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Itália aumenta restrições a não vacinados contra a Covid-19 para evitar novo avanço do coronavírus

Passaporte vacinal ficará exigido em restaurantes fechados, cinemas e eventos esportivos, e a imunização será obrigatória nas forças de segurança e aos funcionários de escolas. ‘Queremos manter a normalidade’, disse premiê italiano. Pessoas sentam do lado de fora de café em Roma, na Itália, nesta quarta (24)
Yari Nardi/Reuters
A Itália vai intensificar as restrições a pessoas não vacinadas contra a Covid-19, determinou nesta quarta-feira (24) o governo do primeiro-ministro Mario Draghi.
A partir de 6 de dezembro, uma segunda-feira, um comprovante de vacinação será exigido na Itália para o acesso a restaurantes em locais fechados, cinemas e eventos esportivos. Antes, bastava um teste negativo para entrar nesses ambientes.
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A imunização também ficará obrigatória para servidores da segurança pública, militares e funcionários de escolas — além de funcionários da saúde, em que a vacina já era exigida.
“Começamos a usar a normalidade. Queremos conservar essa normalidade”, justificou Draghi.
A Covid-19 volta a preocupar a Itália, na esteira da alta de casos na Europa. No entanto, graças aos bons números da vacinação (84% da população maior de 12 anos), as mortes não subiram no mesmo ritmo.
Além disso, a Itália manteve algumas das medidas não farmacológicas como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados.
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A União Europeia precisa adotar urgentemente medidas de combate à nova onda da Covid-19, alertou o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), nesta quarta-feira (24).
Para o ECDC, sem isso o fardo sanitário será pesado demais entre janeiro e março.
A diretora, Andrea Ammon, publicou uma mensagem na qual afirma que recomenda acelerar a vacinação e generalizar uma dose de reforço para todos os cidadãos de mais de 18 anos, priorizando as pessoas com mais de 40 anos.
Médico atende paciente em unidade de tratamento intensivo em Salzburg, na Áustria, em 17 de novembro de 2021
Barbara Gindl/AFP
A agência europeia também pede um aumento do nível geral de vacinação na União Europeia, especialmente nos países mais atrasados.
Ainda abaixo de 70% da população total, o nível geral de vacinação no bloco e nos três países do Espaço Econômico Europeu reflete uma ampla insuficiência de vacinação, “que não pode ser resolvida rapidamente e que deixa caminho livre para o vírus se espalhar”, adverte o ECDC .
“Devemos nos concentrar, urgentemente, para compensar esse atraso na imunidade, propondo doses de reforço para todos os adultos e reintroduzindo medidas não farmacêuticas”, aconselha Ammon, em um vídeo-comunicado.
O alerta foi dado um dia depois depois de outro dado pelo diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge. Ele disse temer que possa haver 700 mil mortes adicionais até a primavera no Hemisfério Nirte, no conjunto do braço desta agência, o qual inclui 50 países da Europa e da Ásia Central.
Na União Europeia, 67,7% da população recebeu duas doses da vacina, mas as diferenças são dramáticas entre os países. Na Bulgária, por exemplo, apenas 24,2% estão vacinados, contra 86,7% dos portugueses.
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