na primeira etapa. Assista aos melhores lances da partida!

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LOCALIZAÇÃO DE PESSOAS – TEL.11 9.8721-7939

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