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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,08% nesta sexta-feira (16), cotado a R$ 5,3725. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em queda de 0,46%, aos 164.800 pontos.
Os investidores ficaram atentos a uma combinação de indicadores econômicos e compromissos políticos. No Brasil, dados de atividade e eventos oficiais dividiram espaço com notícias corporativas, enquanto, no exterior, números da indústria e falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) entraram no radar.
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▶️ Por aqui, o destaque ficou com a divulgação do IBC-Br de novembro, indicador considerado uma prévia do PIB brasileiro. O índice avançou 0,7% frente a outubro, acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,3%. Na comparação anual, houve crescimento de 1,2%, e, no acumulado de 12 meses, o ganho chegou a 2,4%.
🔎 Os dados indicam que a atividade econômica no Brasil segue resiliente, o que coloca em dúvida um corte de juros em março.
▶️ Também na agenda interna, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram de evento que marca os 90 anos da criação do salário-mínimo.
Lula ainda teve um encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Em pronunciamento, o presidente brasileiro afirmou que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com a União Europeia e fazer parcerias com o mundo todo, em especial com o Canadá, México, Vietnã, Japão e China.
▶️ No noticiário corporativo, as atenções ficaram com a Petrobras, que encerrou 2025 com uma produção acima das metas estabelecidas pela companhia. A alta de cerca de 1% nos papéis preferenciais da empresa ajudou a evitar perdas maiores no Ibovespa.
▶️ No exterior, as atenções aos novos dados de atividade dos EUA. A produção industrial americana cresceu 0,2% em dezembro, segundo informações do Fed, impulsionada por uma alta na fabricação de metais primários que compensou a queda nas fábricas de montagem de veículos automotores.
▶️ Além disso, as tensões geopolíticas também ficam no radar. Nesta sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor tarifas aos países que forem contrários aos seus planos de adquirir a Groenlândia.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: -2,12%;
Acumulado do ano: -2,12%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,88%;
Acumulado do mês: +2,28%;
Acumulado do ano: +2,28%.
Petrobras tem produção acima da meta
A Petrobras informou que, em 2025, produziu em média 2,4 milhões de barris de petróleo por dia. O número foi divulgado pela própria empresa nesta quinta-feira e mostra que a produção ficou acima do que estava previsto em seu plano estratégico.
Segundo a estatal, o volume superou em 0,5 ponto percentual o teto da meta estabelecida no Plano de Negócios 2025–2029, que previa crescimento máximo de 4%. Na prática, isso significa que a produção de petróleo cresceu 11% em relação ao registrado em 2024.
Quando são considerados juntos o petróleo e o gás natural, a produção total alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia — uma medida que reúne diferentes tipos de energia em uma mesma unidade.
Nesse caso, o resultado ficou 2,8 pontos percentuais acima do limite superior da meta e também representou um avanço de 11% na comparação com o ano anterior, de acordo com a companhia.
Agenda econômica
Prévia do PIB no Brasil
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador usado para acompanhar o ritmo da economia e antecipar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,7% em novembro na comparação com outubro, segundo dados ajustados para efeitos sazonais divulgados pelo BC nesta sexta-feira.
O resultado veio acima do esperado pelo mercado. Em pesquisa da Reuters, a previsão era de um avanço mais moderado, de 0,3% no período.
Na comparação com novembro do ano passado, o índice mostrou crescimento de 1,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o IBC-Br passou a registrar alta de 2,4%, conforme os dados sem ajuste sazonal, que permitem a comparação direta entre períodos iguais.
Bolsas globais
Os mercados em Wall Street devem começar o dia em alta, sustentados principalmente pelo avanço das ações de semicondutores.
O setor segue beneficiado pelo otimismo em torno da inteligência artificial, que continua atraindo investidores. Além disso, o mercado acompanha o início da temporada de balanços, que deve ganhar mais peso ao longo da próxima semana.
Antes da abertura, os contratos futuros apontavam para um pregão positivo, com alta de 0,1% no Dow Jones, avanço de 0,3% no S&P 500 e ganho de 0,6% no Nasdaq.
Na Europa, o movimento era mais contido, com as principais bolsas operando próximas da estabilidade.
O DAX, de Frankfurt, recuava 0,1%, aos 25.323,98 pontos; o CAC 40, de Paris, caía 0,4%, aos 8.277,40 pontos; e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,1%, para 10.250,97 pontos.
Já na Ásia, os mercados encerraram o dia sem uma direção única.
As bolsas chinesas fecharam em baixa após autoridades anunciarem o reforço das regras de financiamento de margem e sinalizarem medidas para conter excessos especulativos, interrompendo uma sequência de quatro semanas de alta.
No fechamento, o Hang Seng caiu 0,29%, o Xangai SSEC recuou 0,26% e o CSI300 perdeu 0,41%. Em sentido oposto, o Kospi subiu 0,90% e o Taiex avançou 1,94%, enquanto o Nikkei cedeu 0,32% e o Straits Times registrou alta de 0,22%.
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik