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Acusado de matar ex-prefeito de Elias Fausto é condenado a 21 anos de prisão

Laércio Betarelli foi morto quando era chefe do Executivo e vistoriava obra; polícia aponta como motivo um desentendimento com empresário que queria lançar loteamentos irregulares e é acusado de ser o mandante do crime. Prefeito de Elias Fausto foi encontrado morto em terreno nesta sexta
Edijan Del Santo/ EPTV
A Justiça de Monte Mor (SP) condenou a 21 anos de prisão em regime fechado Thiago Gomes Calado, acusado de assassinar a tiros o ex-prefeito de Elias Fausto (SP), Laércio Betarelli (PSDB), no dia 2 outubro de 2015. Cabe recurso.
O chefe do executivo foi morto enquanto visitava uma obra de canalização de um córrego da cidade. Quando concluiu o inquérito sobre o caso, a Polícia Civil apontou o empresário Sérgio Vicente Picão, de 42 anos, como mandante do crime. Ele e Calado estão presos.
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Também conforme a Polícia Civil, o crime teve motivação “econômica” porque Picão pretendia lançar loteamentos irregulares em Elias Fausto, mas os planos eram sempre frustrados por iniciativas do prefeito.
De acordo com a promotora responsável pela acusação, Cristiane de Morais Ribeiro Sampaio Carvalhaes de Camargo, ao fixar a pena, o juiz do caso considerou as consequências e também o fato de que a vítima foi morta com seis tiros enquanto trabalhava , exercendo suas funções de prefeito. Por isso, fixou a pena base acima do mínimo.
Laércio Betarelli, ex-prefeito de Elias Fausto
Reprodução/Propaganda eleitoral
Também segundo Cristiane, o magistrado considerou duas qualificadoras – fatores que podem influenciar na definição da pena -, que foram reconhecidas pelos jurados: dificultar a defesa da vítima e motivo torpe.
“A investigação deste crime foi muito bem feita e havia provas seguras da autoria, então a condenação foi acertada. O MP está de acordo e não vou recorrer da sentença”, afirmou a promotora.
O acusado de ser o mandante ainda será julgado porque interpôs mais recursos contra a sentença de pronúncia – decisão que decide que o caso deve ser julgado pelo tribunal do júri.
Também trabalhou na acusação a assistente Stephanie Mazarino de Oliveira, advogada contratada pela família da vítima.
O g1 não conseguiu contato com os advogados de defesa dos acusados até a última atualização desta reportagem.
Em novembro de 2015, o advogado do empresário disse que a prisão foi “armação” da polícia para dar “resposta rápida sobre o crime para a sociedade”. Ao g1, Osvaldo Flausino Junior negou participação dele no crime e criticou a forma como as investigações foram conduzidas.
Velório de Laércio Betarelli, em Elias Fausto
Reprodução/EPTV
O crime
De acordo com a Guarda Municipal, Betarelli estava no bairro Carimã para visitar uma obra de canalização de um córrego quando uma caminhonete se aproximou e um suspeito fez os disparos.
O prefeito foi sozinho ao local, o que seria um hábito dele, também conforme informações da Guarda. A corporação informou, ainda, que a maior parte do efetivo estava fora da cidade, em um curso na cidade de Capivari (SP).
A investigação
Segundo o delegado responsável pela investigação, Fernando Dutra, a polícia chegou até Calado por meio de depoimentos, diligências e análises de câmeras de segurança que mostram o suspeito seguindo o prefeito dentro da caminhonete Fiat Strada, veículo que levou a investigação até a prisão e identificação do acusado de ser o mandante.
O jovem afirmou à Polícia Civil que foi contatado por Sérgio Vicente Picão, de 42 anos, seis dias antes do crime e se encontrou com ele no dia do assassinato.
Também conforme a investigação policial, o empresário mostrou ao executor onde ficava o prédio da prefeitura e o carro que o chefe do Executivo usava para realizar visitas em obras.
Gomes, então, seguiu o prefeito com a Fiat Strada do distrito de Cardeal até a obra onde ele foi morto, diz a corporação. “Temos imagem dele seguindo o prefeito pela estrada inteira até chegar ao local. Ao chegar na construção, ele parou o carro, perguntou o nome do prefeito e já efetuou os disparos. Ele confessou tudo”, disse o delegado, à época.
Obra de córrego onde ocorreu o crime, em Elias Fausto
Edijan Del Santo / EPTV
Pagamento foi de R$ 20 mil, diz polícia
O acusado de realizar a execução recebeu R$ 20 mil para cometer o crime sem conhecer a vítima, segundo a Polícia Civil.
O rapaz afirmou à Polícia Civil que só descobriu que o homem era chefe do Executivo através de notícias da imprensa.
De acordo com a polícia, após o crime, ele abandonou a caminhonete e o revólver calibre 38 usado em uma chácara de Elias Fausto. Três dias depois do assassinato, Gomes recebeu os R$ 20 mil de Picão e comprou uma moto. Depois, teria trocado o veículo por um modelo Audi, que foi apreendido pelos policiais.
O suspeito relatou que é morador de Indaiatuba e conhecia Picão “desde criança”, já que o empresário possuía negócios em Indaiatuba.
Trajetória política
Laércio Betarelli, conhecido como Dude, nasceu no dia 13 de fevereiro de 1957, em Monte Mor (SP). Em 2012, o tucano foi eleito para seu terceiro mandato com 67% dos votos.
De 1982 a 1992 e de 2001 a 2004 ele trabalhou como responsável pelo departamento de Obras da Prefeitura de Elias Fausto. Dude já foi vereador de 1989 a 1992 e presidente da Casa em 1991 e 1992. O tucano já foi eleito prefeito de Elias Fausto em outros dois mandatos, entre 1997 e 2000, e de 2005 a 2008.
VÍDEOS: Veja reportagens sobre a região
Também segundo Cristiane,
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