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Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas
A explicação do X sobre as medidas tomadas para impedir o uso da inteligência artificial Grok para produzir imagens sexualizadas sem consentimento foi considerada insuficiente por autoridades.
O caso é analisado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Os órgãos informaram nesta quarta-feira (11) que avaliaram a alegação da empresa de ter removido milhares de publicações com essas imagens e suspendido centenas de contas por violações de suas políticas.
A avaliação é de que as informações apresentadas pelo X “não foram acompanhadas de evidências concretas, relatórios técnicos ou mecanismos de monitoramento que permitam aferir sua efetividade”.
Testes realizados pelas equipes técnicas dos órgãos indicaram que a rede social ainda permite gerar e compartilhar sem consentimento imagens sexualizadas ou erotizadas de crianças, adolescentes e adultos.
A ANPD e a Senacon determinaram que o X implemente imediatamente medidas para impedir o uso do Grok para criar esse tipo de conteúdo. Se a ordem não for cumprida, o X ficará sujeito a sanções mais rígidas, incluindo o pagamento de multas.
O MPF destacou que a empresa não foi transparente e ordenou que ela forneça relatórios mensais sobre sua atuação para evitar a produção dessas imagens.
Em caso de descumprimento, os envolvidos poderão responder pelo crime de desobediência. O MPF também poderá fazer investigações mais incisivas que levem a uma ação judicial para reparar eventuais danos causados com a criação das imagens.