Prefeitura de SP recua e decide manter obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos

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Na semana passada, gestão municipal chegou a anunciar que pretendia relaxar a regra a partir da segunda quinzena de outubro. Medida foi criticada por especialistas e pelo Conselho de Secretários da Saúde. Movimentação na Rua 25 de Março, tradicional centro de comércio popular de São Paulo
Cris Faga/Estadão Conteúdo
A Prefeitura de São Paulo recuou e decidiu manter a obrigatoriedade da utilização de máscaras de proteção facial contra a Covid-19 em locais públicos. A decisão será oficialmente anunciada no início da tarde desta quinta (14), em coletiva de imprensa virtual.
Na semana passada, a gestão municipal afirmou que pretendia flexibilizar a regra em ambientes externos a partir da segunda quinzena de outubro. A proposta era avaliada pela área técnica da secretaria Municipal da Saúde.
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A prefeitura não deve estabelecer uma nova data exata para liberar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos ao ar livre.
A previsão é a de que a regra seja mantida até pelo menos meados de novembro.
Um dos tópicos do estudo realizado pela gestão municipal aponta a “importância da manutenção das medidas não farmacológicas de prevenção”.
Destaca, ainda, a “importância do isolamento do caso e quarentena  de contatos próximos para interromper a cadeia de transmissão”.
Nota do Conselho de Secretários da Saude
Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota nesta sexta-feira (8) na qual defende a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras no Brasil.
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No documento, o órgão ressalta que o afrouxamento de medidas de controle está diretamente relacionado ao aumento do número de casos de coronavírus, como ocorreu em outros países.
“É preciso que estejamos atentos às experiências frustrantes de alguns países que, acreditando ter superado os riscos, suspenderam a obrigatoriedade do uso de máscaras, afrouxaram as medidas de prevenção e, por isso mesmo, tiveram recrudescimento importante do número de casos e de óbitos, obrigando-os a retroceder”, diz a nota.
O alerta foi feito após São Paulo e Rio de Janeiro anunciarem que estudam flexibilização da regra.
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O que dizem CDC e outros órgãos?
A orientação do CDC (sigla em inglês pra Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) para uso de máscaras, divulgadas em 13 de agosto, é para manutenção em locais fechados e a recomendação é para que elas também sejam usadas em ambientes externos em áreas com altos índices de transmissão e com reunião de grande número de pessoas.
No Brasil, a recomendação para o uso ainda está em vigor, apesar de o ministro Marcelo Queiroga dizer que é contrário à obrigatoriedade do uso de máscaras. Desde junho Queiroga recebeu o pedido de Bolsonaro para desobrigar o uso de máscara por vacinados.
Quando a medida foi anunciada, especialistas classificaram como uma temeridade. Cerca de um mês depois, o ministro disse que qualquer decisão seria tomada com “base na ciência” e ainda não houve decisão sobre o tema.
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