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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A última semana de janeiro concentra atenção em decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, além de movimentos políticos internacionais que podem influenciar os mercados e gerar cautela entre investidores.
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▶️ No Brasil, o Banco Central divulga nesta segunda-feira as projeções de economistas para o boletim Focus. Já na quarta-feira, o Copom deve manter a taxa de juros sem alterações, em linha com expectativas do mercado.
▶️ Nos EUA, cresce a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Fed. Rumores no mercado indicam que o presidente Donald Trump pode sinalizar nesta semana o nome do sucessor de Jerome Powell, levantando questionamentos sobre a autonomia do banco central.
▶️ Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país não busca fechar esse tipo de acordo, gerando incerteza entre investidores e aversão ao risco.
▶️ As incertezas aumentam com a possibilidade de nova paralisação do governo americano, diante da resistência de democratas em votar o Orçamento sem mudanças na área de segurança, após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais.
▶️ Em meio ao movimento conhecido como “sell America”, o Ibovespa fechou a sexta‑feira em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, renovando o recorde histórico e superando os 178 mil pela primeira vez.
Na máxima da sessão, o índice atingiu 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil e marcando a nova máxima histórica intradiária.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,60%;
Acumulado do mês: -3,68%;
Acumulado do ano: -3,68%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +8,53%;
Acumulado do mês: +11,01%;
Acumulado do ano: +11,01%.
Tensões geopolíticas
Acordo entre China e Canadá
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou no sábado (24) aplicar tarifas de 100% sobre produtos importados do Canadá caso o país feche um acordo comercial com a China. Na semana passada, Canadá e China anunciaram uma nova parceria estratégica, durante a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, a Pequim.
Foi a primeira viagem de um líder canadense à China em oito anos. O acordo prevê que a China reduza tarifas sobre a canola canadense e que o Canadá permita a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%, bem abaixo dos 100% atualmente aplicados.
Carney está tentando reconstruir os laços com o segundo maior parceiro comercial de seu país, depois dos EUA, após meses de esforços diplomáticos.
Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida, disse Carney após conversas com líderes chineses, incluindo o presidente Xi Jinping.
👉 Isso se compara à tarifa de 100% sobre os veículos elétricos chineses imposta pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau em 2024, após penalidades semelhantes dos EUA.
👉 Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá.
Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país, em resposta à ameaça tarifária dos EUA.
“A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa regular.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados fecharam a sessão desta sexta-feira sem direção única.
Ao final da sessão, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,28%.
Na Europa, os mercados caíram enquanto investidores avaliavam acontecimentos do Fórum Econômico Mundial em Davos.
Além disso, nesta sexta-feira EUA, Ucrânia e Rússia iniciram a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano.
No fechamento, o índice europeu STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana e interrompendo uma sequência de cinco semanas de altas.
Entre as bolsas nacionais, Londres recuou 0,07%, Paris perdeu 0,07%, Milão caiu 0,58%, Madri registrou baixa de 0,67% e Lisboa teve queda de 0,54%. Frankfurt foi a única exceção do dia, com avanço de 0,18%.
Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, após uma semana marcada pelo aumento das ações regulatórias na China.
As autoridades chinesas intensificaram medidas contra práticas consideradas irregulares, como manipulação de preços e informações enganosas, com o objetivo de conter negociações especulativas.
Os principais índices do continente terminaram o pregão com movimentos mistos. Em Xangai, o SSEC subiu 0,33%, enquanto o CSI300 caiu 0,45%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,45%.
Em outros mercados, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,4%; o KOSPI, de Seul, aumentou 0,76%; o TAIEX, de Taiwan, ganhou 0,68%; e o Straits Times, de Cingapura, avançou 1,26%.
*Com informações da agência de notícias Reuters
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